| O Venerável Arcediago Rev. Miguel Uchôa escreveu um excelente texto (www.dar.org.br) sobre a dupla face exibida pelo estamento de poder da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil no que diz respeito a assumir publicamente sua defesa da ordenação de homossexuais. No artigo ele fala que, enquanto se diz que a ordenação de homossexuais é uma agenda americana, (argumento, aliás, repetido à exaustão também aqui por parte dos sediciosos) o que se observa na prática é um número cada vez maior de pederastas e lésbicas sendo ordenados e assumindo paróquias e outros cargos importantes dentro das estruturas diocesanas. Ou seja, avança-se pela prática a fim de determinar o fato consumado, de onde não há mais volta. Mas essa é apenas a primeira fase da estratégia dos liberais. A segunda é assumir sem mais nenhum pudor essa condição, mas, também, não é a final. A última é ordenar apenas aqueles que ou são ou não tem qualquer óbice a essa prática. E ponto final. A igreja americana já atingiu essa última fase e um amigo meu postulante de lá simplesmente ouviu isso de forma clara e inequívoca: ou dá ou desce. E, recentemente, a igreja brasileira passou para a segunda fase, justamente a proclamação pública e notória em documentos oficiais dessa condição. Assim foi que se posicionou o Bispo Jubal, diocesano da Diocese Sul Ocidental cuja cátedra está na cidade de Santa Maria - RS, ao prestar seu Relatório Episcopal 2005 http://www.swbrazil.anglican.org/relatespiscopal2005.htm. Lá está a condenação do Relatório de Windsor, no qual foi reafirmada a condenação ao homossexualismo como prática contrária às Sagradas Escrituras, como "um movimento orquestrado pelos anglicanos conservadores do “Sul Global” que buscam o poder e o controle da Comunhão Anglicana." Depois de tecer comentários sobre um cisma que estaria se desenhando na Diocese do Recife colocando a responsabilidade dele no Bispo Robinson Cavalcanti por falta de colegialidade e indisciplina para com os cânones e constituição da IEAB, faz a afirmação que coloca oficialmente a igreja na segunda fase: "As resoluções das Conferências de Lambeth não são “uma camisa de força”. Se os homossexuais são filhos de Deus e “membros plenos do Corpo de Cristo”, porque não poderiam ser ordenados? " Todavia não devemos jamais ser tão ingênuos ao ponto de acharmos que o processo estancaria aqui. Jamais. A impiedade e a perversão humanas não conhecem limites, e uma vez iniciado o processo ele vai ficando cada vez mais ousado e transparente até o impedimento da colocação final de qualquer linha, qualquer referência ao simples nome de Jesus, pois é esse o objetivo final do diabo em relação ao cristianismo. Delírio? Exagero? Não, nada disso. Estão em curso na igreja americana e canadense os fatos indicadores dessa nova fase, pois a igreja do norte, sendo a propulsora da impiedade, faz acontecer primeiramente nela o vírus da perversão que se espalhará depois pelo resto do mundo. Recentemente o bispo Robinson, diocesano da Diocese Anglicana do Recife e anjo colocado por Deus para denunciar à IEAB e ao mundo essas diabruras, escreveu o artigo "O Porquê da Nossa Luta" (www.dar.org.br) onde trás a triste notícia de que o Rev. Dr. Samuel F. Regus, integrante do grupo liberal revisionista pós-moderno, num sermão intitulado "Interpretando Cristo num Mundo Pluralista" pregado na Catedral Nacional de Washington - DC, negou, enfaticamente, que Jesus seja o único caminho para se chegar Deus, alegando que o apóstolo João havia colocado na boca de Jesus a expressão de Jo.14:6 "Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim." E mais. Na liturgia constavam suras (trechos) do Alcorão numa tácita e explícita aceitação dele como palavra divinamente inspirada tal qual a Bíblia. Por outro lado não causa mais qualquer espanto nem mesmo aqui as chamadas comunhões ecumênicas onde rabinos, aiatolás, monjes budistas e pais de santo reunem-se com reverendos anglicanos liberais no sul do país para "celebrar" juntos. O objetivo final é o reconhecimento mútuo do Cristo universalista, aquele que com nomes diferentes está presente em qualquer religião pois, afinal, todo caminho vai a Roma. E então, é possível resistir a essa avalanche avassaladora? Sim, mas tem um preço. Cabeças rolarão. No tempo de Jesus ainda vivo entre nós, rolou a cabeça de João Batista; nos tempos de hoje foi a do Bispo Robinson. Mas antes dele já havia sido a de centenas e milhares. Portanto, quem quiser juntar-se ao bloco da resistência deve estar bem ciente da exigência do martírio, uma vez que os inimigos serão os de sua própria casa, como nos advertiu Jesus (Mt 10:36). Todavia uma promessa imorredoura nos acompanhará até o fim: "Passarão os céus e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar". (Mt. 24:35) |