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Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

"In Memoriam"

 

 

DOM EVILÁSIO TENÓRIO

BISPO SUFRAGÂNEO

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Home Biblioteca Artigos de Clérigos Qual o nosso compromisso como Pastores?

Qual o nosso compromisso como Pastores?

Ven. Arc. Côn. Rev. Quintino José Orengo da Silva e

Rev. Raniere Almeida de Oliveira

 

O grande filósofo evangélico cristão Francis Schaeffer em seu livro, A MORTE DA RAZÃO, nos diz que “Cada geração cristã defronta com este problema de aprender como falar ao seu tempo de maneira comunicativa. É problema que não se pode resolver sem uma compreensão da situação existencial, em constante mudança, com que se defronta. Para que consigamos comunicar a fé cristã de modo eficiente, portanto, temos que conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração”.
 

Não há o que se negar que uma das marcas dos tentáculos de uma geração que se diz pós-moderna (e há até mesmo aqueles que se consideram “pós-evangélicos”), é manter um discurso extremado do relativismo. Onde o que se tenta manter é um status, de tudo o que pensamos e fazemos, deve ser “politicamente correto”.
 

Daí não se tem mais apenas construções de verdades absolutas, mas um amontoado de opiniões diferentes em que se traduz “em verdades de cada um”. Portanto, podemos afirmar que vivenciamos, no momento atual, um verdadeiro processo de desconstruções.
 

Assim como Cristãos Evangélicos, devemos, não só fazer a leitura da realidade que nos cerca, bem como esta leitura deve ser pautada através dos ensinos das Sagradas Escrituras. Uma vez que cada um tem sua própria forma de determinar o que seja certo ou errado, o Pastor Cristão não pode deixar de ter o único padrão explicitado nas palavras do Senhor a Josué 1:8 “Não cesses de falar deste Livro da lei; antes, medita nele dia e noite para que tenhais cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem sucedido”.
 

Apesar de toda uma filosofia relativista, nós devemos nos manter firmes e fiéis aos ensinos de Deus, revelados em Sua palavra. Dessa forma podemos aceitar algumas sugestões por parte do Pastor Reformado John Sittema, da Bethel Christian Reformed Church, como abaixo elencamos:
 

1 - Deixe claro, tanto do púlpito da sua Igreja local como nos encontros pastorais pessoais como os membros do rebanho sob seu cuidado, que sua Igreja se apega firmemente à Bíblia como Palavra infalível e inerrante de Deus. Ensine claramente o que estes conceitos significam. Declare alto, em bom tom e com freqüência seja em palavras e ou ação que você considera a Bíblia como o padrão absoluto e infalível, tanto para a doutrina, como para a vida.

2 - Em qualquer circunstância, quando a Bíblia é contestada, seja por afirmação doutrinária, expressão de dúvida ou por uma clara prática pecaminosa, chame isso de pecado como a Bíblia o faz! Tenha cuidado com o uso dos termos: pecado é pecado e não apenas um “erro”. Heresia é falsidade, não apenas uma diferença de opinião.

 

Observe que o Rev. Sittema nos orienta a chamarmos pecado àquilo que a Bíblia considera como pecado, e não “uma grande complexidade de fatores humanos que precisam ser profundamente analisados”.

3 - Ensine a Bíblia! Essa idéia radical vem da minha crescente experiência e convicção de que muitas pessoas na Igreja acabam aceitando crenças e práticas que não são bíblicas porque, para começar, não sabem o que a Bíblia diz (nas palavras do profeta: “O meu povo perece por falta de conhecimento”. (Oséias 4:6)).

4 - Repreenda os pecadores com a Bíblia. O cuidado pastoral de pessoas em pecado exige uma referência clara ao ensino bíblico que foi desobedecido; os Presbíteros não devem repreender ou admoestar ou chamar ao arrependimento sem mostrar o que Deus espera desta pessoa em suas próprias palavras.

5 - Lidere pelo seu exemplo e não só por palavras. Deixe claro com a sua própria vida que você é uma pessoa da Palavra. Aprofunde-se nela diariamente, lendo com avidez para ver a glória e majestade do Deus que mantém a sua aliança e com atenção cuidadosa para descobrir a vontade específica do Senhor para a sua vida. Leia o Antigo Testamento para compreender a abrangência das promessas de sua aliança e suas admoestações; leia o Novo Testamento para despertar a emoção de saber que tudo o que precisamos está em Cristo. Quanto mais você for um homem/mulher da Palavra, mas aqueles a quem você procura pastorear vão aprender com o seu exemplo.

 

Amados irmão(ã)s, tomemos estes sábios conselhos, em singeleza e humildade para todos nós. Pois a Palavra do Senhor é rica e nos alimenta com a verdadeira doutrina, da Graça do nosso Deus Altíssimo. Considerando ainda o conselho do apóstolo Paulo aos Presbíteros da Igreja de Éfeso tendo em vista que os mesmos haviam sido constituídos pelo Espírito Santo, para que eles tivessem atenção por eles mesmos e por todo rebanho uma vez que eram pastores da Igreja de Deus a qual Ele comprou com seu próprio sangue; isso devido a preocupação do apóstolo do perigo dos lobos vorazes que não iriam poupar o rebanho, e que dentre eles mesmos, se levantariam homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. (Atos 5:17-35).
 

Portanto, como pastores e líderes, tenhamos “cuidado que ninguém vos venha enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”. (Colossenses.2:8).
 

Considerando, também, o que nos disse Karl Barth: “que devemos ter a Bíblia em mão e o jornal na outra”, nosso compromisso deve ser com a fé bíblica, cuidado com o rebanho do Senhor e a herança doutrinária dos reformadores.
 

Que a Graça e a Paz de nosso Senhor Jesus Cristo, esteja sempre conosco e no seio da sua Igreja.

 

Em Cristo Jesus,

 

Ven. Arc. Côn. Rev. Quintino José Orengo da Silva

Rev. Raniere Almeida de Oliveira

Paróquia Anglicana do Semeador

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