Deus: Pai de Órfãos - Elton Roney
Pensamento do Leigo

Deus: Pai de Órfãos!
“Pai de órfãos e juiz das viúvas é Deus em Sua santa morada.
Deus faz que o solitário more em família”... (Salmos 68:5-6)
Elton Roney Carvalho ( [i])
O projeto de família que nós conhecemos como plano de Deus é eterno, ele não tem fim, pois, a própria trindade é uma família perfeita. Iremos atingir essa perfeição quando estivermos com Ele. Por enquanto, devemos espelhar todos os nossos conceitos de relacionamentos baseados na mais pura essência bela: a Trindade. Nosso objetivo é garantir a sustentabilidade da família, do núcleo educativo, da eficácia dos ensinamentos que formarão pessoas dignas de respeito e capazes de respeitar códigos de ética e respeito à vida e à diversidade. Temos que garantir a possibilidade de formação pura do caráter e a estrutura necessária para um bom convívio social. Conseguiremos, em primeira instância, dentro da família.
Observe que esse conceito de respeito à família não está sendo respeitado atualmente. O que vemos é um apelo à libertinagem, de crianças até adultos. Vi outro dia, em um grande programa de televisão, em projeção nacional, uma reportagem que apoiava a separação de casais que viviam a mais de vinte anos juntos afirmando que seria uma boa possibilidade para “viver a vida”, ou começar de novo, o tipo: “O possível viver após o divórcio”. Fora, as abertas divulgações sobre adultérios e maus exemplos dados nas novelas e programas jovens. Sabemos que não somos seres perfeitos, e que estamos propensos a erros, e que Deus não nos aborrece, mas, aborrece o pecado que existe em nós, que pode ser tratado, perdoado e esquecido. Deus já restaurou pessoas que se encontravam em dificuldades desse tipo, entretanto, sabemos que isso não é o projeto inicial, mas, o remédio.
Somos criaturas que podem se tornar filhos. Mediante a entrega, temos plena aceitação na família de Deus. Essa família não é algo espiritual apenas, mas, é um lugar que transcende o espiritual e traz alicerce para a vida, para o dia a dia. Não são conceitos subjetivos que não transformam o jeito de pensar, de agir e de restaurar o que uma vez se foi. Quando reconhecemos que a família alicerçada em Deus traz grandes transformações positivas para o lar e para a sociedade, temos o poder de criar um novo tempo, um tempo cheio de esperança. “Pai de órfãos” se torna Deus, garantindo o amparo aos perdidos e solitários. Não somos mais pessoas sem lugar social, não somos rejeitados pelos preconceitos sociais, não somos excluídos pela nossa cor ou classe social, somos parte integrante de uma grande família que se dispõe a construir o próprio amor, em conjunto.
No entendimento da importância familiar, podemos dizer que toda a estrutura social é alterada quando quebramos tal acordo. A família é a base da aceitação, do afeto, do amor, das relações humanas, dos limites que devemos estabelecer de respeito e construção de identidade. Quanto mais só eu cresço, mais difícil será o compartilhar da vida. Sou eu e depois os outros. Em família, sempre somos nós. O plural sempre fará a diferença.
Infelizmente, nossa proposta de investimento nas famílias está fraca. Os cristãos não mais têm a mentalidade de antes. Acho que o moderno entrou demais em nossa mente e esquecemos o essencial. Além do mais, a nossa própria vida não tem divulgado o evangelho integral e transformador. Eu só posso mostrar que a vida de Cristo tem a possibilidade de transformar a família ao lado se a minha família estiver transformada. Mas, nossas próprias estruturas têm divulgado o negativo. Somos falhos, mas, nossa diferença deve residir na busca pela perfeição, não na aceitação que somos humanos, falhos e pecados.
A Igreja deve ser uma parte essencial na informação da paz de Deus na vida de seus filhos. Não seremos órfãos jamais; sempre seremos filhos Daquele que nos chamou para a vida, não para a morte. O mundo afirma que tudo é um caos, que tudo está à beira de um colapso, nós, temos a mensagem da vida, as boas-novas, que pode reinterpretar a história com o final maravilhoso da restauração de todas as coisas, de uma grande família reunida e pura. A Igreja é a família de Deus espalhada pelos quatro cantos da terra, quando está conectada verdadeiramente com Ele, lógico, o que não tem sido fácil de encontrar por aí, pois, os tempos são outros.
Que possamos compreender que a família é a estruturação perfeita que traz segurança, proteção e identidade. Somos e devemos ser divulgadores dessa verdade. Não é fácil, pois, não é pequeno. O fácil não é importante, no difícil reside a honra e o fruto maravilhoso. Se o que você quer é fácil, talvez não seja tão significativo assim.
Que possamos compreender que toda nossa família é um presente de Deus. Que Pai, Mãe, Avô, Avó, Tias e Tios, Primos e Irmãos, Esposa, Esposo e tudo mais, são a constituição de uma grande parcela do que teremos em nossa nova morada e que compreendamos que somos e, sempre seremos, família de Deus. Órfãos, jamais!
Em Cristo,
Abraço!
[i] Elton Roney Carvalho é membro da Diocese do Recife; participa da Paróquia Anglicana Comunhão, no Arcediagado Paraíba; é Postulante, e também Seminarista do SAT-PB.
http://elton-carvalho.blogspot.com/
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