Home Episcopal Ordenação Presbiteral do Rev. Peter Briggs

Logar

Contador de Visitas

mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje221
mod_vvisit_counterOntem730
mod_vvisit_counterEstá Semana2488
mod_vvisit_counterÚltima Semana5844
mod_vvisit_counterEste Mês5846
mod_vvisit_counterÚltimo mês24378
mod_vvisit_counterTodos545132

Online (20 minutos ago): 22
Seu IP: 38.107.191.108
,
Hoje é: 08-09-2010 09:41

Newsletter

Nome:

Email:

Previsão do Tempo

Recife, Brazil
Temperatura: 27°C
Temp. do Ar: 29°C
Humidade: 70%
Velocidade: 11 km/h
Direcção: 160°
Pressão: 1015.9 mb
SSE
Mostrar mais detalhes
Selecione a sua Cidade...
Fornecido por:
Local Pollen Reports
Airport Conditions
Lawn and Garden Weather
Rush Hour Traffic
Ordenação Presbiteral do Rev. Peter Briggs PDF Imprimir E-mail
Sex, 10 de Julho de 2009 11:22
Sermão


Paróquia Anglicana de St. Charles
Poulsbo, Estado de Washington, EUA, em 07.06.2009

Meus amados irmãos e irmãs,

Graça e Paz!

É com grande alegria que regresso ao vosso meio. Esse intercâmbio tem sido uma bênção de edificação mútua. Trago a saudação dos vossos irmãos e irmãs do Brasil. Estamos felizes em sermos parte do mesmo Corpo, e de estarmos juntos no mesmo lado na luta em defesa da fé apostólica na Comunhão Anglicana e no mundo. Que o Senhor continue a orientar os nossos passos nos próximos capítulos da História da Igreja que estamos vivendo.

Chegamos hoje à casa do Senhor para adorá-lo, para ouvir a Sua Palavra, para participarmos dos Seus Sacramentos, para aprofundar os nossos laços de afeição, para crescermos espiritualmente em nossa responsabilidade como discípulos de Jesus Cristo, único Senhor e único Salvador.

Fomos todos impactados pela Ressurreição que comemoramos na Páscoa, edificados por Sua Ascensão ao céu, vitorioso, para onde subiu para ficar, como nosso Advogado, à direita do Pai, e de onde um dia regressará para julgar os vivos e os mortos e instaurar o seu reino definitivo: o novo céu e a nova terra, a Nova Jerusalém.

Muitas vezes fico me perguntando por que Jesus não subiu logo ao céu após a sua ressurreição? Por que ficou na terra mais quarenta dias? Descubro algumas razões:

1. Em primeiro lugar, a necessidade de aparecer vivo, com seu novo corpo glorificado, vitorioso sobre a morte, o pecado e o mal. Ele não quis deixar dúvidas. Ele apareceu ao máximo de seguidores. Isso fez um impacto, fez uma diferença.

2. Em segundo lugar, Jesus desejou reunir a Igreja que começava a se dispersar, aparentemente derrotada. Eles tinham que estar juntos.

3. Em terceiro lugar, Jesus desejou reafirmar todo o conteúdo do seu ensino, fixar as verdades da revelação, aparentemente já esquecidas, em tão pouco tempo, pelos discípulos.

4. Em quarto lugar, Jesus desejou reafirmar a natureza missionária da Igreja, soprou sobre ela o Espírito Santo, e a mandou esperar, juntos e em oração, o momento do início da missão.

Somente, então, Jesus sentiu que tinha completado a sua obra, e subiu ao céu. No dia da Ascensão, contudo, os anjos nos lembram que não devemos ficar parados, olhando para o céu, mas, enquanto Ele não volta, devemos cumprir a missão que nos foi confiada.

Finalmente chega o Dia de Pentecostes, o Espírito Santo é derramado sobre os apóstolos, infundindo-lhes autoridade e poder, coragem, discernimento, palavras que mudavam vidas, capacidade para fazer milagres e expulsar os demônios. E, cada dia, o Senhor ia acrescentando os que iam sendo salvos, criando uma comunidade de unidade, de partilha, de amor, de piedade, o Povo da Nova Aliança, que deveria ir por todo o mundo anunciando o Evangelho e fazendo discípulos.

Creio que o tempo eclesiástico é dividido em duas grandes partes: do Advento ao Pentecostes estamos mais voltados para dentro de nós mesmos e para dentro da Igreja, revivendo as grandes verdades, procurando nos apropriar delas, crescendo em conhecimento e em convicção. Em tempo de aprendizagem. A partir do Dia de Pentecostes, porém, até o novo tempo do Advento, somos voltados para fora, para as atitudes e ações evangelísticas, missionárias, por palavras e por ações, testemunhando a Graça e procurando levar novas pessoas a Cristo, expandindo a Igreja, em obediência ao seu mandato, segundo as necessidades e oportunidades que nos aparecem, na diversidade nos nossos talentos, dons e vocações. Tempo de Missão, mas também, tempo de martírio, porque o martírio é parte do custo da obediência.

A totalidade da Palavra de Deus – e não apenas algumas partes dessa Palavra – nos impelem a uma Missão Integral, segundo o exemplo do próprio Cristo: anunciar o Evangelho, batizar, ensinar e integrar os novos convertidos em uma comunidade de fé, despertar em seus corações respostas de misericórdia às necessidades humanas, como expressão concreta do amor, e capacidade de denunciar a presença do mal nas estruturas sociais, políticas e econômicas do mundo, exercendo a dimensão profética da nossa tarefa.

Essa Missão Integral somente será possível se cada cristão vivenciar uma Espiritualidade Integral, que inclua uma vida de adoração, de reflexão e de ação, evitando os unilateralismos do misticismo alienante, do academicismo estéril ou do ativismo apenas humano.

Cristo nos chama. Cristo nos transforma. Cristo nos envia, nessa santidade ativa de fazer o correto, e não de uma santidade passiva, que apenas deixa de fazer o incorreto.

A missão não se faz sem gente. Por isso, nos alegramos sempre nos ritos de Confirmação. A chama do Evangelho é passada a uma outra geração. O Espírito Santo continua, como tem feito por dois mil anos, e fará até o final dos tempos, a acrescentar os que vão sendo salvos. Novos discípulos e discípulas. Ateus, agnósticos, materialistas, politeístas, sincréticos, esotéricos, indiferentes, ou apenas religiosos nominais são atingidos pela Graça irresistível e se tornam novas criaturas, marcadas pelo compromisso, pela verdade, e pela busca de obediência.

Uma Igreja nunca está estagnada: ou ele cresce ou ela decresce, e a aparente estagnação já é um decréscimo. Temos responsabilidade de levar o Evangelho até os confins da terra, mas isso não se deve dar à custa da nossa Jerusalém, da nossa Judéia e da nossa Samaria, ou seja, da nossa cidade, da nossa região e do nosso país. Pessoas civilizadas e educadas, pessoas religiosas não são necessariamente pessoas cristãs, se não conhecem o evangelho e respondem de modo pessoal a ele, nascendo de novo.

Em cada cerimônia de Confirmação, não somente os Confirmandos, mas a comunidade toda, são levados a reafirmar a sua renúncia a satanás e todas as suas obras, as vãs pompas desse mundo, a reafirmar a sua fé em Jesus Cristo, único Salvador, o seu compromisso com Jesus Cristo, único Senhor, e a decisão de permanecer firmes, no seio da Igreja, todos os dias da sua vida, até serem recebidas em glória no céu.

A missão não se faz sem líderes. Por isso, nos alegramos nos ritos de Ordenação Diaconal e Presbiteral. Como protestantes, como reformados, reafirmamos o sacerdócio universal de todos os crentes. Como católicos, reafirmando o chamado de Deus àqueles que Ele mesmo vocaciona e outorga dons para os ministérios de liderança do seu povo. Homens e mulheres, jovens ou maduros, de tempo integral, profissionais de tempo parcial, ou aposentados, há lugar para todos os vocacionados no Reino de Deus. O povo deve ser liderado na adoração, o povo deve ser ensinado na verdade, o povo deve ser instruindo em seus próprios dons e vocações. Essa tem sido a tradição da Igreja, a sucessão apostólica. Sucessão não apenas de reconhecimento, de rito e de imposição de mãos, mas sucessão de um conteúdo doutrinário e ético, de um sagrado depósito, de uma verdade.

Diáconos, Presbíteros, Confirmandos, todo o povo de Deus, devemos estar muito conscientes do tempo em que vivemos. Não vivemos fora do tempo, do espaço, da cultura e da conjuntura. Cristo não pediu ao Pai que nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal. Conhecer as marcas positivas da nossa cultura e do nosso tempo, buscar entendê-las, discerni-las, pela iluminação do Espírito Santo, interceder por ela, e nos disponibilizar para agir no meio dela como sal e como luz, os diferentes que fazem diferença.

Novos membros e novos ministros para um novo tempo, talvez não o melhor dos tempos, mas o tempo que o Senhor da História e Senhor da Igreja nos reservou para nele vivermos e servirmos.

Um tempo que as antigas religiões do extremo oriente parecem reviver, radicalizar e agredir. Cristãos estão sendo perseguidos pelos extremistas em muitos países. Esse é, também, um tempo de mártires. Esse é um tempo em que as expressões do ocultismo, do esoterismo e do misticismo também estão em alta, preenchendo a fome religiosa de muitos. Esse é um tempo em que em nosso Ocidente, o Estado Laico está sendo substituído por um Estado Secularista, tentando impor sua agenda relativista e empurra a fé para o interior de nossas consciências, para o interior dos nossos lares, para o interior dos nossos templos, tirando a sua influência da esfera pública. Tempos difíceis que temos que enfrentar com discernimento e coragem.

Mas esse é um tempo de graves dificuldades também internas da Igreja: a fragmentação, o divisionismo, o separatismo, o sectarismo, a dilaceração do Corpo de Cristo em um sem número de instituições, em pecado contra o ideal da Unidade, e a proliferação de heresias e falsos ensinos, até de parte dos líderes que deveriam ser guardiões da unidade na verdade.

Nossa Comunhão Anglicana não ficou isenta dessa luta. Os Estados Unidos da América não ficaram isentos dessa luta. Vocês e nós não ficamos isentos dessa luta.

Mas, a nossa época não é a primeira, nem será a última época a enfrentar problemas. O Senhor Jesus nos promete a sua presença conosco até a consumação dos séculos. O Espírito Santo continua conosco. O Pai continua a ser Senhor das circunstâncias.

A nós nos cabe renovar a nossa fé e renovar a nossa esperança. Não desesperar, não se acomodar, não fugir, mas fazer a parte que nos cabe. Consolados, confortados, animados, caminhamos pelas promessas.

Novos cristãos e novos líderes para um novo tempo, fiéis à velha História. Vitoriosos no Senhor.

Diante dos obstáculos externos e internos, temos cantado no Brasil: “Ninguém detém; é obra santa; essa causa é do Senhor!”.

Avante soldados de Cristo!

Que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo seja com vocês hoje e sempre. Amém!

 

+ Dom Robinson Cavalcanti, ose
            Bispo Diocesano

Comentários
Busca
Somente usuários registrados podem comentar!

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 


Artigos Relacionados:

Powered By relatedArticle

Comunhão Anglicana

 
 ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

GREGORY VENABLES

PRIMAZ DA PROVÍNCIA ANGLICANA

DO CONE SUL DA AMÉRICA 

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE

BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO 

 

 SOMOS PARTE DA

COMUNHÃO ANGLICANA  

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON 

 

SOMOS FILIADOS A FCA

 

 IGREJA ANGLICANA

DA AMÉRICA DO NORTE

(ACNA)