| (BCP, 1928)
Ao tempo da Comunhão, a Santa Mesa estará coberta com uma toalha de linho branco. O Ministro, reverentemente de pé, diante da Santa Mesa, dirá a Oração Dominical e a Coleta seguinte, ajoelhando-se o povo; porém a Oração Dominical pode ser omitida à discrição do Ministro. Todos: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém. X Coleta pela Pureza Todos: Onipotente Deus, que vês todos os corações, conheces todos os desejos, e para quem segredo algum está oculto; purifica os nossos corações e pensamentos com a inspiração do teu Santo Espírito, para que te amemos com perfeição, e dignamente engrandeçamos teu santo nome; por Jesus Cristo nosso Senhor. Amém. Então o Presbítero recitará os Dez Mandamentos; e o povo, conservando-se de joelhos, responderá como segue, rogando a divina misericórdia pelas transgressões passadas, e a graça de guardar a lei no tempo vindouro. Note-se que nos Mandamentos que seguem, impressos em duas partes, o Ministro poderá limitar-se a ler a primeira. O Decálogo pode ser omitido desde que seja dito ao menos um domingo em cada mês. Porém, quando for omitido, o Ministro dirá o Sumário da Lei, começando: Ouvi o que nosso Senhor Jesus Cristo... X Decálogo Ministro: Deus falou estas palavras e disse: Eu sou o Senhor teu Deus; não terás outros deuses diante de mim. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não farás para ti imagem de escultura, nem figura alguma do que há em cima nos céus, nem abaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; pois, eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, e visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem; e faço misericórdia até mil gerações, aos que me amam e guardam os meus mandamentos. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que toma o seu nome em vão. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Lembra-te de santificar o dia do descanso. Seis dias trabalharás, e farás o que tens para fazer; mas o sétimo dia é o Descanso do Senhor, teu Deus. Nele não farás obra alguma; nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o peregrino que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar, e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia, por isso o Senhor abençoou o dia sétimo, e o santificou. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Honrarás a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não matarás. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não adulterarás. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não furtarás. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Ministro: Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçaras a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que lhe pertencer. Todos: Senhor, tem piedade de nós, e inclina os nossos corações a guardar esta lei. Então o Ministro pode dizer: Ministro: Ouvi o que diz nosso Senhor Jesus Cristo: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas. Aqui, se o Decálogo tiver sido omitido, dir-se-á: Senhor, tem piedade de nós. Cristo, tem piedade de nós. Senhor, tem piedade de nós. Então o Ministro pode dizer: Ministro: Ó Senhor Onipotente, e Deus sempiterno, digna-te, nós te imploramos, dirigir, santificar, e governar tanto nossos corações como nossos corpos, no caminho de tuas leis, e na prática de teus mandamentos; a fim de que, por tua poderosíssima proteção, sejamos, agora e sempre, preservados em corpo e alma; mediante nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Amém. Dir-se-á aqui: Ministro: O Senhor seja convosco. Todos: E com teu espírito. Ministro: Oremos. Então o Ministro dirá a Coleta do Dia (pp.280 a 333), e depois o Ministro designado lerá a Epístola, dizendo previamente: A Epístola está escrita no _____ capítulo de _____, principiando com o versículo _____. Terminando, dirá: Aqui termina a Epístola. X Hino ou uma Antífona Levantando-se, então, o povo, o Ministro designado lerá o Evangelho, dizendo primeiro: O Santo Evangelho está escrito no capítulo_____ de ______, principiando com o versículo ______. Aqui será dito ou cantado: Glória te seja dada, ó Senhor. E depois da leitura do Evangelho, se poderá dizer ou cantar: Louvado sejas, ó Cristo. Então se dirá o Credo Niceno ou Símbolo dos Apóstolos; omitidos, porém, se algum deles se tiver dito anteriormente, na Oração Matutina; contanto que seja o Credo Niceno usado nos dias de Natal, da Ressurreição, Ascensão, no Domingo de Pentecostes e no da Trindade. Todos: Creio em um só Deus Pai Onipotente, Criador do Céu e da Terra, e de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus; gerado de seu Pai antes de todos os mundos, Deus de Deus, Luz de Luz, Verdadeiro Deus de Verdadeiro Deus; gerado, não feito; consubstancial com o Pai; por quem todas as coisas foram feitas: o qual por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu, e encarnou, por obra do Espírito Santo, da Virgem Maria, e foi feito homem: foi também crucificado por nós, sob o poder de Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado; e ao terceiro dia ressuscitou, segundo as escrituras; e subiu ao céu, e está sentado à mão direita do Pai; e virá outra vez com glória, a julgar os vivos e os mortos; e o seu Reino não terá fim. E creio no Espírito Santo, Senhor, e Doador da Vida, procedente do Pai e do Filho; o qual com o Pai e o Filho juntamente é adorado e glorificado; o qual falou pelos profetas; e creio na Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica; reconheço um só batismo para remissão de pecados; e espero a Ressurreição dos mortos; e a vida do mundo vindouro. Amém. Aqui se anunciarão os Dias Santos, ou de Jejum, que devem ser observados na semana; e se for tempo, se dará notícia da Comunhão, dos Proclamas de Casamento, e do mais que houver por publicar. Aqui, ou imediatamente depois de Credo, poderá ser dito o Invitatório, ou outras Orações e Intercessões autorizadas. Então seguirá o Sermão. Após o que, quando houver Comunhão, o Presbítero voltará à Santa Mesa, e começará o Ofertório, dizendo uma ou mais das seguintes Sentenças, como julgar conveniente: Atos 20:35: Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. Mat eus 5:16: Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. Mateus 6:19-20: Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam. Mateus 7:21: Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 2 Cor 9:6-7: E isto afirmo: aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. Gál l 6:10: Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. Heb 6:10: Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos. Heb 13:16: Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz. 1 João 3:17: Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar-lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus? Mateus 25:40: O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. Rom 10:14-15: Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Lucas 10:2: E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Deut 16:16-17: Não aparecerá de mãos vazias perante o Senhor; cada um oferecerá na proporção em que possa dar, segundo a bênção que o Senhor, seu Deus, lhe houver concedido. 1 Cron 29:11: Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. 1 Cron 29:14: Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. E note-se que estes versículos podem ser usados em qualquer outra ocasião de Culto Público, em que as Ofertas do povo devam ser recebidos. Os Diáconos, Guardiães da Igreja, ou outras pessoas idôneas, designadas para esse fim, receberão as Ofertas para os pobres e outras Ofertas do povo, em uma Salva apropriada; e levá-la-ão com reverência ao Ministro, que humildemente a apresentará e porá na Santa Mesa, o Pão e o Vinho. E quando as Ofertas e Oblações forem recebidas e apresentadas, pode-se cantar um Hino, ou uma Antífona Comum, sob a discrição do Ministro. Aqui o Ministro poderá pedir as intercessões pessoais da Congregação a favor dos que desejaram as Orações da Igreja. Então o Ministro dirá: Ministro: Oremos por toda a Igreja de Cristo. Deus Onipotente e imortal, que pelo teu santo Apóstolo nos ensinaste a fazer preces e súplicas e a render graças por todos os homens; rogamos-te humildemente queiras misericordioso aceitar nossas (ofertas e) oblações, e receber as intercessões que ora oferecemos à tua Divina Majestade. Suplicamos-te que inspires continuamente a Igreja Universal com o espírito de verdade, unidade e concórdia. Concede também que todos os que confessam teu santo nome concordem na verdade de tua santa Palavra, e vivam em harmonia e fraternal amor. Nós te rogamos ainda que de tal modo dirijas e disponhas os corações de todos os magistrados cristãos que verdadeiramente e imparcialmente distribuam justiça, reprimindo vícios e maldades, e preservando tua verdadeira religião e a virtude. Dá graça, ó Pai do céu, a todos os Bispos e outros Ministros, para que, com sua vida e doutrina, proclamem tua Palavra de verdade e vida, e administrem justa e devidamente os teus santos Sacramentos. E a todo teu povo concede tua graça celestial; e, em particular, a esta presente congregação; para que escutem e recebam a tua Palavra com humildade no coração e devida reverência; servindo-te fielmente em santidade e retidão todos os dias de sua vida. E submissos te suplicamos, ó Senhor, que, por tua bondade, consoles e socorras a quantos nesta vida transitória se achem em trabalhos, aflições, necessidades, doença ou qualquer outra tribulação. Nós também bendizemos teu santo nome por todos os teus servos que partiram desta vida em tua fé e temor; rogando-te que nos concedas contínuo crescimento em teu amor e serviço, e nos dispenses a graça de seguir de tal modo seus bons exemplos, que com eles sejamos participantes de teu reino celestial. Concede-nos isto, ó Pai, por amor de Jesus Cristo, nosso único Mediador e Advogado. Todos: Amém. E o Ministro dirá aos que vieram receber a Santa Comunhão: Ministro: Vós, que verdadeira e honestamente, vos arrependeis de vossos pecados, e estais em caridade e amor com o vosso próximo, e resolvidos a levar uma vida nova, seguindo os mandamentos de Deus, e caminhando de agora em diante por Suas veredas santas: aproximai-vos com fé, e tomai este Santo Sacramento para vosso conforto; e fazei vossa humilde confissão a Deus Todo-poderoso, devotamente ajoelhados. Então se fará esta Confissão Geral, pelo Ministro e todos os que tencionem receber a Santa Comunhão, humildemente ajoelhados Todos: Onipotente Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Criador de todas as coisas, Juiz de todos os homens; reconhecemos e lamentamos nossos muitos pecados e iniquidade, que, em tantas ocasiões temos gravemente cometido, por pensamentos, palavras e obras, contra a tua divina Majestade, provocando mui justamente a tua mágoa e indignação. Sinceramente nos arrependemos, e de todo o coração deploramos estas nossas culpas; sua lembrança nos aflige; insuportável é seu fardo. Tem piedade de nós. Tem piedade de nós, misericordiosíssimo Pai; por amor de Teu Filho Jesus Cristo, perdoa-nos todo o passado; e permite que de agora em diante te sirvamos e te agrademos com uma vida nova, para a honra e glória do teu nome. Mediante Jesus Cristo nosso Senhor. Amém. Então o Ministro (ou o Bispo, quando presente) levantando-se para o povo, dirá: Ministro: Deus Onipotente, nosso Pai Celestial, que por sua grande misericórdia, tem prometido o perdão dos pecados a todos quantos, com sincero arrependimento e verdadeira fé, a Ele se convertem, tenha misericórdia de vós; perdoe e vos liberte de todos os vossos pecados, vos confirme e fortaleça em todo bem, e vos conduza à vida eterna: mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Todos: Amém. Então o Ministro dirá: Ministro: Escutai as consoladoras palavras que nosso Salvador Cristo diz a todos os que a Ele se convertem: Mateus 11:28: Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. João 3:16: Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 1 Timóteo 1:15: O apóstolo Paulo disse: Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. 1 João 2:1-2: O apóstolo João disse: Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. Depois disto o Ministro continuará, dizendo: Ministro: Elevai os corações! Todos: Ao Senhor os elevamos. Ministro: Demos graças ao Senhor nosso Deus! Todos: Assim fazê-lo é digno e justo. Então o Ministro, voltando-se para a Santa Mesa, dirá: Ministro: É verdadeiramente digno e justo, racional e salutar, que sempre e em toda parte, te rendamos graças, ó Senhor, Santo Pai, Onipotente e Sempiterno Deus. Aqui seguirá o Prefácio Próprio (p.244), segundo a Quadra, se houver algum especialmente designado; se não, imediatamente será dito ou cantando pelo Ministro: Ministro: Portanto, com os Anjos e Arcanjos, e com toda a milícia celestial, louvamos e magnificamos teu glorioso nome, exaltando-te sempre, e dizendo: Todos: Santo, Santo, Santo.Senhor Deus dos exércitos, os céus e a terra estão cheios da tua glória; glória te seja dada, ó Senhor altíssimo. Amém. Quando o Ministro, posto em pé diante da Santa Mesa, tiver ordenado o Pão e o Vinho, de modo que possa, com facilidade e decência partir o Pão à vista do povo e tomar nas mãos o Cálice, dirá a seguinte Oração de Consagração: Ministro: Toda a glória a ti, Onipotente Deus, nosso Pai celestial, porque, por tua terna misericórdia, entregaste o teu único Filho Jesus Cristo, a morrer sobre a Cruz para nossa redenção; o qual, tendo oferecido uma vez a oblação única de si mesmo, fez ali um inteiro, perfeito e suficiente sacrifício, oblação e satisfação pelos pecados de todo mundo; instituiu, e em seu Santo Evangelho nos mandou continuar a perpétua memória de sua preciosa morte e sacrifício, até sua segunda vinda: Porque na noite em que foi traído, (a) tomou o Pão e, tendo dado graças, (b) o partiu e deu aos seus discípulos, dizendo: Tomai, comei, (c) este é o meu Corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória minha. E também depois da ceia, (d) tomou o Cálice e, tendo dado graças, lho entregou, dizendo: Bebei todos deste, porque (e) este é o meu Sangue da Nova Aliança, que é derramado por vós e por muitos, para remissão dos pecados; fazei isto quantas vezes o beberdes, em memória minha. | (a) Aqui o Ministro tomará a Patena em suas mãos (b) E aqui partirá o Pão (c) E aqui porá a mão sobre todo o Pão (d) Aqui tomará nas mãos o Cálice (e) E aqui porá a mão sobre todos os vasos em que houver Vinho a consagrar | Ministro: Portanto, ó Senhor e Pai celestial, obedientes à instituição de teu muito amado Filho nosso Salvador Jesus Cristo, nós, teus humildes servos, celebramos e fazemos aqui, diante da Tua Divina Majestade, com estes teus santos dons, que agora te oferecemos, o memorial que teu Filho nos mandou celebrar; tendo na lembrança sua bendita paixão e preciosa morte, sua poderosa ressurreição e gloriosa ascensão, rendendo-te graças, de todo o coração, pelos inumeráveis benefícios que elas nos alcançaram. X Invocação Ministro: E mui humildemente nós te suplicamos, ó Pai misericordioso, que nos ouças, e, por tua infinita bondade, te dignes abençoar, com teu Verbo e Espírito Santo, estes teus dons e criaturas do Pão e Vinho; para que nós, recebendo-os segundo a santa instituição de teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo, em memória de sua paixão e morte, sejamos participantes do seu abençoadíssimo Corpo e Sangue. E com fervor desejamos que, por tua bondade paternal, aceites benignamente este nosso sacrifício de louvor e ação de graças; implorando-te mui humildemente que, pelos méritos e morte do Filho, Jesus Cristo, e mediante nossa fé em seu Sangue, nós, e toda a tua Igreja, obtenhamos remissão de nossos pecados, e todos os outros benefícios de sua paixão. E aqui oferecemos e apresentamos a ti, ó Senhor, nossos corpos e almas, em sacrifício racional, vivo e santo; rogando-te humildemente que nós, bem como todos quantos participarem desta Santa Comunhão, recebamos dignamente o preciosíssimo Corpo e Sangue de teu Filho Jesus Cristo, sejamos cheios de tua graça e benção celestial, e feitos um só Corpo com ele, para que ele habite em nós e nós nele. E ainda que sejamos indignos, por nossos muitos pecados, de te oferecer sacrifício algum, nós te imploramos, contudo, aceites este nosso imprescindível dever e serviço; não pesando nossos méritos, mas perdoando nossas ofensas, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor: por quem, e com quem, na unidade do Espírito Santo, seja toda honra e glória a ti, ó Pai Onipotente, por séculos sem fim. Amém. Ministro: E agora, como nos ensinou o Salvador, nos animamos a dizer: Todos: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino, seja feita a tua vontade, assim na Terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal; pois teu é o Reino, e o poder, e a glória para sempre. Amém. Então o Ministro, ajoelhando-se à Mesa do Senhor, dirá em nome de todos os que hão de comungar, esta Oração: Ministro: Não ousamos vir à tua Mesa, ó boníssimo Senhor, confiados em nossa própria retidão, mas em tuas muitas e grandes misericórdias. Nem ao menos somos dignos de apanhar as migalhas que caem de tua Mesa. Tu, porém, és o mesmo Senhor, sempre misericordioso por natureza. Concede-nos, pois, benigno Senhor, que de tal modo comamos a Carne de teu amado Filho Jesus Cristo, e bebamos seu Sangue, que nossos corpos pecadores sejam purificados por seu Corpo, e nossas almas lavadas por seu preciosíssimo Sangue, e que sempre vivamos nele, e Ele em nós. Amém. Aqui se pode cantar um Hino Então o Ministro receberá primeiro a Santa Comunhão em ambas as espécies, e a administrará de igual maneira aos Bispos, Presbíteros e Diáconos ( se alguns estiverem presentes); depois o povo, em ordem, devotamente ajoelhado, a receberá em suas mãos. Dar-se-á oportunidade suficiente às pessoas presentes para comungar, ao dar o Pão, dirá: Ministro: O Corpo de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi dado por ti, preserve teu corpo e alma para a vida eterna. Toma e coma este em memória de Cristo ter morrido por ti, e dele te alimenta em teu coração, por fé, com ação de graças. E o Ministro que entregar o Cálice, dirá: Ministro: O Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, que foi derramado por ti, preserve teu corpo e alma para a vida eterna. Beba este em memória de ter sido o Sangue de Cristo derramado por ti, e sê agradecido. Se o Pão ou o Vinho consagrados se acabarem antes de terem comungado todos, o Ministro consagrará mais, segundo a Fórmula acima prescrita, começando: Toda a glória seja a ti, Onipotente Deus, e terminado com estas palavras: Participantes do seu abençoadíssimo Corpo e Sangue. Quando todos tiverem comungado, o Ministro voltará à Mesa do Senhor, e porá reverentemente sobre ela o que sobejar dos Elementos consagrados, cobrindo-os com uma limpa toalha de linho. Então o Ministro dirá: Ministro: Oremos. Onipotente e eterno Deus, de todo o coração te damos graças, porquanto te dignas nutrir aos que têm recebido devidamente estes santos mistérios com o espiritual sustento do preciosíssimo Corpo e Sangue de teu Filho, nosso Salvador Jesus Cristo; e porque assim nos asseguras de teu favor e bondade para conosco, e de que somos membros verdadeiros vinculados ao corpo de todos os fiéis; sendo também, por esperança, herdeiros de teu eterno reino, pelos méritos de sua preciosa morte e paixão. E mui humildemente te suplicamos, ó Pai do Céu, que de tal modo nos assistas com a tua graça, que perseveremos em tão santa companhia, fazendo todas as boas obras que preparaste para andarmos nelas; mediante Jesus Cristo nosso Senhor, ao qual, contigo e com o Espírito Santo, seja toda a honra e glória, pelos séculos sem fim. Amém. Então dir-se-á ou cantar-se-á, todos de pé, o Ministro: Glória a Deus nas alturas, e na terra paz, boa vontade entre os homens. Todos: Nós te louvamos, bendizemos, adoramos, glorificamos e te damos graças por tua grande glória. Ó Senhor Deus, Rei do Céu, Deus Pai Onipotente. Ó Senhor, unigênito Filho, Jesus Cristo; ó Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Eterno Pai, que tiras os pecados do mundo, tem misericórdia de nós. Tu que tiras os pecados do mundo, recebe a nossa deprecação. Tu que estás sentado à destra de Deus Pai, tem misericórdia de nós. Porque só tu és Santo; só tu és o Senhor; só tu, ó Cristo, com o Espírito Santo, és altíssimo na glória de Deus Pai. Amém. Ajoelhando-se o povo, o Ministro (o Bispo, quando presente) os despedirá com esta Bênção: Ministro: A paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde vossas mentes e corações no conhecimento e amor de Deus, e do Seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. E a bênção de Deus, Todo-poderoso, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, seja convosco, e convosco habite eternamente. X RUBRICAS GERAIS Na ausência de um Presbítero, o Diácono poderá dizer tudo o que está anteriormente designado até o fim do Evangelho. Nos domingos e outro Dias Santos (ainda que não haja Sermão nem Comunhão), pode-se dizer tudo o que está designado para a Comunhão, até o fim do Evangelho, concluído com a Bênção. Se após a Comunhão sobejar algum Pão ou Vinho consagrados não serão levados para fora da Igreja; mas o Ministro e outros comungantes, logo depois da Bênção os consumirão reverentemente. Se entre os que vêm participar da Santa Comunhão, o Ministro souber de alguém, de público e notório mau viver, ou tenha prejudicado o próximo por palavras ou ações, causando escândalo à Congregação, o Ministro avisá-lo-á de que não se atreva a vir à Santa Mesa, sem que tenha abertamente declarado haver-se deveras arrependido e emendado a sua ímpia vida passada, a fim de, por esse modo, satisfazer à congregação, e sem que tenha indenizado as partes lesadas; ou ao menos, declarado estar no firme propósito de assim o fazer, logo que puder. De maneira semelhante se haverá o Ministro com pessoas, entre as quais saiba que existe ódio ou rancor: não lhes consentindo que participem da Santa Mesa, sem primeiro saber que estão reconciliadas. E se uma das partes, assim em divergência, estiver pronta a perdoar do íntimo do seu coração tudo o que a outra tiver feito contra ela, e a reparar suas próprias faltas; e se a outra parte não se quiser persuadir a uma união piedosa, mas perseverar em seu orgulho e malícia, então o Ministro admitirá à Santa Comunhão o arrependido, mas não o obstinado. Contanto que, todo o Ministro que assim recusar a alguém a Santa Comunhão, pelas razões acima especificadas, seja obrigado a dar conta disso ao Ordinário, dentro dos catorze dias seguintes, o mais tardar. X EXORTAÇÕES No caso de haver Celebração da Comunhão, o Ministro pode, após a Oração por toda a Igreja de Cristo, dizer esta Exortação. Note-se, porém, que a Exortação é de rigor no Primeiro Domingo do Advento, no Primeiro Domingo da Quaresma e no Domingo da Trindade. Ministro: Muito amados no Senhor, vós que tencionais vir à Santa Comunhão do Corpo e Sangue de nosso Salvador Jesus Cristo, considerai como o apóstolo Paulo exorta todos a que se examinem e provem cuidadosamente antes de se atreverem a comer aquele Pão, e a beber daquele Cálice. Pois assim como o benefício será grande, se com sincero e penitente coração e viva fé recebermos este santo Sacramento, assim será grande o perigo se comungarmos indignamente. Julgai-vos, portanto, a vós mesmos, irmãos, para que não sejais julgados pelo Senhor; arrependei-vos verdadeiramente dos vossos pecados passados; tende fé constante e fervorosa em Cristo nosso Salvador; emendai vossas vidas, e mantende-vos em perfeita caridade com todos; assim sereis dignos participantes destes santos mistérios. E, principalmente, deveis dar mui humildes e sinceras graças a Deus, o Pai, o Filho, e o Espírito Santo, pela redenção do mundo mediante a paixão e morte de nosso Salvador Jesus Cristo, Deus e homem; que se humilhou até a morte, para nos tornar filhos de Deus, e exaltar à vida eterna. E para que tenhamos sempre na lembrança o imenso amor de nosso Mestre e único Salvador, Jesus Cristo, em assim morrer por nós e os inumeráveis benefícios que nos obteve pela efusão de seu precioso Sangue; instituiu e ordenou santos mistérios, como penhores de seu amor, e para memória contínua de sua morte, para nossa grande e eterna consolação. A Ele, pois, bem como ao Pai e ao Espírito Santo, demos, como é nosso dever, contínuas graças; submetendo-nos inteiramente ao seu divino prazer e vontade, buscando como servi-lo em verdadeira santidade e retidão todos os dias de nossa vida. Amém. Quando o Ministro anunciar a Celebração da Santa Comunhão (o que fará sempre no Domingo, ou algum Dia Santo, imediatamente anterior), lerá a Exortação seguinte; toda ou em parte, como julgar conveniente Ministro: Muito amados no Senhor, no próximo ______, tenciono pelo auxílio de Deus, administrar a todos quantos se acharem devota e religiosamente dispostos, o mui consolador Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo; que deve ser recebido em memória de sua meritória Cruz e Paixão; pelo que somente obtemos remissão de nossos pecados, e somos feitos participantes de Reino do céu. É nosso dever, portanto, render as mais humildes e sinceras graças a Deus Onipotente, nosso Pai celestial, por nos ter dado seu Filho nosso Salvador Jesus Cristo, não somente para morrer por nós, mas para ser também nossa alimentação e sustento espiritual neste santo Sacramento. Sendo este tão divino e consolador, para os que dignamente o recebem, e tão perigoso para os que se atrevem a recebê-lo indignamente; cumpre-me exortar-vos a que nesse tempo mediteis na grandeza desse santo mistério, e no grande perigo de o receber indignamente; e que de tal modo indagueis e examineis as vossas próprias consciências, não de leve, e do modo como fazem os que buscam enganar a Deus, porém de sorte que venhais santificados e puros ao celeste banquete, com o traje nupcial ordenado por Deus na Sagrada Escritura, e sejais recebidos como dignos participantes desta santa mesa. Para isso é mister, antes de tudo, examinardes vossas vidas e proceder, de acordo com os mandamentos de Deus; e naquilo que perceberdes ter pecado por vontade, palavra, ou ação, nisso lamentai a vossa iniquidade, confessando-vos a Deus Onipotente, com firme propósito de emendar a vossa vida. E se notardes que vossas ofensas não são apenas contra Deus, mas também contra o vosso próximo, vos reconciliareis então com ele; estando prontos a fazer reparação e dar satisfação, quanto vos for possível, por todas as injúrias e ofensas por vós cometidas a outrem; e estando prontos também a perdoar aos que vos têm ofendido, como desejais que Deus vos perdoe a vós; porque, a não ser assim, o receber a Santa Comunhão contribui somente para aumentar a vossa condenação. Se algum de vós, portanto, for blasfemo contra Deus, adúltero, malicioso, ou invejoso, ou culpado de qualquer outro crime grave, arrependa-se de seus pecados, ou não se aproxime desta santa mesa. É indispensável que ninguém venha à Santa Comunhão, sem ter absoluta confiança na misericórdia de Deus, e uma consciência tranquila. Se, portanto, houver entre vós alguém que não possa aquietar a sua própria consciência pelos meios expostos, mas precise de mais conforto ou conselho, venha ter comigo ou algum outro Ministro da Palavra de Deus, e descubra sua dificuldade; a fim de que receba conselho e advertência que tendam a tranquilizar sua consciência e remover todo escrúpulo e dúvida. Ou, caso observe que o povo se descuida de vir à Santa Comunhão, em vez da primeira Exortação, usará a seguinte: Ministro: Meus irmãos muitos amados, no próximo __________, tenciono, pela graça de Deus, celebrar a Ceia do Senhor: à qual convido, em o nome de Deus, todos os que estais presentes; e vos rogo, por amor de Senhor Jesus Cristo, que não recuseis aproximar-vos dela, sendo tão amorosamente chamados e convidados por Deus mesmo. Bem sabeis quanto é ofensivo e descortês, quando, preparado um grande banquete e posta a mesa, de modo que nada falte senão os convidados, e contudo estes, sem causa, com muita ingratidão, recusam dele participar. Qual de vós em tal caso não ficaria magoado? Qual de vós não tomaria isso como grave injúria e ofensa? Portanto, meus caros irmãos em Cristo, guardai-vos de que, abstendo-vos desta Santa Ceia, não provoqueis contra vós a ira de Deus. É fácil dizer: Não vou comungar porque estou ocupado em negócios mundanos. Tais desculpas não são, porém, tão facilmente aceitas e admitidas na presença de Deus. Se alguém disser: Sou grande pecador, e por isso receio vir: então, por que não se arrepende e emenda? Quando Deus vos chama, não vos envergonhais de responder que não quereis vir? Quando deveis converter-vos a Deus, vos desculpareis a vós mesmos, e direis que não estais preparados? Pesai bem nos vossos corações quão pouco valerão para tão fingidas desculpas. Aqueles que recusaram ir ao banquete de que fala o Evangelho, um por ter comprado um campo, outro por querer experimentar seus bois, e um terceiro por ter contraído matrimônio, não foram assim escusados, mas tidos por indignos de banquete celestial. Portanto, em virtude do meu cargo, vos requeiro em nome de Deus, vos convido da parte de Cristo, e vos exorto, se é que a vossa salvação vos é preciosa, a que venhais participar desta santa Comunhão. Se o Filho de Deus, para salvar-vos, se dignou dar a sua vida morrendo na Cruz, assim é vosso dever receber a Comunhão em memória do sacrifício da sua grande obra, e vossa ingratidão para com Deus, recusando obedecer-lhe; quão tremendo castigo esse menosprezo traz sobre vós, quando vos abstendes, de propósito, da Mesa do Senhor e vos separais de vossos irmãos que vêm alimentar-se neste banquete celestial. Se bem considerardes estas coisas, vossas almas, pela graça de Deus, adotarão uma disposição melhor; e para que assim seja não deixaremos de apresentar nossas humildes intercessões ao Onipotente Deus, nosso Pai celestial, na esperança de alcançar esta feliz transformação. |