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Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

"In Memoriam"

 

 

DOM EVILÁSIO TENÓRIO

BISPO SUFRAGÂNEO

2ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

 

DOM  FLÁVIO ADAIR

BISPO SUFRAGÂNEO

1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

SOMOS PARTE DA COMUNHÃO ANGLICANA

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON

 

 

SOMOS FILIADOS À FELLOWSHIP OF CONFESSING ANGLICANS (FCA)

 

 

SOMOS CONVENIADOS À IGREJA ANGLICANA DA AMÉRICA DO NORTE (ACNA)

 

SOMOS MEMBROS-FUNDADORES DA ALIANÇA EVANGÉLICA

 

 

SOMOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO PRÓ-CAPELANIA MILITAR EVANGÉLICA DO BRASIL (ACMEB)

 

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Home Bispo episcopal Afirmando a Missão Integral

Afirmando a Missão Integral

Reflexão Quaresmal

 

 

Afirmando a Missão Integral

 

Nesse Tempo de Quaresma a Igreja do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo se compromete em reafirmar o mandato missionário de anunciar o Evangelho a todo mundo, com o seu conteúdo. O que deve constar da ação missionária da Igreja, a partir do exemplo e das palavras de Jesus? A esse compromisso abrangente denominamos de Missão Integral, em contraste com suas parcializações ou mutilações: “todo o evangelho para todas as pessoas e para o todo das pessoas em todo o mundo”.

 

A Comunhão Anglicana foi o primeiro ramo do Cristianismo a oficializar esse compromisso bíblico, quando definiu suas “avenidas”, em 1988, em preparação para a Década do Evangelismo.

 

1.      A primeira avenida, central, essencial, prioritária da missão é o Evangelismo, é o anúncio, proclamação do Evangelho em todo o seu conteúdo, em todas as oportunidades, por todos os meios, no poder do Espírito Santo, visando a reconciliação dos pecadores com Deus, em resposta, pela fé, à Graça oferecida por Cristo na cruz, resultando em conversão, ou novo nascimento. Sem evangelismo não haverá pessoas para realizar as outras dimensões da missão. Não evangelismo é desobediência e pecado. “Proclamar o Evangelho do Reino de Deus”;

 

2.       A segunda avenida – decorrência, desdobramento natural, da primeira – é a Koinonia, a formação de uma comunidade permanente de adoradores, ou seja: “batizar e integrar os novos convertidos a uma comunidade de fé”. A experiência cristã não pode e nem deve ser vivida fora do Corpo, no isolamento individualista, mas no meio do povo de Deus. É parte da missão, a base dos convertidos, implantar novas comunidades permanentes da Palavra e dos Sacramentos;

 

3.      A terceira avenida – para consolidar a segunda – é a docência, a Didática, a transmissão da verdade revelada, contida nas Sagradas Escrituras, sistematizadas nos Credos e Confissões de Fé, nas decisões dos Concílios da Igreja Indivisa, vivenciada historicamente pelo consenso dos fiéis. Suprir a ignorância pelo conhecimento e combater o erro e firmar a verdade. “Ensinar todo o conselho de Deus”;

 

4.      A quarta avenida – como evidência da fé nas vidas – é o Serviço. Não somos salvos pelas obras, mas somos salvos para elas, que Deus preparou de antemão para que nelas andássemos. A fé sem obras é morta, adverte o apóstolo Tiago, são elas sinais concretos da nossa conversão e santificação, do exercício do amor. É missão da Igreja: “despertar no coração dos fiéis respostas de misericórdia às necessidades humanas”. Quantas igrejas não possuem qualquer obra social? Quantas as possuem, mas apenas uma minoria com elas se envolve? Diz, com razão, o lema de um clube de serviço: “quem não vive para servir, não serve para viver”. Em fazendo o bem a igreja é presença de Cristo;

 

5.      A quinta avenida – que vai além de procurar responder às consequências dos pecados sociais/institucionais – que mais do que dar o peixe, ensina a pescar e garante o acesso ao açude, é o Profetismo, quando deixamos o Espírito Santo suscitar em nós a “ira santa”, a indignação contra o mal, quando confrontamos os poderes desse mundo em seus erros que desumanizam, quando temos a coragem de chamar os governantes de “raça de víboras” e de “raposas”: “denunciar as estruturas iníquas da sociedade e defender a vida e a integridade da criação”. Aqui a maior debilidade, por não-ensino, acomodação, medo ou cooptação. Propostas oriundas de outros países (por razões culturais/ideológicas locais) a omitem. Dom Helder Câmara dizia: “Quando procuro ajudar os pobres (serviço) sou chamado de santo; quando denuncio as causas da pobreza (profetismo) sou chamado de comunista”. Esse seria, também, o caso de Jesus e de seus discípulos comprometidos de todos os tempos. O profetismo não é movido por ideologias, mas pelos valores do Reino de Deus a serem promovidos, em contraste com os antivalores do principado das trevas.

 

Nesse Tempo de Quaresma há sobejas razões para a Igreja se arrepender por parcializar ou unilateralizar o conteúdo integral da Missão, e não afirmar, por palavras e atos, o seu todo.

 

Sejamos bíblicos!

Paripueira (AL), 04 de março de 2010,

Anno Domini.

+Dom Robinson Cavalcanti, ose

Bispo Diocesano

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Última atualização (Seg, 22 de Março de 2010 18:29)

 


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