A Cura de Um Leproso nos Evangelhos - Revda. Teresa Catão Sinóticos -
Pensamento do Clero

A Cura de Um Leproso nos Evangelhos Sinóticos
“Senhor, se quiseres, podes purificar-me...” (Mt 8:2b)
Revda. Teresa Catão (¬)
Logo depois do Seu batismo e tentação no deserto, Jesus deu início ao Seu ministério de curas e milagres, como nessa passagem acima, pertinente às narrativas peculiares a cada evangelista (Mt 8:1-4; Mc 1:40-44 e Lc 5:12-16), e, destacamos a seguir:
1) No Evangelho de Mateus, no primeiro milagre específico:
a) Sua “Autoridade” (gr cracia), manifestada a todos, já que Ele realizou essa cura, assim que concluiu o Sermão do Monte, que é a essência do Seu Ensino Maravilhoso, e desceu para efetuar a cura: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina, porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas. E, tendo o leproso se aproximado, Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E logo ele ficou limpo da sua lepra” (Mt 7:28-29; 8:2a,3).
b) A “adoração” (gr proskuneo) do leproso, antes da realização da cura, em contraste com muitos milagres, em que a mesma acontecia posteriormente, como gratidão seguida de serviço ao Mestre: “E ele tendo se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Mt 8:2b).
2) No Evangelho de Marcos, a narrativa mais longa:
a) A “compaixão” (gr splagchnizomai) de Jesus: “Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” (Mc 1:41).
b) A determinação do que era leproso, em testemunhar (gr martyreo) sobre Jesus, ao povo: “Mas, tendo ele saído, entrou a propalar muitas coisas e a divulgar a notícia, a ponto de não mais poder Jesus entrar publicamente em qualquer cidade” (Mc 1:45a,b).
3) No Evangelho de Lucas, que é o Evangelho da Oração (heb mishpat):
a) A humildade e reverência (gr korone) do leproso, na sua súplica ao Mestre: “Ao ver a Jesus, prostrando-se com o rosto em terra, suplicou-lhe: Senhor, se quiseres, podes purificar-me” (Lc 5:12b).
b) A prática da oração na Vida de Jesus, logo após a cura: “Ele, porém, se retirava para lugares solitários e orava” (Lc 5:16).
Além desses detalhes, inerentes a cada narrativa, observamos em todas elas a “obediência” do Mestre, em relação à Lei de Moisés: “Olha, não digas a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho ao povo” (Mt 8:4; Mc 1:44 e Lc 5:14).
Que o Estudo da Palavra tenha, cada vez mais, preeminência nas nossas vidas, para podermos convencer os que nos contradizem (Tt 1:9), e nos tornar sábios para a salvação pela fé em Cristo Jesus... (2Tm 3:15b).
“E imediatamente ele ficou limpo da sua lepra...” (Mt 8:3b).
¬ Revda. Teresa Julieta de Paula Menezes Catão é Presbítera na Diocese do Recife; Secretária Diocesana de Ação Social e membro da Equipe Pastoral da Paróquia Anglicana do Semeador, no Arcediagado Norte da Diocese.
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Última atualização (Sex, 20 de Janeiro de 2012 01:03)
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