Joomla ThemesDeposit PokerNo Deposit Bonus
Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

"In Memoriam"

 

 

DOM EVILÁSIO TENÓRIO

BISPO SUFRAGÂNEO

2ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

 

DOM  FLÁVIO ADAIR

BISPO SUFRAGÂNEO

1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

SOMOS PARTE DA COMUNHÃO ANGLICANA

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON

 

 

SOMOS FILIADOS À FELLOWSHIP OF CONFESSING ANGLICANS (FCA)

 

 

SOMOS CONVENIADOS À IGREJA ANGLICANA DA AMÉRICA DO NORTE (ACNA)

 

SOMOS MEMBROS-FUNDADORES DA ALIANÇA EVANGÉLICA

 

 

SOMOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO PRÓ-CAPELANIA MILITAR EVANGÉLICA DO BRASIL (ACMEB)

 

Horário de Brasilia
Contador de Visitas
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje162
mod_vvisit_counterOntem1095
mod_vvisit_counterEssa Semana5615
mod_vvisit_counterÚltima Semana7145
mod_vvisit_counterEsse Mês18698
mod_vvisit_counterÚltimo mês37515
mod_vvisit_counterTodos1029854

Online (Logado a 20 min) 11
Seu IP: 38.107.179.231
,
Hoje é: 18-05-2012 03:17
Home Biblioteca Doutrina Anglicana Série: “Anglicanismo: Identidade, Relevância, Desafios” (XVI) - PARTE B

Série: “Anglicanismo: Identidade, Relevância, Desafios” (XVI) - PARTE B

Série: “Anglicanismo: Identidade, Relevância, Desafios” (XVI)

 

 

 

 

OITAVO CAPÍTULO: AS TENDÊNCIAS – PARTE B

 

1.4. CARISMATICOS

Embora que os episódios históricos que o precederam (Avivalismo, Movimento de Santidade, Pentecostalismo, Movimento de Renovação Espiritual) tenha se dado no espaço protestante, a partir dos anos 1970, o Movimento de Renovação Carismática surge na Igreja de Roma, no Luteranismo e no Anglicanismo. No caso dos Estados Unidos da América (onde as tradições da “Low Church” e do Evangelicalismo tinham quase que desaparecido), o Movimento Anglicano de Renovação Carismática teve um impacto significativo nas alas católicas: anglo-católicos, moderados, e, até liberais (que se converteram, no processo), conciliando a herança litúrgica e sacramental católica com uma pneumatologia de corte mais pentecostal, sem provocar rupturas institucionais, pregando a santificação, mas não o legalismo, adotando novos instrumentos e novos estilos musicais em um culto mais espontâneo, com uma revalorização da Bíblia junto com a experiência e uma volta à ênfase no evangelismo (quase desaparecida naquela Província).

 

O apogeu do movimento se deu entre meados dos anos 70 e meados dos anos 90. Deixou uma marca, tem alguma influência, mas declinou bastante, com a morte, enfermidade ou aposentadoria dos “super-pastores” personalistas e centralizadores, em suas grandes Paróquias. Os Carismáticos tanto “Católicos” quanto “Protestantes”, no Anglicanismo, tendem a um trabalho conjunto. O seu principal movimento aglutinador é o SOMA, com sede nos EUA.

 

2. PROTESTANTES

As correntes Protestantes do Anglicanismo, embora reconhecendo valores nos períodos antecedentes, tanto Celta quanto Católico Romano, e a rica herança que a Cristandade possui (malgrado seus erros e desvios) da Antiguidade até a Pré-Reforma, reputam de especial valor os episódios e as ênfases da Reforma Protestante, particularmente o lugar central das Sagradas Escrituras e da Salvação pela Graça mediante a Fé. Essas correntes têm mais afinidades com outros ramos do Protestantismo, do que com as Igrejas não-reformadas do Oriente e do Ocidente, com o princípio dinâmico que “A Igreja Reformada sempre está se Reformando” (Ecclesia Reformada Semper Reformanda), pelo sacerdócio universal de todos os crentes. Evangélicos, Carismáticos, Fundamentalistas e Liberais são expressões que têm estado nesse lado da Comunhão Anglicana. Se a Igreja Anglicana é uma “via média” entre Roma, Genebra e os Anabatistas, para as correntes protestantes, ela é uma “via média” Reformada, conforme atestam o Livro de Oração Comum (LOC), o pensamento de Cranmer e os XXXIX Artigos de Religião.

 

2.1.EVANGÉLICOS

O Evangelicalismo tem sido uma escola de pensamento na Igreja da Inglaterra, que traça suas origens à Pré-Reforma de Wycliffe, e às ênfases reformadas do século XVI, particularmente, a salvação pela fé na morte remidora de Jesus Cristo. Ele também enfatiza a inspiração e a autoridade das Sagradas Escrituras, a crença no retorno de Cristo para redimir os eleitos, a importância central da pregação (com uma liturgia mais simples), negando a regeneração batismal e a Eucaristia como sacrifício, afirmando a necessidade da experiência de conversão, ou “novo nascimento”, e da santificação, e a urgência missionária, em histórico conflito com os Tratarianos e as doutrinas da “Igreja Alta” (Anglo-Catolicismo). Até poucas décadas (e ainda hoje em muitas regiões) a veste padrão dos evangélicos era o cassoque preto, a sobrepeliz longa e o típete (em contraste com a batina romana, a sobrepeliz curta e a estola dos Anglo-Católicos).

 

No Evangelicalismo, tanto tem havido uma ala calvinista, de herança puritana, como uma arminiana, de herança metodista. O movimento teve uma forte expressão no século XVIII (“Evangelical Revival”) e primeira metade do século XIX, com nomes como Fletcher, Venn, Newton (“Maravilhosa Graça”), e, por sua influência sobre os estudantes universitários, Charles Simeon, Capelão de Cambridge. A piedade e a ortodoxia foram seguidas de um forte ardor missionário e de um engajamento social, com a fundação de sociedades missionárias, nacionais e estrangeiras (CMS, SAMS, SIM) e de inúmeros projetos entre os pobres, e mobilização por legislações sociais. O movimento de intelectuais e políticos ligados à Paróquia de Claphan, teve em Williams Wilberforce o denodado parlamentar contrário ao tráfico negreiro e à escravidão no Império Britânico, às condições desumanas de trabalho no início da Revolução Industrial (especialmente crianças e mulheres) e as condições prisionais.

 

Um problema recorrente no Evangelicalismo inglês tem sido a tensão entre aqueles que optaram conscientemente, e de forma comprometida, pelo Anglicanismo, e uma minoria periférica extremada, herdeira dos puritanos, que não saiu da Igreja da Inglaterra, mas que nela permaneceu apenas por conveniência, rejeitando o Episcopado e a Liturgia, desinteressada da vida institucional. Aproveitando-se da crise atual, eles retornam, tanto em sua expressão tradicional: com “cultos batistas” de paletó e gravata, como em sua expressão renovada, com “cultos pentecostais” de manga de camisa. Rebelados contra as normas e as autoridades constituídas, esses segmentos se constituem em um problema a mais a ser enfrentado pelos comprometidos com nossa herança, nosso ethos, e nossa identidade.

 

O principal movimento atual aglutinador dos Evangélicos é a EFAC – Evangelical Fellowship in the Anglican Communion, organizada pelo Rev. John Stott, com organizações regionais e locais espalhados por todo o mundo. Sem dúvida, o Evangelicalismo, com suas variações, é hoje a corrente majoritária, e mais articulada no conjunto do Anglicanismo, hegemônico nas Províncias maiores e mais dinâmicas.

 

2.2. FUNDAMENTALISTAS

Hans Kung afirmou que uma das marcas do Anglicanismo era a moderação, e Alistair McGrath diz que: “Os historiadores estão de acordo em que o Fundamentalismo nunca achou um lugar significante no Anglicanismo”. O Fundamentalismo foi um fenômeno inicialmente localizado nos Estados Unidos, de reação ao Liberalismo e de reafirmações de verdades consideradas “fundamentais” para o Cristianismo: nascimento virginal, milagres, expiação, ressurreição, segunda vinda, mas, que, posteriormente, se transformou em uma expressão extremada do Evangelicalismo, uma ideologia racista, sectária e anti-intelectual. Esse fenômeno não se reproduziu na Inglaterra, e teve escasso impacto sobre o Anglicanismo mundial. O que os liberais denominam hoje de “fundamentalistas” na Comunhão Anglicana são os contrários à Ordenação feminina, os defensores de uma liturgia mais “baixa”, de uma teologia mais calvinista, os conservadores políticos ou, até os que são contrários à Ordenação e bênçãos sobre uniões de homossexuais.

 

2.3. LIBERAIS

Por muito tempo temos tido em diversas Províncias e Dioceses Anglicanas os chamados “low church liberals” (liberais da Igreja Baixa), ou seja, integrantes das alas protestantes influenciados pelo pensamento liberal de outros ramos históricos reformados (onde esse pensamento surgiu). Na Inglaterra, de 1906 a 1967, existiu um movimento denominado de Grupo Anglicano Evangélico, ou Grupo da Irmandade (J. C. Wright, F. S. Guy Warman, J. E. Watts-Dithcfield e outros) que pretendia um “Liberalismo Evangélico”, preocupados com as implicações sociais do Evangelho e com uma abertura para com a ciência e a crítica da verdade. O movimento terminou por se dissolver, por não ser nem suficientemente evangélico, nem suficientemente liberal... Hoje, tanto os antigos liberais “modernos” quando os novos liberais “pós-modernos” (revisionistas) da ala protestante se alinham com os seus correspondentes da ala católica no conjunto do Liberalismo.

 

2.4. CARISMÁTICOS

É no Protestantismo contemporâneo que vamos encontrar os Avivamentos e o Movimento de Santidade (que sai do Metodismo na segunda metade do século XIX) como antecedentes dos acontecimentos da Rua Azuza, em Los Angeles, Califórnia, EUA, onde na Igreja pastoreada por W. J. Seymour (oriundo do Movimento de Santidade), se inicia, em 09 de abril de 1906, o Movimento Pentecostal, evidenciado pela glossolalia (falar em línguas estranhas) como sinal do “batismo com o Espírito Santo”. Nos anos 60 do século XX, em alguns países e denominações (batistas, presbiterianos, metodistas, congregacionais) veio a se dar o Movimento de Renovação Espiritual, que as divide institucionalmente entre “tradicionais” e “renovados” (os que aceitam os princípios pentecostais). Nos anos 70 ocorre o Movimento de Renovação Carismática, que, no caso do Anglicanismo inglês, se dá em sua ala Protestante, com figuras como os Reverendos Michael Harper (então Coadjutor do Rev. John Stott, na Paróquia de All Souls) e David Watson, um evangelista itinerante.

 

A permanência no interior da instituição, uma visão menos legalista e uma visão menos centrada na glossolalia, diferenciaram esse “carismatismo anglicano” dos seus congêneres pentecostais, embora se reconheça seu impacto na consagração de vidas, na flexibilização e inculturação litúrgicas e no fervor missionário. Com a questão da Ordenação feminina um grupo expressivo, liderado pelo Rev. Michael Harper deixou o Anglicanismo pela Igreja Ortodoxa Antioquina, e o Rev. David Watson morreu prematuramente (vale a pena ler o livro que escreveu durante a sua enfermidade: Fear no Evil). Os carismáticos protestantes anglicanos tanto têm trabalhado junto com os evangélicos não-carismáticos, quanto com os carismáticos das alas católicas, no interior do SOMA. Muitos anglicanos, católicos e protestantes, que não aderiram à Renovação Carismática, incorporaram algumas das suas influências, reconheceram a contemporaneidade dos dons espirituais, mas com reservas quanto ao lugar das experiências e revelações particulares em relação às Escrituras e o aparente débil compromisso sócio-político dessa corrente.

 

MUDANÇAS

O cenário anglicano atual evidencia que a era dos grandes conflitos entre as tendências católicas e protestantes é coisa do passado, embora essas tendências continuem, e mantenham suas peculiaridades. O conflito externo com o Secularismo, e interno com o Liberalismo sinalizou para a necessidade do estabelecimento de um clima mais fraterno e de cooperação, já que as tradições católicas, protestantes e carismáticas prezam a Palavra de Deus e a Tradição Apostólica. A constituição de movimentos e entidades “frente” com essas tendências tornou possível a vitória da ortodoxia na Conferência de Lambeth, de 1998. Essas tendências convergem para uma concepção de uma inclusividade limitada, o que não inclui o nihilismo, a ausência de verdade e o relativismo absoluto do Liberalismo Pós-Moderno Revisionista (e a sua defesa de uma inclusividade ilimitada).

 

Essa convivência tem sido fecunda, em termos de intercâmbio e de aprendizagem mútua. Muitas Paróquias norte-americanas são hoje uma combinação de liturgia católica, soteriologia evangélica e pneumatologia carismática. As Redes Anglicanas e os Movimentos Parceiros Por Uma Causa Comum, nos Estados Unidos e no Canadá, ou o Anglican-Mainstream, na Inglaterra são alguns desses foros aglutinadores, bem como o próprio movimento internacional do Sul-Global, de cuja ação, em muito, dependerá o futuro do realinhamento da Comunhão Anglicana.

 

CONCLUSÕES

O Anglicanismo, por cinco séculos, foi um admirável exemplo de coexistência de diversidades acidentais e convergências essenciais: direita e esquerda política, calvinistas e arminianos, sacramentalistas e conversionistas, aspersionistas e imersionistas, tradicionais e inovadores, formalistas e informais. A História, a maneira de fazer teologia e pastoral, o Livro de Oração Comum, as Escrituras Sagradas, os Credos, os Sacramentos, o Episcopado Histórico, a legislação Canônica diocesana e provincial, e os Instrumentos de Unidade/Instrumentos de Comunhão (Arcebispo de Cantuária, Conferência de Lambeth, Encontro dos Primazes, Conselho Consultivo Anglicano) tinham sido suficientes para manter não um Papado, um Patriarcado, uma Federação ou uma Aliança, mas uma Comunhão, marcada pelos laços de afeição.

 

A realidade da presença do Liberalismo Pós-Moderno (com seu ideário completamente destoante) nos diversos níveis das instâncias decisórias se constitui uma ameaça, demonstrando que o atual modelo não está mais respondendo aos novos desafios. É papel prioritário das diversas correntes históricas ortodoxas o repensar e o redesenhar o Anglicanismo. O nosso futuro vai depender da contribuição e da cooperação de todas elas.

 

Fixação de aprendizagem:

 

1.     Por que se diz que a Igreja Anglicana é inclusiva? Qual a diferença entre Inclusividade Limitada e Inclusividade Ilimitada?

2.     Por que se pode dizer que um Anglo-Católico é um protestante e um Anglo-Evangélico é um católico?

3.     Em que o conjunto histórico das tendências ou correntes anglicanas se diferencia do Liberalismo Pós-Moderno?

4.     Por que se diz que a Diocese do Recife é de hegemonia evangélica? Diferencie Hegemonia de Exclusividade.

 

 

 

Comentários
Busca
Somente usuários registrados podem comentar!

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

Última atualização (Sáb, 12 de Fevereiro de 2011 16:05)

 


Artigos Relacionados:

Powered By relatedArticle

Tradutor 53 Idiomas
Lecionário Maio 2012
Logar
canakkale canakkale canakkale truva search