Uma parcela do Povo de Deus
| Sermão |
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Sl 1; At 1:15-17, 21-26 Caríssimos irmãos e irmãs, Comemoramos hoje a 7ª. Semana da Páscoa, na memória da vitoriosa ressurreição do Senhor. Essa semana temos, também, comemorado a sua Ascensão ao Céu. A narrativa do Livro dos Atos dos Apóstolos nos chama a atenção para o primeiro ato de institucionalização da Igreja: a escolha do substituto de Judas Iscariotes pela assembleia dos 120 discípulos. Há candidaturas, há discernimento, há escolha, há posse. Matias foi o eleito e “...ele se juntou aos onze apóstolos”. E, assim, ocorre a sucessão apostólica, e tem ocorrido por 2.000 anos, com a eleição e Sagração dos Bispos. Somos um organismo, mas, também, somos uma organização, buscando a direção do Senhor. Esse organismo-organização, nas palavras de João, é portador do testemunho de Deus, oferecendo salvação no seu Filho, que dá a vida àqueles que creem. Somos chamados a ser canais da vida eterna. E nunca devemos nos apartar dessa missão central. Os membros dessa organização-organismo, novo Povo de Deus, são chamados a viver uma vida diferente, não se detendo nos caminhos dos pecadores, nem nas rodas dos zombadores, mas são pessoas cujo prazer é o meditar na Lei do Senhor, dia e noite. E serão bem-aventurados! A esse Povo, Jesus se manifestou, e foi conhecido, como Filho do Deus Verdadeiro. Nossa vida, segundo o propósito de Jesus, e a obediência à sua Palavra. Sendo a Santíssima Trindade uma, Jesus desejou que nós fôssemos unidos à Trindade, e unidos entre nós, para que o mundo cresse. Ele nos amou, e nos enviou a amar ao mundo, mas devemos ser uma comunidade unida e amorosa entre nós. Estamos aqui para adorar ao Senhor, e para lhe prestar um Culto de Ação de Graças pelos 33 anos de existência da nossa Igreja: a Diocese do Recife.
Há, porém, desafios internos que devemos sempre almejar, porque ainda não o alcançamos suficientemente:
Prestemos, pois, um Culto de Ação de Graças ao Senhor da Igreja e Senhor das nossas vidas, mas, em uma atitude que vai além da gratidão pelas bênçãos desses 33 anos, pelas vitórias nas lutas, pelos livramentos, pelas vidas atingidas, e por nossos ministérios. Em uma atitude que vai além da intercessão pelo nosso futuro em uma História incerta, uma Civilização em crise, uma Cristandade dilacerada, e um Anglicanismo sofrendo as dores do parto de um outro momento. Cristãos, católicos, protestantes, evangélicos, carismáticos, bíblicos, somente seremos dignos dessa nossa identidade, se respondermos, adequadamente, em quebrantamento, obediência e sensibilidade ao sopro do Espírito Santo, aos desafios da unidade, do amor e da organização. Conclusão Até aqui o Senhor caminhou conosco. A partir daqui caminhemos com o Senhor, e caminhemos juntos, como estaremos na Nova Jerusalém, e como devemos estar na História. Que o Senhor tenha misericórdia de nós! Que o Senhor nos abençoe! A Ele toda honra e toda a glória! Amém! Recife, 24 de maio de 2009. + Dom Robinson Cavalcanti, ose |
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