| Revda. Teresa Julieta de Paula M. Catão ( ¬) Essa profecia de predição do Profeta Ageu (Ag 2:5), cujo livro enfoca primordialmente um encorajamento ao povo judeu para completar a reconstrução do templo ( 520 A.C.), já está sendo cumprida na época neo-testamentária que estamos vivenciando desde que: "Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos (Gl 4:4,5). Paulo enfatiza brilhantemente a superioridade da Nova Aliança quando lemos: "E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito" (2 Co 3:7-8)! O mesmo autor acima citado nos exorta em 1 Co 1:5 que "em Cristo Jesus , fomos enriquecidos em tudo...". Já que "em tudo fomos enriquecidos", discriminaremos a seguir os privilégios que a Nova Aliança nos trouxe, em comparação com a Antiga Aliança, já que: "A Lei foi dada por intermédio de Moisés; a Graça e a Verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (Jo 1:17). Em primeiro lugar, devemos sempre ser gratos a Deus pela "salvação" em Cristo Jesus, muito bem descrita no Cântico de Zacarias: "Zacarias, seu pai, cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo, como prometera desde a antiguidade, por boca dos seus santos profetas (Lc 1:67-70), esta tão "poderosa salvação" não foi aceita por todos: "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam..." (Jo 1:11). Depois da Salvação em Cristo Jesus, enfocaremos a "permanência" da expiação feita por Cristo em contraste com a transitoriedade dos sacrifícios do Antigo Testamento: "Ora, todo sacerdote se apresenta, dia após dia, a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados; Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés" (Hb 10:11-13). Complementando o parágrafo acima acerca do sacrifício de Cristo que não se repete, é "perfeito" e eficaz, mencionaremos o terceiro privilégio que temos, que é o acesso dos crentes à presença de Deus com ousadia: "Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos Santos, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne, e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura (Hb 10:19-22). Os privilégios são incontáveis, mas não poderíamos deixar de mencionar o "poder" do Espírito Santo permanentemente em nossas vidas: "Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra (At 1:8). Sem o Consolador, não sabemos "orar como convém" (Rm 8:26), não compreendemos as Escrituras, pois a "letra mata, mas o espírito vivifica" (2Co 3:6) e, também, sabemos que só Ele sabe nos guiar (Rm 8:14), complementando o tripé da VIDA CRISTÃ: > ORAÇÃO; > ESTUDO, e > AÇÃO. Temos, portanto, "tudo" que precisamos para servir ao Deus Vivo que por nós tudo já nos deu, principalmente "Seu Filho" (Ef 1:22) que "vive sempre intercedendo por nós" (Hb 7:25). Somos, portanto, indesculpáveis... Por:Revda. Teresa Julieta de Paula Menezes Catão é Presbítera na Diocese do Recife; membro da Equipe Pastoral da Paróquia Anglicana do Semeador, no Arcediagado Norte da Diocese. |