| Revda. Teresa Julieta de Paula M. Catão (¬) “Veio ainda a Palavra do SENHOR, dizendo: Que vês tu, Jeremias? Respondi: Vejo uma vara de amendoeira. Disse-me o SENHOR: Viste bem, porque eu velo sobre a minha Palavra para a cumprir” (Jr 1.11,12). O verbo “velar” (hebr. shagad) significa vigiar, zelar, estar desperto, cuidar atentamente e ocorre 12 vezes no Antigo Testamento, como abaixo discriminado, entre outras passagens: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1). “Como velei sobre eles, para arrancar, para derribar, para subverter, para destruir e para destruir e para afligir, assim velarei sobre eles para edificar e para plantar, diz o SENHOR” (Jr 31.28). Na referência acima (Jr 1.11,12), há uma conexão lingüística entre “velar” (hebr. shagad) e “amêndoa” (hebr. shaged), pois a amendoeira é considerada a “despertadora” no pensamento hebraico, visto que, de todas as árvores, é ela a que floresce mais cedo, e é também muito atenta a oportunidade de florir. “Porque o SENHOR teu Deus, é um Deus zeloso no meio de ti” (Dt 6.15). Sabemos e conhecemos o Deus zeloso que está sempre presente em nosso meio, pela sua Palavra, pelo seu Santo Nome, e, queremos obedecê-lo como vários “heróis da fé” ao examinarmos as Escrituras Sagradas: a) Abrão. “Quando atingiu Abrão a idade de noventa e nove anos, apareceu-lhe o SENHOR e disse-lhe: Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1). b) Finéias. “Portanto, dize: Eis que lhe dou a minha aliança de paz. E ele e a sua descendência depois dele terão a aliança do sacerdócio perpétuo; porquanto teve zelo pelo seu Deus e fez expiação pelos filhos de Israel” (Nm 25.12,13). c) Elias. “Ele respondeu: Tenho sido zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (1 Rs 19.10). No Novo Testamento, Jesus, assim que principiou seus “sinais” em Caná da Galiléia, purificou o Templo na época mais solene do ano, quando os peregrinos se aglomeravam em Jerusalém (Jo 2.14-17). Podemos ainda destacar: a) Cornélio. “Morava em Cesaréia um homem de nome Cornélio, centurião da corte chamada italiana, piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (At 10.1,2). b) Paulo. “Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas criei-me nesta cidade e aqui fui instruído aos pés de Gamaliel, segundo a exatidão da lei de nossos antepassados, sendo zeloso para com Deus, assim como todos vós o sois no dia de hoje” (At 22.3). “Porque zelo por vós como zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo” (2 Co 11.2). Jesus, através da sua “graça salvadora”, quer para si um “povo” exclusivamente seu, e zeloso de boas obras: “O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras” (Tt 2.14). Temos obedecido ao SENHOR como cristãos “zelosos”? “Feliz o homem que me dá ouvidos, velando dia a dia às minhas portas, esperando às ombreiras da minha entrada”... (Pv 8.34). ¬ Revda. Teresa Julieta de Paula Menezes Catão é Presbítera na Diocese do Recife; membro da Equipe Pastoral da Paróquia Anglicana do Semeador, no Arcediagado Norte da Diocese.
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