Eleições: Os Debates Estaduais Foram Melhores
Reflexão Cidadã
Eleições: Os Debates Estaduais Foram Melhores
Assisti o primeiro debate entre os candidatos a Governador do meu Estado de Pernambuco (e procurei saber o que aconteceu em outros), e confesso que foi muito mais motivador do que o aguado debate presidencial. Em primeiro lugar, porque todos os candidatos participaram, e os chamados “pequenos” tiveram um importante papel crítico, provocador e com algumas propostas alternativas válidas, que poderão ser incorporadas pelos chamados “grandes” candidatos. É interessante que nas eleições para Prefeito e para Governador chamam todo o mundo, mas quando se trata de eleições presidenciais o sistema se fecha, alijando os incômodos menores para que não perturbem a “paz” e se tornem, um dia, maiores.
Em segundo lugar, porque nos Estados temos candidatos realmente de oposição, havendo um confronto de propostas e um lugar para a retórica e para as emoções, enquanto na atual eleição presidencial, além da falta de carismas e de estilos mais aguerridos, ninguém é contra, ninguém denuncia o que há de trágico na sociedade brasileira, mas todos elogiam os “avanços” de FHC e Lula, e divergem quanto a ênfases ou aspectos secundários.
Com “todo mundo a favor” a eleição fica chata e desmotivante. Mas, como vêm aí os programas eleitorais gratuitos e novos debates, vozes – inclusive protestantes - continuarão a clamar, e a denunciar, mesmo com o silêncio cúmplice dos afavorantes.
Belo Horizonte (MG), 15 de agosto de 2010,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
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Última atualização (Dom, 15 de Agosto de 2010 08:23)
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