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| O Aborto |
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| Dom, 10 de Janeiro de 2010 23:22 | |||||
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Série: Textos do Bispo (II)
O Aborto Segundo John Powell, SJ, em seu trabalho Aborto: o Holocausto Silencioso, 25 a 30 milhões de abortos foram provocados em todo o mundo ao ano de 1968. Não há guerra que mate tanto. E isso em uma época com tantos, e acessíveis, meios de controle da natalidade. Madre Tereza de Calcutá comenta: “Eles desejam tomar o poder de Deus em suas mãos. Eles desejam dizer: ‘Eu posso fazer sem Deus. Eu posso decidir’. Isso é a coisa mais diabólica que as mãos humanas podem fazer...”.
O extremo feminismo liberacionista tem lutado pela discriminalização do aborto em todo o mundo, alegando o direito da mulher em dispor livremente do seu corpo, e que a garantia legal para o ser humano somente deveria ocorrer depois do seu nascimento. Para a Primeira Conferência Internacional sobre o Aborto, realizada em Washington, em 1967, “Não encontramos nenhum ponto entre o tempo da união do esperma com o óvulo e o nascimento da criança na qual possamos dizer que ainda não é uma vida humana”. Para Paul Ramsey o feto está em “Processo de tomar-se o que já é”. Para o Papa Pio XII “O bebê ainda não nascido, é um ser humano no mesmo grau e pelas mesmas razões que a mãe”. Para conhecido teólogo “O feto não é apenas parte do corpo da mãe, é parte da vida e da criação, começa com o ‘sopro da vida”’. Em todos os países em que o aborto não é livre, há concessões legais. No caso da Inglaterra, pela Lei do Aborto, de 1967, as exceções são: 1. o risco à vida da mulher; 2. riscos de lesão para a mãe ou o filho, maior do que a gravidez interrompida; 3. riscos de nascimento com grave deficiência física ou mental. A Constituição Federal do Brasil, de 1988 representou uma solução de compromisso, pela ausência de maioria de garantia desde a concepção, nem expressamente permitido. A teologia evangélica tem unanimemente reafirmado a santidade da vida e do corpo e condenado o aborto, enquanto apóia o planejamento familiar por meio de métodos não-abortivos de controle de natalidade. É bem verdade, contudo, que, a nível pastoral, temos que levar em conta fatores como a pobreza, a ignorância, as enfermidades mentais e físicas, a adolescência, o incesto, o alcoolismo, a gravidez não desejada (fruto da violência sexual, p.ex.) e a ilegitimidade cultural com suas pressões e discriminações. Não levando a uma auto-indulgência, mas ao arrependimento, ao perdão e um novo começo. Devemos exercitar compreensão, o amor e a capacidade de apoiar. Lembremo-nos do grande compositor clássico Beethoven: o seu pai era sifilítico e sua mãe tuberculosa. Seu primeiro irmão era cego, o segundo irmão morreu pequeno, o terceiro era surdo-mudo e o quarto era tuberculoso. Ele foi o quinto irmão. Tecnicamente era um forte candidato a aborto. Quanto o mundo não teria perdido com isso?”. (Libertação e Sexualidade – Instinto, Cultura e Revelação, Temática Publicações, São Paulo, 1992, 2ª. Edição, pp.30-31).
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| Última atualização em Qui, 14 de Janeiro de 2010 12:29 |
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