Direitos (e Deveres) Humanos
Reflexão Cidadã
Direitos (e Deveres) Humanos
A vida humana, a vida em sociedade, é sempre marcada pela contrapartida entre direitos e deveres. A Palavra nos ensina que devemos amar a Deus sobre todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos. Amar a Deus é amar a sua vontade perfeita revelada na Lei, os estatutos, nos valores do Reino. O amor ao próximo inclui toda a criação, da qual fazemos parte e somos responsáveis.
O ser humano vive uma natureza caída, que o torna egocêntrico e pretende uma absoluta autonomia em relação ao Criador, tornando-se autoreferido e o seu próprio “deus”. O Iluminismo inaugura uma era antropocêntrica e racionalista, hoje acrescida de um materialismo prático e um hedonismo, sem consciência das limitações e distorções do seu pensar e agir.
Saímos da opressão da monarquia absoluta e da ditadura para o antropocentrismo secularista que vai distorcendo a Democracia e o Estado de Direito. Eliminam-se os Direitos de Deus e os Deveres Humanos, fica a afirmação do ego. Entre os Direitos Humanos básico está o direito à vida, ameaçado pelo aborto, pela mortalidade infantil, pela miséria, pela fome, pela tortura, pela eutanásia. Mais do que sobreviver, o ser humano necessita viver, ter uma qualidade de vida: alimentação, habitação, higiene, educação, saúde, trabalho, segurança, lazer, aposentadoria digna. Esses direitos são deveres do Estado, que, mesmo prescritos pela Constituição, não são cumpridos.
A situação real de milhões de cidadãos brasileiros é exatamente o oposto de tudo isso, entra governo e sai governo, de qualquer partido. Ou seja, a vida, a qualidade de vida, e os direitos individuais constitucionais deveriam ser a agenda prioritária dos Direitos Humanos do governo. Sabemos que não o são, apesar da propaganda, da orquestração da mídia, da demagogia. Enquanto os verdadeiros direitos humanos são esquecidos, ou não-priorizados, entra a arrogância das elites iluministas e iluminadas, tentando corrigir (inclusive criminalizar) as expressões da cultura tradicional e popular, empurrando de goela abaixo o infanticídio do aborto, a agenda homossexual ou a supressão dos símbolos religiosos.
Nenhum cristão é contra os verdadeiros direitos que herdamos em nossa dignidade que traz a imagem de Deus, mas afirmamos os Direitos de Deus e os Deveres Humanos, denunciando as distorções da mente pecadora (assessorada pelos demônios) e a tirania das minorias organizadas, encasteladas no aparelho do Estado, que violentam a nossa identidade, a nossa história, a nossa cultura, e os nossos direitos.
Conferências de minorias organizadas autolegitimadas pretendem falar pela Nação, cuja maioria ou não foi ouvida ou não é respeitada.
Há cristãos corrompidos pelo espírito do século, cooptados. Outros, intimidados, silenciam e se omitem. Cabe-nos, com humildade e determinação, ouvir antes a voz de Deus do que a voz dos homens, como profetas, mesmo com o risco do martírio.
Nesse ano eleitoral, levantemos nossas vozes em denúncia e em propostas... senão as pedras clamarão ou ferirão as nossas cabeças
Paripueira (AL), 09 de fevereiro de 2010,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
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Última atualização (Seg, 15 de Fevereiro de 2010 08:16)
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