Jó: Se Ele me Provasse, Sairia como Ouro! - Revda. Teresa Catão
Pensamento do Clero

Jó: Se Ele me Provasse, Sairia como Ouro!
Revda. Teresa Catão (¬)
O Livro de Jó, que provavelmente teve seus acontecimentos na época dos Patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó – 1500 a.C.), nos revela ensinamentos maravilhosos nos seus vários discursos que nos levam a confiar plenamente na “Soberania do Senhor” em nossas vidas, e, destacamos:
1) Seu “contentamento” no primeiro ataque de Satanás em relação a sua família e posses: “O Senhor o deu e o Senhor o tomou; Bendito seja o Nome do Senhor!” (Jó 1:21b).
2) Sua “esperança” (heb tiqewah), quando ele medita sobre a brevidade da vida: “Porque há esperança para a árvore, pois mesmo cortada, ainda se renovará e não cessarão os seus rebentos” (Jó 14:7).
3) Sua “crença” (heb emunáh) no Deus Vivo, que defenderia sua causa, mesmo depois da sua morte: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros” (Jó 19:25-27a).
4) Sua convicção inicial e depois transformada, de uma boa conduta, descrita no versículo (Jó 23:10) que intitula este artigo e se prolonga como a seguir: “Guardei o Seu Caminho, e não me desviei dele. Do Mandamento dos seus lábios nunca me apartei; escondi no meu íntimo as palavras da sua boca” (Jó 23:11b-12).
5) Seu “sábio silêncio”, depois do Primeiro Discurso do Senhor (Jó 38-40:2): “Então Jó respondeu ao Senhor e disse: Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei” (Jó 40:3-5).
6) Seu “arrependimento” (gr charatá), pois sabia que desfrutava da Comunhão com o Senhor: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:2,5-6).
7) Sua “oração” (heb mishpat) aceita pelo Senhor, que o chama de servo por quatro vezes neste capítulo final deste Livro que nos retrata acerca da sua “restauração”: “O meu servo Jó orará por vós, porque dele aceitarei a intercessão, para que eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó” (Jó 42:8b, c).
Concluímos, portanto, ao longo de todo esse Livro, que o Propósito do Senhor era libertar Jó de sua autojustificação, e levá-lo a uma plena confiança Nele, quando O colocamos em primeiro lugar nas nossas vidas... “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem...” (Jó 42:5).
¬ Revda. Teresa Julieta de Paula Menezes Catão é Presbítera na Diocese do Recife; Secretária Diocesana de Ação Social e membro da Equipe Pastoral da Paróquia Anglicana do Semeador, no Arcediagado Norte da Diocese.
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Última atualização (Dom, 06 de Maio de 2012 10:21)



















