Cruz e Liberdade
| Pensamento dos Leigos |
| José Júnior ( ¬) Nossa vocação cristã só poderá realizar-se plenamente na hora em que formos capazes de entregar, por amor, nossa existência aos nossos semelhantes. E nesse doar-se pela causa dos outros sem esperar nada em troca é que poderemos vislumbrar o que significa carregar a cruz de Cristo... Não: carregar a cruz não significa agüentar ou aceitar as descrenças da caminhada dos liberais com sua imoralidade e sua tendência viciosa ao pecado. Não significa tolerar as injustiças humanas, conformar-se em silêncio com a miséria humana. Nem é acidente de percurso a ser assumido com paciência e fatalidade. Trata-se antes, de projeto, de escolha estratégica, feita livremente e por amor. Contudo, escolha que deverá estar de acordo com a Palavra de Deus. Escolha que se identifique com nossa missão de cristãos. A fim de que isso aconteça, será preciso assumir o projeto de Jesus Cristo em sua totalidade. Faz-se então necessário sermos santos (separados), não aceitando dos poderosos, favores, pois assim ficaríamos vivendo em plataforma de privilégios, e não estaríamos em condição de enfrentá-los e de denunciar toda forma de injustiça e abuso. Se não estivermos livres dos 'favores' do mundo, não seremos dignos de nos considerarmos discípulos de Cristo. Como se vê, cruz e liberdade andam sempre de mãos dadas. De fato, foi assumindo livremente uma cruz que Cristo nos libertou. Também hoje, será assumindo a cruz de nossa missão que teremos a alegria de saborear a verdadeira liberdade. Sem correr o risco de vivermos uma falsa liberdade ou uma "zorra geral" como bem coloca nosso bispo Dom Robinson. _______________ ¬ José Júnior, membro da Diocese do Recife; membro em plena comunhão da Con-Catedral Anglicana da Ressurreição, em João Pessoa. |
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