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Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS,

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA COM

O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

 

 

REVMO. EVILÁSIO TENÓRIO JR.

BISPO-ELEITO / 2ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

 

REVMO. FLÁVIO ADAIR TORRES

BISPO-ELEITO / 1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

SOMOS PARTE DA COMUNHÃO ANGLICANA

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON

 

 

SOMOS FILIADOS À FCA

 

 

SOMOS CONVENIADOS À IGREJA ANGLICANA DA AMÉRICA DO NORTE (ACNA)

 

SOMOS MEMBROS-FUNDADORES DA ALIANÇA EVANGÉLICA

 

 

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Doutrina Anglicana VII - O Anglicanismo e sua Organização

Doutrina Anglicana VII

O Anglicanismo e sua Organização


Somos uma família mundial da fé. A Comunhão Anglicana está presente em 164 países, sob a liderança espiritual de Sua Graça o Arcebispo de Cantuária (cargo atualmente exercido pelo Revmo. Rowan Williams , natural do País de Gales). Ele é símbolo de unidade, com sua autoridade espiritual e moral (não jurisdicional) como um “primus inter pares” (primeiro entre iguais), como Pastor maior e presidente de nossos organismos mundiais. Sua residência é o Palácio de Lambeth, em Londres, cidade onde também se situa o nosso Escritório Central, St. Andrews House , chefiado pelo Secretário-Geral, Rev. Keneth Kearon , da Irlanda. A Sé mundial é a Catedral de Cantuária, a mais antiga das nossas Dioceses, com mais de 1.300 anos. O Arcebispo de Cantuária é o primeiro dos Instrumentos de Unidade da Comunhão Anglicana.

O segundo Instrumento de Unidade é a Conferência de Lambeth , desde 1867, convocada a cada dez anos pelo Arcebispo de Cantuária, formada pelos bispos de todo o mundo (inicialmente apenas os Diocesanos, mas agora, também, os Coadjutores e Sufragâneos), para oração, reflexão, estudo e deliberações, por três semanas. É o fórum principal e mais importante do Anglicanismo, e suas deliberações e recomendações possuem o status de posição oficial com uma grande força moral.

O terceiro Instrumento de Unidade é o Encontro dos Primazes , que reúne, a cada ano ou a cada dois anos, os Primazes de todas as nossas Províncias, para implementar as resoluções da Conferência de Lambeth, e para fazer recomendações sobre temas atuais, assessorando o Arcebispo de Cantuária.

O quarto Instrumento de Unidade é o Conselho Consultivo Anglicano (ACC) formado por Bispos, Presbíteros, Diáconos e Leigos – homens, mulheres e representantes da juventude – para promover estudos sobre os mais diversos temas. São suas tarefas elaborar subsídios sobre: missão, comunicação, liturgia, questões sociais e unidade da Igreja.

Não existe uma “Constituição” ou um “Código” que normatize o funcionamento desses órgãos internacionais, mas eles funcionam baseados na tradição ou Direito Costumeiro.

A Comunhão Anglicana é dividida em 38 regiões denominadas de Província. É necessário um mínimo de 03 (três) Dioceses, e autorização do Conselho Consultivo Anglicano (ACC) para se constituir uma Província. Algumas são formadas apenas por um país (Canadá, Estados Unidos, México, p.ex), outras por vários países (Cone Sul: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Peru e Bolívia), outras uma parcela de um país (Província de Hong Kong (Hong Kong e Macau, na China), a Índia é formada por duas Províncias (Norte da Índia e Sul da Índia). As Províncias são dirigidas por uma assembléia denominada de Sínodo Geral, que se reúne periodicamente, e integrada pela Câmara dos Bispos (inclusive os aposentados, com assento e voz) e a Câmara dos Clérigos e Leigos (formada por delegados eleitos pelos Concílios Diocesanos). O Sínodo Geral elege o Arcebispo ou Primaz, que a preside, e o Conselho Executivo, que a dirige no interregno das reuniões do Sínodo Geral. Cada Província tem uma Constituição, para fins legais junto ao Estado, e os Cânones Gerais, que são as suas normas internas. As Províncias maiores (Canadá, Austrália, Estados Unidos, Nigéria e Inglaterra) são subdivididas em “províncias” (com “p” minúsculo), como entes sub-regionais, aglutinando o certo número de Dioceses.

As Províncias são autônomas, porém interdependentes, dentro do espaço da Comunhão Anglicana, cuja unidade é mantida pela história, pela doutrina, pela organização, e pelos laços de afeição.

A unidade eclesiástica básica na Comunhão Anglicana é a Diocese, também denominada de “igreja local” . A Diocese é uma região eclesiástica autônoma chefiada por um Bispo. A norma é que todas as Dioceses integrem uma Província, mas há as exceções denominadas de Dioceses Extra-Provincial (ligadas diretamente a um Primaz, como Portugal, Espanha e Bermudas, em relação ao Primaz de Cantuária, ou a Diocese do Recife, na atual conjuntura, ligada ao Primaz do Cone Sul). As Dioceses possuem os seus Estatutos, perante o Estado, e os seus Cânones Diocesanos como normas internas. As Dioceses se reúnem em Concílios, presididos pelo Bispo, tendo assento, voz e voto todos os clérigos (Presbíteros e Diáconos) ativos (os aposentados têm assento e voz), e os delegados leigos, eleitos pelas Juntas Paroquiais ou Conselhos de Missão. Os Pontos Missionários podem ter apenas observadores. Os Concílios Diocesanos – Ordinários ou Extraordinários – homologam relatórios e designações (como p.ex. Arcediagos e Secretários), elegem ocupantes de Juntas e Comissões, e o Conselho Diocesano, que assessora o Bispo no interregno de suas reuniões, e seus delegados para os Sínodos Gerais das Províncias. As Dioceses Autônomas elegem os seus bispos, mas as Dioceses Missionárias (com menor número de clérigos e Paróquias) têm os seus bispos eleitos pelo Sínodo Geral das Províncias. O Primaz das Províncias também dirigem, por meio de seus delegados, as unidades novas e menores, denominadas de Distritos Missionários. Os Cânones Gerais de cada Província estabelecem o número mínimo de clérigos e Paróquias para constituir uma Diocese Autônoma ou Diocese Missionária.

As Dioceses são formadas por Paróquias Autônomas (com propriedade e um número maior de membros arrolados), Paróquias Subvencionadas (sem, necessariamente, a propriedade, e um número menor de membros arrolados) e as Missões (com um número de membros ainda menor). Em nosso caso 60, 40 e 20 membros, respectivamente. As Paróquias Autônomas, por suas Juntas Paroquiais, elegem os seus Reitores, com a devida autorização e homologação do Bispo Diocesano. Os Párocos, das Paróquias Subvencionadas e os Ministros Encarregados das Missões e Pontos Missionários, são designados pelo Bispo Diocesano. Os Reitores e Párocos – bem como os Deões das Catedrais – devem ser Presbíteros (ministros da Palavra e dos Sacramentos), mas os Diáconos (ministros do serviço) podem ser Coadjutores dessas comunidades, bem como Ministros Encarregados de Missões e Pontos Missionários.

Além dos Ministros Ordenados (Bispos, Presbíteros e Diáconos), as Dioceses podem, também ter Ministros Instituídos (Ministros Leigos, Evangelistas e Acólitos), temporários. Os Ministros Leigos podem ser Ministros Encarregados de Pontos Missionários, e, excepcionalmente, Ministros Encarregados de Missões.

As Dioceses podem ser subdivididas em regiões ou circunscrições menores, denominadas de Arcediagados, dirigidas por um Arcediago, designado pelo Bispo e homologado pelo Concílio Diocesano, como seu representante para aglutinar e coordenar a vida e a ação missionária daquela região.

Cada Diocese deve ter uma Igreja-Catedral (e, se necessário, Co(m)-Catedrais), como Sé ou Sede simbólica, assento do Bispo, e centro irradiador da vida diocesana, dirigida por um Deão e um colegiado, denominado de Cabido, onde podem ter assento os Cônegos Residentes e os Cônegos Honorários. O termo Arcipreste é designado para um Presbítero Emérito, aposentado, com reconhecidos serviços prestados à Diocese.

Cada Paróquia ou Missão possui seus próprios Estatutos, e se reúne em Assembléia, para aprovar as contas, avaliar, planejar e eleger os membros das respectivas Juntas ou Conselhos, com direito a assento, voz e voto a todos os membros em plena comunhão (Confirmado, maiores e contribuintes). Podem ter assento (e, ocasionalmente, voz), os membros-batizados, membros-confirmados e membros-em-comunhão.

É privativo da hierarquia, dos Ministros Ordenados, as questões de natureza sacramental, pastoral e disciplinar, e dos organismos leigos (Juntas e Conselhos) as questões de ordem temporal: administrativas, financeiras e patrimoniais. As Juntas ou Conselhos elegem, dentre os seus membros, os Guardiães, Secretários e Tesoureiros, podendo criar cargos e designar ocupantes de funções especiais de confiança.

Ao longo de sua História, e respeito às peculiaridades locais, o Anglicanismo tem procurado aperfeiçoar a sua organização, para, “com ordem e decência” , realizar a missão que lhe foi confiada pelo Senhor.

Registramos, por fim, quem em razão de discordâncias quanto a ordem (Ordenação feminina, p.ex), quanto a disciplina (licitude do homossexualismo, p.ex), ou por projetos pessoais, nas últimas décadas têm surgido jurisdições anglicanas independentes (denominadas de “igrejas continuantes” ) não em Comunhão com a Sé de Cantuária, e, por conseguinte, não integrando a Comunhão Anglicana, embora, na maioria dos casos, preservando a nossa doutrina, disciplina e culto, segundo estabelecidos no Livro de Oração Comum, mantendo maior ou menor aproximação ou inter-comuhão.

Cada Anglicano deve não somente conhecer, mas participar das esferas da nossa Organização.

 

(Compilação: Revmo. Dom Robinson Cavalcanti )

 

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