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Home Artigos Clero Missão Integral e Igreja em Células - Rev. Miguel Uchoa

Missão Integral e Igreja em Células - Rev. Miguel Uchoa

Pensamento do Clero

 

Missão Integral e Igreja em Células

A contribuição do princípio de igreja em células (pequenos grupos) no desenvolvimento da Missão Integral, e a vivência dos propósitos de Deus como atestação de uma igreja saudável.

Rev. Miguel Uchoa (¬)

Um pensamento

Quem já me conhece sabe que sou um cristão, sou um evangélico e sou um anglicano, necessariamente nessa ordem. Aprendi isso dos lábios e das letras escritas pelo Rev. John Stott que já se encontra na plena presença de Deus e por ter ouvido por quase trinta anos dos lábios de meu falecido bispo, Revmo. Robinson Cavalcanti, que desfruta também hoje dessa mesma presença.

Sendo assim, e engajado nesse ramo imperfeito do cristianismo, entendi logo cedo o que significava missão integral como sendo o evangelho todo, para o homem todo e para todos os homens (seres humanos). A Igreja Anglicana, seguindo na direção do Pacto de Lausanne, declarou em 1988 (Conferência de Lambeth) que a missão da Igreja seria:

· Proclamar o evangelho do Reino;

· Batizar, ensinar e incorporar os convertidos a uma comunidade da fé

· Despertar nos corações dos fieis respostas de misericórdia às necessidades humanas;

· Denunciar as estruturas iníquas da sociedade.

Como anglicano, cresci na igreja vendo isso e entendendo que assim deveria ser. Logo cedo me tornei um defensor dessa declaração e procurei sempre fazer com que ela acontecesse em todas as suas dimensões por onde passei e tive a oportunidade de ministrar. Quando, porém, me tornei pastor de uma comunidade local pela primeira vez, imediatamente procurei buscar essa realidade. O que faço hoje, quase 16 anos depois de ter plantado a igreja da qual sou reitor até essa data, a Paróquia Anglicana Espírito Santo (PAES).

Tenho visto muito se falar em missão integral da igreja, mas nem sempre tenho visto os que falam realizarem essa missão. Esses são chamados os teóricos e, me parece, existirão sempre. Meu receio é que eles sejam a maioria, o que percebo estar acontecendo hoje nesse particular, salvo juízo equivocado de minha parte. Isso seria tema para um artigo bem mais denso a ser chamado de ortodoxia x “ortopraxia”, que pretendo escrever qualquer dia.

Entrando no tema desse artigo, quero apresentar como vejo que o movimento das igrejas em células pode colaborar com o cumprimento da missão integral e como a implementação dos cinco propósitos de Deus pode trazer saúde para a igreja em qualquer circunstância.

Alguém vai dizer que existem essas e aquelas igrejas que possuem esses e aqueles desvios. Eu também diria isso, mas não estamos falando de casos. Estamos tratando de princípios a serem aplicados e quando aplicados corretamente surtem o efeito desejado e Deus é glorificado.

 

= Ajuda na Cristologia

Nenhuma eclesiologia seguir-se-á bíblica e integral, se não colocar Jesus Cristo no centro de sua adoração. A declaração da igreja do novo testamento era clara: “Jesus Cristo é Senhor”, mas, isso não pode vir apenas na placa de uma instituição; precisa entrar em suas portas e, da mesma forma, na vida das pessoas. O senhorio de Cristo é mencionado centenas de vezes no NT. Tudo na Igreja existe para Jesus Cristo e para render-lhe honra e louvor. Sem a proclamação de Jesus como Senhor não há evangelho integral. Essa “cristologia” aponta para uma eclesiologia saudável, segundo escreveu René Padilha.

Quando a igreja perde de vista a centralidade do Senhor Jesus Cristo, deixa de ser a igreja e passa a ser uma seita religiosa incapaz de relacionar sua mensagem com vida prática e a vida pública. A igreja integral é aquela que entende que todos os âmbitos da vida são campos missionários e busca forma de afirmar a soberania de Jesus Cristo em todos eles. [1]

O princípio de igrejas em células tem levado as pessoas a focarem suas vidas nesse senhorio e não apenas numa religiosidade obscura e morna. A grande dispersão da liderança e o centro da mensagem na pessoa de Cristo tem ajudado cada cristão a focar sua vida em servir e adorar a esse Cristo Senhor e não simplesmente a aceitar uma salvação que, por mais que seja importante, não completa o evangelho integral. As células, lideradas por pessoas comuns (chamadas de leigos), revelam esse senhorio. As reuniões, focadas em motivar todos a viverem esse senhorio, ajudam na formação de uma adoração cristológica. O alvo de cada líder de grupo é sempre fazer Cristo ser aceito como Salvador e adorado como Senhor. A simplicidade com a qual isso é passado do púlpito para os grupos e digerido semanalmente ajuda na formação de uma consciência integral.

A visão cristocêntrica de uma igreja em células leva a uma adoração a Cristo e à rendição de todo o ser nesse processo. Assim o primeiro propósito é cumprido e Cristo permanece no centro, sendo ADORADO.

 
Ajuda no discipulado cristão

A teologia da Missão integral defende a prática de um “discipulado radical”. É entendido como sendo um estilo de vida submisso à vontade de Deus e veementemente missionário. É entendido que sem arrependimento e sem fé não há discipulado. O propósito do discipulado é produzir na pessoa convertida a imagem de Cristo e isso é um processo infindo, porém real e prático. O texto do Evangelho de Mateus conhecido como Grande Comissão nos lança a isso. “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:19-20).

Aqui segue uma exortação a uma prática do ensino e o ensino envolve aquele senhorio já falado sobre as nossas vidas e o ensino sobre tudo que Cristo ensinou como missão. Mais uma vez sendo esse aspecto vital para a missão integral, o movimento das igrejas em células vem dar a sua contribuição. Nessa visão, o discipulado, o ensino, começa logo no momento em que a pessoa conhece a Cristo e dentro de um desses pequenos grupos. Ele é condição e pré-requisito para os passos posteriores e para a tomada de qualquer outra direção seja de servir ou de liderar. Não existe igreja em células sem discipulado. E esse discipulado é feito dentro do próprio grupo, de maneira intencional e programada. Não se espera que a pessoa se matricule em uma classe dominical, ou em um curso promovido pela comunidade. Existe uma ação direta do líder e dos participantes em promover o discipulado pessoal, no dia a dia, vivenciando a santa rotina, vendo o exemplo dos demais seguindo também um programa pré-estabelecido. De maneira geral, em um período de alguns meses, essa pessoa está “preparada” para transmitir o que aprendeu a outra pessoa que chegue. Assim, segue-se o evangelho integral e cumpre-se o 2º propósito de Deus: que é levar o cristão a refletir a imagem de Cristo, DISCIPULADO.

 

Ajuda na visão bíblica de Igreja

No conceito de missão integral, e não poderia ser diferente, a igreja não é um mero aglomerado de pessoas que se ligam aos demais centrados em interesses religiosos. O texto de At 2:41-47 mostra o que é uma igreja em todos os seus aspectos. Retira qualquer resquício do que se chama de igreja-gueto que se centra em uma espiritualidade individualista e alienante. O texto mostra que ela é uma comunidade que é inclusive foco de atenção, “tem a simpatia do povo”, é inclusiva, vive em comunhão com quem está e se abre a comunhão com quem se achega.

A Igreja integral vive o senhorio de Cristo em todas as áreas, como já dissemos, e afirma isso em seu estilo de vida. É uma comunidade missionária que olha para fora de suas paredes e tem seu foco nos perdidos sem Deus e nos perdidos sem qualquer ajuda, além de estarem com ou sem Deus. 

Há alguns anos atrás visitei um país da América Latina onde fui observar de perto uma grande igreja em células ali existente. Vi muitas coisas e confesso que deixei de ver algumas outras e senti falta delas. No entanto, o que vi me animou mais do que o que não vi. Uma comunidade inclusiva, não sectária, atraente e acolhedora, cheia de amor pelo ser humano. Vi a Igreja de Atos em ação. Depois disso tenho convivido com outras igrejas e lideranças, no Brasil e fora daqui, e percebo o quanto o modelo de igreja em células ajuda na formação de uma igreja mais bíblica, que desenvolve comunhão que vai além de um encontro dominical ou de um ativismo programático, que é focada em gerar novos crentes e, assim, se torna uma comunidade atraente.

A Igreja Romana esteve bem perto de entrar em algo parecido quando da criação das comunidades eclesiais de base, guardadas as devidas proporções. Mas é um conceito de igreja integral que lida com o ser humano em todas as suas dimensões, que se ajudam mutualmente e que vive uma ação que nega o clericalismo tão presente na igreja institucional (sobre isso voltaremos a falar). O modelo de igrejas em células não nega ou rejeita a instituição, mas coloca-a dentro de seu verdadeiro papel de facilitadora e não de fim em si mesma. É uma comunidade que se pode antever o começo de uma nova humanidade ainda imperfeita, mas com marcas positivas e animadoras de uma família de Deus. Neste aspecto comunitário, uma igreja em células é o mais próximo modelo de uma igreja bíblica que desenvolve uma visão integral, e não poderia deixar de ser assim. Isso é a práxis da ortodoxia, o ser uma igreja comunitária. Assim vive-se, também, o propósito da COMUNHÃO.


Ajuda nos Dons, Ministérios e Serviço

A Igreja de Jesus Cristo é um campo de treinamento de talentos inatos, manifestos em dons, que geram ministérios, servem ao próximo e realizam o propósito de Deus nesse mundo. O evangelho integral não pode prescindir disso. Biblicamente falando, a perspectiva bíblica de servir é trinitária de acordo com o que Paulo escreve aos Coríntios. “Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo. Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos” (1Co 12:6).

Segundo os estudiosos da Missão Integral, não é possível exagerar a importância dessa afirmação para uma eclesiologia para uma missão integral. As igrejas evangélicas têm  uma grande dívida nesse sentido e, entre outros motivos, a tendência de se viver um cristianismo intimista e uma adoração (culto) apartada da vida prática. Quando se vive uma fé assim, aí, de fato, a igreja necessita de “sacerdotes” que intermedeiem a relação do povo com Deus, surgem os especialistas que promovem cada vez mais a ênfase na busca em suprir as necessidades espirituais dos crentes apenas. Nesses casos, surge a clara divisão entre clérigos e leigos, vida religiosa e vida secular, sagrado e secular. Uma concepção limitada que fratura o ser e que encontra raízes muito mais na filosofia grega do que em qualquer ensino de Jesus Cristo. Jesus era hebreu e o conceito hebraico do ser é completo, integral.

O Deus trino atua e distribui entre seus filhos os diversos dons que existem para o bem comum segundo Paulo enfatiza aos coríntios. No conceito de missão integral, o ministério é feito por todos que exercitam os diferentes dons recebidos e em todas as áreas de necessidade do ser humano. Para René Padilha a missão exige uma “desclericalização” dos ministérios e uma “laicização” dos leigos. Em outras palavras, exige o reconhecimento do caráter apostólico de toda a igreja. Em outras palavras, isso significa que o povo, por serem discípulos, são, em si, enviados ao mundo, e os líderes, por sua vez, são também povo sem serem, no entanto, mais, nem menos, que eles. Isso está ligado ao ensino bíblico do sacerdócio universal de todos os crentes tão destacado por Lutero, Calvino e os reformadores de maneira geral.

No modelo de igreja em células isso é bem mais facilmente praticado. Todos são enviados e isso não é apenas dito, é praticado. A célula é um núcleo missionário; seu líder é um facilitador igual aos demais, porém, exerce o dom que recebeu de liderança enquanto outros, dentro do mesmo grupo, estão em preparação para isso e, ao mesmo tempo, servindo em ministérios, realizando a missão, discipulando outros, agindo no meio social, trazendo amigos para a célula, vivendo cada qual o seu chamado de forma prática.

Isso gera uma desclericalização bastante interessante. Sou reitor de uma Paróquia que trabalha com células, e uma das coisas interessantes é o quanto menos eu e minha equipe de pastores é solicitada para a realização de tarefas que na mente de alguns são exclusivas dos pastores(as) quando não as entendem como obrigações destes(as). Assim, a missão ocorre de forma integral, pois todos os dons são exercitados, os pastores exercem seus chamados e não se constituem em obreiros sacramentais apenas e o corpo, como diz Paulo, como juntas e ligaduras, vai unido cumprindo a sua função. Numa igreja onde a missão integral é vivida, a liderança “clerical” da igreja é de caráter funcional; existe para capacitar o povo para o ministério. Assim, o modelo de igreja em células é simplificador neste aspecto e leva a igreja, enquanto povo de Deus, a desenvolver o propósito do SERVIÇO.

 

= Ajuda na evangelização

A missão nunca seria integral se prestássemos todos os serviços e esquecêssemos de proclamar a Palavra. O IDE é muito claro e em diferentes partes do NT se apresenta uma Grande Comissão, e em todas elas o kerigma é central. Nada supera a proclamação. “Como ouvirão se não há quem pregue?“.

No modelo de igrejas em células, a evangelização faz parte do DNA de cada membro. É impressionante a disposição das pessoas que vivem sob esta visão de igreja. O “espírito de conquista” está sempre presente, e trazer uma pessoa para Cristo através dos pequenos grupos e dos seus relacionamentos é algo que não se discute, se pratica simplesmente.

Um Pastor amigo, que lidera uma comunidade cristã ligada a uma igreja histórica, tem sido para mim um exemplo de líder. Uma igreja que possui mais de mil pequenos grupos em plena atuação, uma verdadeira máquina evangelizadora que desperta no povo uma sede insaciável de trazer mais uma pessoa à Cristo, de servir ao próximo da melhor maneira possível, e de ser agente de transformação da sociedade. Esta comunidade coordena um serviço de cuidado com crianças de ruas que é referência mundial. Uma de suas líderes acaba de ser condecorada com uma honraria pela Rainha da Inglaterra na passagem de seu jubileu. Isso é missão integral facilitada pela visão de igrejas em células. Dele me veio a inspiração para lançar, em minha própria comunidade, a iniciativa permanente chamada “+ 1 Para Cristo”.

A evangelização através das células foge um pouco do sistema tradicional e é focada na base dos relacionamentos. As pessoas aceitam o seu convite a uma reunião ou a um evento porque lhe conhecem e não veem como você poderia desejar algo para elas que não fosse bom. Isso está diretamente ligado ao tipo de cristão que estamos desenvolvendo, numa igreja sadia, que produz cristãos sadios. Esse processo se dá com naturalidade. Assim se cumpre o propósito da EVANGELIZAÇÃO.

 

Epílogo
Por fim, entendo ainda que o modelo de igreja em células contribui para a prática de uma Missão Integral no aspecto da liderança. Nesta concepção de missão, a liderança deve ser serva e nunca manipuladora.

Alberto Guerrero afirma que “desde a reforma que muitos tentam viver o sacerdócio universal de todos os crentes na prática. Mas isso tem sido um tema esquecido, cheio de pó e há muitos convém que fique assim... pode o movimento de igrejas em células nos ajudar?” [2]

Eu responderia que sim, pode, e pode muito. O modelo de liderança numa igreja em células é infinitamente superior em sua eficácia ao modelo de liderança de uma igreja institucionalizada, engessada em sua hierarquia. E digo que é superior não por motivos de qualidade das pessoas necessariamente, mas pela eficácia do serviço prestado. Na maioria esmagadora das vezes é realizado por voluntários, que fazem o que fazem por amor à causa e à Cristo; não são remunerados para isso, mas veem seu prêmio apenas refletido em um coração agradecido pela salvação recebida e o privilégio de poder compartilhar de graça e com ânimo. O que, da mesma forma recebeu.

Essa é uma liderança serva e é isso que encontramos no modelo de liderança das igrejas em células. Neste caso, não interessa se igreja é “grande” ou “pequena”, se tem um lindo prédio ou não, se faz parte de uma denominação histórica ou está ligada a uma rede de igrejas livres. De fato, isso não faz a menor diferença, pois o que faz essas comunidades funcionarem é o “espírito de servir” existente em cada líder e em cada membro dessas verdadeiras famílias de Deus.

Todos estes aspectos tornam a Missão Integral algo extremamente prático e nos ajuda a sairmos dos gabinetes de debates infindáveis, das discussões em congressos e seminários que se estendem por anos e que, em alguns casos, estes ambientes estão repletos de teóricos que muito dizem da Missão Integral, mas que pouco ou nada fazem para integrar essa missão na vida de suas comunidades. Pastores que alimentam o discurso da Missão Integral, mas nunca alimentaram uma alma, e os pequeninos seguem passando por eles ao descaso de seus olhos e a insensibilidade de sua prática.

O modelo de igreja em células, como vimos, e como defendem muitos dos principais articulistas da Missão integral, pode e tem contribuído para que a ortodoxia que proclamamos se torne a “ortopraxia” que efetuamos. Assim, de fato, creio que as células e os propósitos da adoração, do serviço, do discipulado, da comunhão e do evangelismo se constituem em uma excelente estratégia para se viver a Missão Integral da Igreja e tornar a Igreja de Jesus Cristo um Corpo saudável independente de seu tamanho.

 


[1] Igreja: agente de transformação. Missão Aliança, Ed. Kairos, p.50, 2011.

[2] Igreja: agente de transformação. Missão Aliança, Ed. Kairos, p.183, 2011.



¬ Rev. Miguel Ângelo de A. Uchoa Cavalcanti é Presbítero da Diocese do Recife; Reitor da Paróquia Anglicana Espírito Santo (PAES), em Jaboatão dos Guararapes (PE); membro da Comissão de Relações Internacionais da DR.

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Última atualização (Sex, 29 de Junho de 2012 16:08)

 


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