O “doce” veneno do pecado
| M.L. Jeane Coelho |
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Numa sociedade pós-moderna falar de pecado pode ser motivo de desdém e de ironias por parte da mesma. Ao absolutizar o individualismo e, com isso, seus desdobramentos, esta sociedade respalda que todos podem fazer o que querem, desde que não toque em sua pretensa “liberdade” de costumes e de idéias. Pecado é uma palavra e um conceito ultrapassados e que pode gerar constrangimentos e mal-estar. Enfim, foi deletado do seu vocabulário. A Igreja de Cristo nestes últimos séculos tem-se deparado com uma crescente oposição à Palavra de Deus, a si confiada, por considerá-la autoritativa e normativa. E é justamente neste ponto que se opõe ao “espírito do século” e continua a proclamar as Boas Novas de salvação que incluem a convicção do que é o pecado, o arrependimento do mesmo e a conversão para uma vida diferente, agora, aos pés do Senhor e submisso à Sua vontade revelada em sua Palavra. Para o cristão pecado é coisa séria, pois, o encobre e o separa do Deus vivo (Is.59:2 ) e o seu salário é a morte (Rm.6:23). Como “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência” (Pv.9:10), o cristão escolhe obedecer a Deus por compreender que a Sua vontade é boa, agradável e perfeita para ele. E, também, acolhe a Palavra de Deus como iluminadora dos seus caminhos (Sl.119:105). É assim que na Confissão de Westminster (1.5) a Escritura Sagrada é apontada pela excelência de seu conteúdo e eficácia de sua doutrina, e, que pela operação interna do Espírito Santo nos revela a redenção de Deus através de Jesus Cristo, sendo, a mesma, revestida de infalível verdade e divina autoridade. É a testificação interior do Espírito Santo em nossos corações que nos leva a dizer como Jesus: “a tua palavra é a verdade” (Jo.17:17). Para a tristeza e o espanto de muitos, nestes últimos tempos, a Igreja tem sido invadida pelo secularismo e pelos modismos, e, muitas vezes, pela submissão e adoção de práticas e doutrinas heréticas. Agora, o pecado e suas conseqüências podem ser relativizados, adocicados, encobertos, e, por fim, negados. Um abismo chama outro abismo! Dizer que o que a Bíblia chama de pecado e abominação só se aplica ao contexto da época é a mesma coisa de duvidar de sua validade para o Cristão contemporâneo. A sagração de Gene Robinson é uma afronta não apenas à Igreja, mas, a Palavra do Senhor. O homossexualismo é pecado. Tem-se na Antiga Aliança, no livro de Levítico “com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação” (Lv.18:22). E o apóstolo Paulo, na Nova Aliança, também revela que esta prática é um erro e “que são passíveis de morte os que tais coisas praticam” (Rm.1:26-32). No livro de Apocalipse, o apóstolo João adverte que aos abomináveis “a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte “ (Ap.21:8). Bem, a questão mais séria atualmente não é dizer que o homossexualismo é pecado, até porque se tem muitos outros tipos de pecados que igualmente condenam o homem à morte espiritual, e porque a Bíblia é muito clara a este respeito. O maior problema é que a autoridade da Palavra de Deus tem sido questionada, negada em muitas ocasiões e adulterada em outras. E isto é inadmissível! O pecado é muito mais perigoso quando encoberto com glacê, pois, o recheio é veneno puro e letal, e quem o vê não se apercebe do risco que corre. É assim com aqueles que amaciam e relativizam as conseqüências do mesmo, aceitando uma convivência pacífica, brincando com Deus e seus mandamentos, e pensando que pastorais amaciadas podem transformar vidas. Isto é mentira! Quem transforma é o Espírito Santo quando convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo.16:8). A pastoral só pode ser feita quando sustentada e confrontada com a Palavra de Deus! Então, a Igreja de Cristo como baluarte e coluna da Verdade, tem que acordar e se posicionar quanto ao zelo com a sua Palavra. Em todas as religiões há um livro de referência; e não existe cristão sem a Bíblia. E, esta entendida e crida como “inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Tm.3:16,17). Deus é Amor. E por Ele nos amar tanto providenciou uma Palavra para nos reorientar quando D’Ele nos distanciarmos. E, por isso, que amar a Deus é também guardar seus mandamentos (1 Jo.5:3) e zelar por sua Palavra. Que Deus possa levantar nesta geração, homens e mulheres, comprometidos com o Seu Evangelho e humildes para reconhecerem que Sua Palavra é a verdade que nos libertará de todo pecado (Jo.8:32). E que Ele possa dar força e coragem para todos, que, a despeito do espírito do século, não pregam, a si mesmos, “mas a Cristo Jesus o Senhor“ (2 Co.4:5) e declaram que o pecado é amargo e mata. No Amor de Cristo,
ML. Jeane Coelho Olinda, 17 de julho de 2004. |
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