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Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

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Home Artigos Clero Ainda Obedientes na Dor e no Sofrimento - Revda. Márcia Coelho

Ainda Obedientes na Dor e no Sofrimento - Revda. Márcia Coelho

Pensamento do Clero

 

Ainda Obedientes na Dor e no Sofrimento

“Então Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou: bendito seja o nome do Senhor” (Jó 1:20-21).

Revda. Márcia Coelho (¬) 

O que mais chama a minha atenção em relação à Jó não é o fato de ele ter sido citado pelo próprio Deus como íntegro, reto e temente. Mas, que essas virtudes se mantiveram presentes nele, mesmo em meio à tragédia. Pessoas íntegras e retas (éticas) encontramos pelo mundo a fora, cada vez mais raras, é verdade, mas ainda existem. Até entre os ateus confessos. Pessoas que temem a Deus encontramos diversas (na Igreja e até no inferno – Tg 2:19). Porém, raramente vemos pessoas, mesmo entre os “cristãos autênticos”, que passam pelo sofrimento adorando a Deus “sem pecar”.

 

Foi precisamente esse tipo de “crente” que Deus quis mostrar, não só ao diabo, mas, principalmente, a nós, quando permitiu os infortúnios que acometeram a Jó e sua família. Deus não estava brincando, não estava castigando nem sendo sádico. Nem sempre nos mantemos nessa posição frente à dor.

Não é uma palavra crítica, de julgamento, que estou querendo fazer, pois sei o quanto é difícil passar a experiência do sofrimento (tantas vezes bem menores que a que temos visto nos noticiários – e de longe nos comovemos ou nos movemos para ajudar). Mas, uma palavra de esperança para os desesperados: “nosso pranto se une ao teu (Rm 12:15),  nossos joelhos se dobram, um só coração, um só clamor; orando ao Deus Eterno e Senhor dos céus (Ef 6:18), para que vos socorra no tempo da aflição (Sl 46:1).

Estou escrevendo essas linhas para externar meu sentimento, e me unir aos irmãos e irmãs, intercedendo pelo sofrimento dos que estão passando por situações como as que aconteceram com Jó. É certo que nem todas as vítimas são como Jó, embora haja muitos deles no meio –“Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra” (Jó 19:25). Porém, há outras tantas que ainda sofrem mais por não terem a mesma fé.

Pensei no que poderíamos dizer-lhes, que servisse como consolo, ou o que fazer como ajuda... Às vezes faltam palavras, e nem todo nosso recurso chegaria. Pensei ainda que poderíamos fazer como os amigos de Jó, assim que chegaram à sua casa e o viram desfigurado (Jó 2:13), e ficaram chorando a dor de seu amigo na cumplicidade do silêncio. Mas, muitos de nós, estamos a quilômetros de distância dos que sofrem (no mais recente caso, das vítimas dos prédios que desabaram no Rio de Janeiro), o que podemos fazer?

Por todos eles podemos levantar um clamor. Dobrar nossos joelhos e adorar a Deus, e a Ele elevar nossas súplicas, pedindo que console a dor dos feridos, supra a necessidade dos desamparados, preencha o vazio dos solitários e fortaleça a fé dos que n’Ele buscam o socorro.

No mais, prestemos atenção aos sinais dos tempos. O Rei está voltando! Maranata, vem, Senhor.

E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu” (Lc 21:11).



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Última atualização (Dom, 29 de Janeiro de 2012 11:34)

 


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