Afirmando a Santidade
Reflexão Quaresmal

Afirmando a Santidade
Nesse Tempo de Quaresma, os Convertidos, discípulos de Jesus Cristo, procuram aprofundar, vivenciar e afirmar a Santidade. Santidade não é esquisitice, algo exótico, ou uma marca de alguns superhomens ou supermulheres em “estado de Graça”, que, à semelhança dos heróis da mitologia grega, são menores que os deuses e maiores que os mortais comuns. Deus é santo e fonte de toda santidade, em sua perfeição e separação do pecado. Nosso modelo de santidade é Jesus Cristo-Homem, embora que, ao longo dos séculos, a vida e a obra de heróis e heroínas da fé nos sirvam de motivação. Nas palavras de Kempis, santificação é “imitação de Cristo”.
Salvos pela Graça mediante a fé em nossos delitos e pecados, somos chamados a uma abertura, para que sejamos conduzidos da “obra da carne” para o fruto do Espírito, pela ação e poder do próprio Espírito: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.
Muitos vivem sob um conceito de “santidade passiva”, apenas deixar de fazer o mal; quando advogamos um conceito de “santidade ativa”: aprender a fazer o bem, em uma vivência de valores éticos, inclusive em nossos papéis sociais.
Santidade, erroneamente, tem sido confundida com legalismo: a observância de algumas regras (não fumar, não beber, não jogar, não vestir certas roupas, etc.), em um tipo reducionista de ascetismo. Outros reduzem a santidade ao moralismo, centrada, apenas, em questões de moral sexual (bíblicas ou culturais/subculturais).
Santidade é libertação do domínio do pecado e aproximação do ser de Cristo, em três áreas básicas e fundamentais:
a) aproximação do caráter de Cristo;
b) aproximação dos sentimentos de Cristo;
c) aproximação do temperamento de Cristo.
Vamos sendo transformados de glória em glória à imagem do varão perfeito, para andarmos em novidade de vida.
Ninguém pode dizer “nasci assim e morro assim” ou que “para mim não tem jeito”, ou, ainda, não querer largar os “pecados de estimação”.
O Senhor nos ama como nós somos, mas quer que sejamos algo diferente, muito melhor, mais abençoado e feliz, em harmonia com Ele.
A santidade é um chamado para fora da natureza e da ordem caída, que nos torna embaixadores do Reino de Deus nos reinos desse mundo.
Sejamos santos, como Ele é santo!
Nesse Tempo de Quaresma, oramos:
“Concede, nós te pedimos, ó Deus de misericórdia, o perdão a teus fiéis e dá-lhes a paz, livrando-os de todos os seus pecados, para que te sirvam com uma mente tranquila e um coração santificado. Por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém” (Livro de Oração Comum Brasileiro – LOCb).
Recife (PE), 25 de fevereiro de 2010,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
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Última atualização (Seg, 22 de Março de 2010 18:28)
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