ACNA – Uma Província Anglicana em Formação
Análise Episcopal

ACNA – Uma Província Anglicana em Formação
Ainda não completou um ano desde o Culto de Instalação da Igreja Anglicana na América do Norte (ACNA) como uma nova Província Anglicana em Formação. As vinte Províncias que estiveram representadas no último Encontro Sul-Sul, em Cingapura, a reconheceram como “uma expressão autêntica do Anglicanismo”, e as Províncias representadas no Gafcon/FCA a reconhecem como a única expressão do Anglicanismo na América do Norte. Em todo o mundo, províncias internas (como Sydney), Dioceses e Paróquias expressam o seu reconhecimento. Esse processo não tem precedentes!
No lugar da via clássica burocrática de um processo passando pelo Arcebispo de Cantuária e pelo Conselho Consultivo Anglicano (AAC), que hoje, com o peso do liberalismo, impediria qualquer reconhecimento, a ACNA vai “estabelecendo relações diplomáticas” com um número crescente de entes Anglicanos, realisticamente não aspirando a totalidade, porque ela é, de certa forma, uma “cobaia” de um realinhamento em construção.
Cada vez que a Igreja Anglicana do Canadá e a Igreja Episcopal (TEC) dos Estados Unidos dão um passo a mais de radicalismo em direção ao abismo, mais a ACNA se legitima. Um Escritório Provincial “enxuto” foi criado em Ambridge, Pensilvânia. O Fundo para a Ajuda e o Desenvolvimento e outros organismo criados pela antiga Rede e pela antiga Causa Comum estão sendo incorporadas ao novo organograma. O orçamento, ainda que modesto, vem correspondendo às necessidades. A liderança do Arcebispo Primaz Robert Duncan é um exemplo de governo por consenso, e pelo exercício da colegialidade e da sinodalidade. As entidades componentes, que se vinculavam a Províncias estrangeiras, vão se integrando em vinte Dioceses. A opção da Amia (ligada a Ruanda) de se manter apenas como uma Parceira Missionária é lamentável, e se espera que, no futuro, ela opte por uma integração.
Pedidos de vinculação têm chegado do mundo inteiro, mas, em sendo um ente novo e em formação, dependendo da cobertura dos Primazes do Gafcon, e com um diálogo informal com o Arcebispo de Cantuária, conduziram a decisão sensata de aprofundar os relacionamentos, mas não os vínculos formais nesse momento, mas, não, obviamente, em um futuro que pode ser breve, dada a velocidade dos acontecimentos que cercam a Comunhão Anglicana no presente.
A Diocese do Recife deu um importante passo nessa parceria, com a assinatura do Memorando de Entendimento e Cooperação. Estamos, ainda, no fogo cruzado entre a velha e a nova ordem, entre os paradigmas que desaparecem e os paradigmas que se gestam.
Não se faz História sem riscos e sem preços. E queremos (e necessitamos) fazer História.
Miami (Fla), 15 de junho de 2010,
Anno Domini.
+Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
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Última atualização (Ter, 15 de Junho de 2010 21:08)
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