O Único Salvador Para Todos os Povos
Reflexão Episcopal
Dia da Epifania
25 Anos de Ordenação Presbiteral

O Único Salvador Para Todos os Povos
A Igreja comemora hoje o Dia da Epifania (popularmente, a “Festa dos Reis Magos”), como manifestação da Graça de Deus não somente aos judeus, mas também aos gentios, a todas as nações. É a festa da universalidade do Evangelho, como anúncio do caminho de salvação para todos os povos. O Cristianismo é uma mensagem de destinação universal, e não uma seita para um gueto religioso. E, em sendo universal, ela se apresenta como única e exclusiva: não há outro Salvador, não há outra Verdade, não há outro Caminho, senão Jesus Cristo, Messias e Senhor. A unicidade, a singularidade de Cristo, e a sua ordem de que a sua Igreja fosse com essa mensagem “até os confins da terra”, a tem movido, desde então, e até o Dia Final.
Essa singularidade causa arrepios nos seguidores do pluralismo e do multiculturalismo do Ocidente pós-Cristão, e, obviamente, protestos dos seguidores das religiões ou de nenhuma religião. A liberal Primaz da Igreja Episcopal (TEC) dos EUA afirmou: “Jesus é um caminho, e o meu caminho, mas não o caminho”. Mas Ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, e ninguém vem ao Pai senão por mim”. Essa mensagem moveu os mártires e os missionários de todos os séculos, e a nós, cristãos fiéis de hoje, não importando a impopularidade ou a rejeição, mas a obediência e a coerência.
Não há igreja “de manutenção”, ou estagnada: ou ela está avançando ou está declinando.
Nesses tempos do “politicamente correto” e da “agenda GLSTB”, nos governos, na academia e na mídia, celebremos a Festa da Epifania reafirmando a singularidade de Jesus Cristo e o mandato missionário.
A nível pessoal, comemoro hoje 25 anos de Ordenação Presbiteral (fui Ordenado ao Diaconato na Festa de São João Batista do ano a anterior), pelo Bispo Dom Edmund Knox Sherrill, que, então, afirmou estar reconhecendo uma vocação já evidenciada, e que essa vocação deveria priorizar uma presença missionária no mundo, particularmente na Universidade, onde já lecionava e onde já vinha servindo como obreiro da Aliança Bíblica Universitária do Brasil (ABUB). Missionário no mundo foi o meu carisma por décadas, tendo a Igreja como minha família da fé, oásis e refrigério. E foi assim, até que me elegeram Bispo e me sobreveio a presente “dispensação dos conflitos”. Mas, isso já é outra (e sofrida) etapa!
Dou graças a Deus pelo quarto de século como clérigo, anunciando o Salvador (e não um salvador), procurando não me envergonhar da Cruz de Cristo, nem me esconder confortavelmente no anonimato pelo não uso do símbolo de testemunho e veículo de evangelização: o colarinho eclesiástico.
“E agora te damos graças porque vindo habitar entre nós, como o Verbo que se encarnou, Ele manifestou a tua glória e trouxe-nos das trevas para a tua maravilhosa luz” (Livro de Oração Comum Brasileiro – LOCb).
Paripueira (AL), 05 de janeiro de 2010,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
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Última atualização (Sex, 08 de Janeiro de 2010 06:28)
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