As Aventuras dos Seguidores de Cristo
Pensamento dos Leigos |
Sem. Elton Roney Carvalho (¬) Nossa vida cristã é uma corajosa jornada rumo aos desejos de outra pessoa: Jesus, o Cristo. Lembro-me da definição de cristianismo de um livro que li faz bastante tempo: Cristianismo é a emocionante aventura dos seguidores de Jesus. E não é? Nós não somos seguidores do Mestre da moral e da ética? Não somos seguidores daquele que pregou o amor? Não somos seguidores do Filho de Deus encarnado? Não somos seguidores do Rei dos Reis e Senhor dos Senhores? Não somos seguidores daquele que foi "humilhado e rejeitado pelos seus"? Não somos seguidores daquele que sofreu morte de Cruz? Não somos seguidores daquele que sofreu por nós e por outros? Isso não seria uma emocionante aventura? Jesus sofreu como ninguém. Ele, em primeiro momento, "se esvaziou tomando a forma de servo". Aqui começa logo suas dificuldades. Se tornar humano foi, acredito por ser um, a maior prova de amor de um Deus. Você viu outro deus fazer isso. Não existe outro deus, muito menos um que se tornou carne por amor de nós, seres completamente complicados. Cristo logo provou Seu amor por nós em se tornar humano. "Mesmo sendo Deus não usou por usurpação ser igual a Deus". Ele esvaziou-se de si mesmo, e se tornou aquilo que mais deu trabalho para Ele: Nós. Paulo, em Filipenses 2, esclarece Sua disponibilidade para ser aquilo que necessitava a história da humanidade. Mas, não apenas essa conseqüência que Jesus sofreu, o número é tão grande que não daria nesse escrito. Foi derramado tanto sangue, que se mencionado esse papel se tornaria vermelho. O preço, verdadeiramente, foi alto, ou melhor, altíssimo. Cristo sofreu maus tratos, escárnios, preconceitos, violências, chicotes, traições e coisas que nenhum de nós jamais saberemos. Com seus seguidores não foi diferente e não vai ser diferente. Os discípulos continuaram a enfrentar o "ministério de dores", iniciado por Jesus. Pedro, João, Tiago, Paulo, Barnabé, Silas entre outros. Esses são os nomes daqueles que estavam presentes no momento do desenvolvimento do Evangelho. Por isso, sofreram; foram os primeiros expositores da Graça mediante a resistência de todo um Império. Eles eram tão ativos que jamais descansavam na proclamação do Reino de Deus. Eles desenvolveram, pela graça de Deus e poder do Espírito Santo, as primeiras Igrejas organizadas. Pouco tempo depois houve a organização das Sagradas Escrituras, organizações eclesiásticas e teológicas. Mesmo com tanta perseguição e repreensão com relação ao Evangelho, eles perseveraram e continuaram a grande obra do Senhor. Alguns dizem que justamente por conta da perseguição, houve tanto progresso. Parece que quando o povo de Deus é perseguido ele cresce mais rápido. Vemos esse fenômeno atualmente na África e Ásia, especialmente na China, país comunista, com um governo totalmente central no Estado e sua forte atuação. Entretanto, o cristianismo de alto risco cresce. O Evangelho é movido à perseguição. Se estivermos muito relaxados em nossos templos. Se ficarmos ensimesmados com nosso "cristianismo dominical" pode ser que aconteça algo que venha para despertar a Igreja do Senhor que sua missão começa dentro do templo, mas a intenção é ir para fora. Grande está o impacto causado pelo Liberalismo no Evangelho, e isso é perseguição. Eu pergunto: Vamos avançar juntos? "Aconteceu que, indo nós para o lugar de oração, nos saiu ao encontro uma jovem possessa de espírito adivinhador... Então, Paulo, já indignado [pela perturbação que era] voltando-se disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, eu te mando: retira-te dela, e na mesma hora saiu... Vendo os seus senhores que se lhes tiraram a esperança de lucro... Os arrastaram para a praça... levantou-se a multidão contra eles... rasgando-lhe as vestes, mandaram açoitá-los com varas... os lançaram no cárcere..." (Atos 16). Gostaria de retificar: Se você prega algo que vai contra o sistema, você é perseguido. Se você fala a verdade em um lugar de mentira, você é perseguido. Se você tira o lucro injusto de alguém com poder, você é perseguido. Se você fala da luz em trevas, você é perseguido. Ora, não estamos nós na contramão do sistema? O Evangelho não é loucura para esse mundo? Não pregamos aquilo que o mundo abomina? Irmão e irmã, nós provocamos – e sempre devemos provocar – a perseguição. Se pensarmos que podemos ser cristãos sem a autonegação e a provocação ao mundo, estamos enganados. "Nem Jesus agradou a todos", mas, não ia agradar mesmo, com um sermão de renúncia e perseguição. Entendamos que a perseguição e a aflição é uma demonstração de um cristianismo bíblico. Não afirmo que a vida de um servo de Deus é sofrimento, mas, é a Cruz de Cristo. Paulo tanto falava o que os Judeus não queriam ouvir, como denunciou o espírito do mal existente naquela jovem. Denunciou a injustiça provinda dos senhores que a usavam como fonte de lucro. Abramos nossa boca para falar o que aqueles que não conhecem Cristo não querem ouvir. Denunciemos, pela luz do Espírito Santo em nós, os seus pecados, suas faltas e a sua distância de Deus. Denunciemos as injustiças de nosso tempo, falemos contra os políticos corruptos e suas contradições. Essa é a aventura dos seguidores de Cristo: Servos que andam na contramão, denunciando tudo o que é injusto, tudo que é do espírito do século, tudo o que é contra nosso Senhor, tudo o que é liberalismo e deturpação das Sagradas Escrituras, tudo o que não entroniza Cristo como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Em Cristo, para Ele e por Ele! _______________ ¬ Elton Roney Carvalho é membro da Diocese do Recife, aluno do Seminário Anglicano Teológico – SAT-PB; participa ativamente do Arcediagado Paraíba. |
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