Joomla ThemesDeposit PokerNo Deposit Bonus
Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

"In Memoriam"

 

 

DOM EVILÁSIO TENÓRIO

BISPO SUFRAGÂNEO

2ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

 

DOM  FLÁVIO ADAIR

BISPO SUFRAGÂNEO

1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

SOMOS PARTE DA COMUNHÃO ANGLICANA

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON

 

 

SOMOS FILIADOS À FELLOWSHIP OF CONFESSING ANGLICANS (FCA)

 

 

SOMOS CONVENIADOS À IGREJA ANGLICANA DA AMÉRICA DO NORTE (ACNA)

 

SOMOS MEMBROS-FUNDADORES DA ALIANÇA EVANGÉLICA

 

 

SOMOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO PRÓ-CAPELANIA MILITAR EVANGÉLICA DO BRASIL (ACMEB)

 

Horário de Brasilia
Contador de Visitas
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje74
mod_vvisit_counterOntem1095
mod_vvisit_counterEssa Semana5527
mod_vvisit_counterÚltima Semana7145
mod_vvisit_counterEsse Mês18610
mod_vvisit_counterÚltimo mês37515
mod_vvisit_counterTodos1029766

Online (Logado a 20 min) 21
Seu IP: 38.107.179.234
,
Hoje é: 18-05-2012 01:31
Home Artigos Clero A Epifania de Jesus e as Nossas Contradições - Rev. Ivaldo Sales

A Epifania de Jesus e as Nossas Contradições - Rev. Ivaldo Sales

Pensamento do Clero


A Epifania de Jesus e as Nossas Contradições

Rev. Ivaldo Sales (¬)

Embora nosso ano litúrgico seja o Ano B, baseado no evangelista São Marcos, é em São Mateus que vamos encontrar a primeira epifania do Senhor, por ocasião da visita dos Magos que vieram do Oriente.

Epifania é uma expressão designada no Calendário Litúrgico da Igreja de Cristo que significa “revelação”, “manifestação” ou “aparição”. É uma solenidade cristã que celebra a manifestação do Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus, diante dos homens. Nesta ocasião a Igreja paramenta o altar de linho branco, igualmente os ministros utilizam estolas brancas para celebrar a santa ceia do Senhor e os cânticos são de alegria harmoniosa.

 

Na narrativa bíblica, a aparição de Jesus se dá pelos que não faziam parte da elite dos “crentes”, mas dos considerados “pagãos”, por ocasião do seu nascimento. É assim que alguns comentaristas colocam os magos do Oriente.

 

O nascimento de Jesus foi algo que se deu no tempo e no espaço, Ele ocorreu na história da humanidade, entre nós através de uma virgem chamada Maria, segundo as Escrituras. Jesus manifestou-se para os que eram seus mas eles não O reconheceram. O Evangelista João disse que Ele “veio para os que eram seus e os seus não O receberam” (Jo 1:11).

 

É interessante que Jesus mais tarde, ao discutir com estes mesmos religiosos, disse que, enquanto eles maquinavam o jeito de calar a boca de Jesus, prostituas e pecadores convertidos precediam o Reino de Deus. Isso me faz lembrar cenas do filme “Os Miseráveis”, um clássico que me faz refletir em nossas contradições religiosas e puritanas sobre a dignidade humana. Uma vez que todos nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, por que, então, negar a dignidade do outro? Por que não ajudar o outro a enxergar a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina o mundo todo? Não é isso reflexo de nossa arrogância religiosa e preconceito social?

Jesus Cristo também foi vítima deste tipo de preconceito e intolerância entre seus pares, porque nenhuma beleza havia que agradasse a alguém. Por isso foi expulso da sinagoga, numa linguagem religiosa, ele foi “excomungado”, tratado como herege por causa de Seu estilo de vida simples e do conteúdo de Seu ensino, sem a mesma dignidade reconhecida pelos sábios do Oriente.

 

Nossa tendência como evangélico, ou não, é querer modelos, estereótipos para seguir. Por isso gostamos tanto de copiar a moda determinada pela novela da televisão ou de pregadores norte-americanos do tipo paletó e gravata.

 

Como anglicano que se esforça para ser zeloso com a liturgia da Igreja, especialmente com as vestes litúrgicas, tenho ouvido aqui e ali, expressões preconceituosas de irmãos e irmãs de outras denominações, embora não considero o anglicanismo uma denominação, mas um ramo do Cristianismo histórico, achar que estamos importando modelos religiosos da Inglaterra. Não é verdade, embora a Igreja da Inglaterra tenha conservado a tradição de mais de dois mil anos de Cristianismo, no que diz respeito também às vestes litúrgicas, tanto dos seus ministros como dos paramentos do altar. Como anglicano, buscamos preservar a unidade e identidade com base na tradição da igreja herdeira de um patrimônio cultural recebido por Moisés do próprio Deus, porque a liturgia cristã segue um padrão cujo objetivo é comunicar a existência e o caráter de Deus, ao contrário do “sacerdote” de paletó e gravata, que são elegantes sim, mas para atividades sociais ou profissionais e não litúrgicas. Se alguém quer pregar no púlpito de paletó, que pregue (eu faço isso em outras denominações ou em ocasiões que não pedem uso de vestes litúrgicas, como batina, cassok, alva ou sobrepeliz, mas não me venham tentar convencer, com a desculpa de estarmos importando modelos estrangeiros, que celebrações litúrgicas (batismo e santa ceia) podem ser realizadas sem rito e sem ritual. Isso é desculpa de quem tem preconceito religioso com a Igreja Católica Romana e também transfere para os anglicanos, luteranos, ortodoxos e metodistas. Somos muitos contraditórios também quando o assunto é Liturgia e uso do Livro de Oração Comum.

 

E por falar em contradição, ouvindo a música do Caetano Veloso “podres poderes” ela fala em algo mais ou menos assim: ficamos estupefatos e boquiabertos por achar “como são lindos os burgueses, os japoneses” e tudo o que vem de fora. Por outro lado, ele vai denunciando a incompetência da América Católica, na sua burrice, não conseguir salvar seu povo dos ditadores que exercem seus podres poderes, fazendo jorrar sangue nos quatro cantos do Continente. Diz a letra: “Será que nunca faremos senão confirmar a incompetência da América Católica que sempre precisará de ridículos tiranos? / Ou então cada paisano e cada capataz com sua burrice fará jorrar sangue demais nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais...”.

 

A música fala de contradições que credito à epifania, ou seja, a manifestação da presença do Senhor vem chamar a nossa atenção, sobre os erros e a falta de discernimento do povo que se chama cristão diante de “paisanos” e “capatazes” da religião-ópio que tomou conta de nossas emissoras de rádio e televisão e se espalharam com os milhares de carrinhos que vendem CDs/DVDs “evangélicos” piratas em nossas ruas. Na música do Caetano, confiar e andar junto com essa classe de pessoas é algo impossível, improvável, porque “tudo é muito mau”, é cilada!

 

Isso me faz lembrar as campanhas eleitorais, depois das Diretas Já, para presidente da República, Lula X Collor, Lula X FHC, por causa dos estereótipos. A gente queria um presidente com cara de intelectual-burguês, não importando suas reais intenções, contanto que o seu discurso não fosse político, nem falasse de pobreza. Até que Lula cedeu ao gosto da minoria que detém nas mãos os recursos para o sucesso de sua candidatura, uma parte da grande mídia brasileira e os ricos empresários. No caso de Jesus, evidentemente foi muito diferente, por isso aos olhos da moderna sociologia ele não fora “bem-sucedido”. Para a nova teologia-contemporânea que ensina que prosperidade é ter sucesso, dinheiro, fama, bens, neste mundo, poder político com o preço de corrupção e compra de coisas e pessoas, “jesus cristo” é um nome para ser usado como grife religiosa para atrair “vítimas em crise”, mas não para ser “discípulo radical” d’Ele como propôs John Stott.

 

Afinal, todos esperavam um rei que impressionasse principalmente o império romano, alguém que fizesse César perceber que ele não era deus coisa nenhuma. Aí vem Jesus para contrariar, nascer numa manjedoura, dentro de uma gruta, da forma mais ultrajante e humilhante. “O que o império diria de nosso Rei?”, poderia ser este o tipo de pensamento dos judeus. Submeter-se a este modelo de Rei, isso nunca! Não é isso o que todos nós estamos dizendo hoje?

 

O nascimento de Jesus, embora estivesse predito nas Escrituras e mesmo alguns dos profetas tendo revelado que seria uma criança em situação de pobreza e de vulnerabilidade, nascida de uma virgem numa cidade humilde, cujo SUS não lhe teria garantido um atendimento humanizado, uma equipe de PSF para acompanhar no pré-natal, nem uma ambulância, mas uma mulher pobre, grávida e cansada, montada num jumentinho. E todo o cenário que nós podemos imaginar, tanto pelas cenas de TV, cinema e teatro, como pelas Escrituras Sagradas, havia uma resistência de aceitação por parte dos “teólogos” de então a Seu respeito e Seu aparecimento, que contrariação!

 

E foram exatamente os magos do Oriente distante que reconheceram os sinais proféticos (Mt 2:1-2). Eles eram ricos, mas também estudiosos, conheciam as leis da física, dos astros e planetas, podemos dizer que eram cientistas da astronomia. Por serem estrangeiros e homens nobres, certamente se dirigiram ao governo local pedindo autorização para entrar em terras estrangeiras e indagando ao rei Herodes: “onde está a criança que nasceu para ser o rei dos judeus? Nós identificamos a estrela dele no Oriente e viemos tão somente para prestarmos homenagem a Ele em adoração!”.

 

Eis aqui outra contradição: os príncipes dos sacerdotes e mestres da lei não conseguiam identificar os sinais do nascimento de Jesus. Na verdade, eles não estavam nem aí para se debaterem, gastar tempo examinando as Escrituras. Podemos dizer que eram os liberais da teologia? Talvez não. Porque os verdadeiros liberais conhecem as Escrituras Sagradas melhor do que muitos de nós e procuram ser coerentes com aquilo que ensinam. Por isso, mesmo discordando de suas ideias sobre muitos pontos, eles têm o meu respeito. Por exemplo, se considerarmos Karl Barth o pai do liberalismo teológico, como alguns puritanos assim o fazem, ao estudar seu comentário sobre Romanos, tenho o dever de reverenciá-lo por tamanha coerência e piedade. Diria que aqueles sacerdotes e mestres da religião eram negligentes, preguiçosos e presunçosos. Os que nós estamos enfrentando hoje, não são liberais, mas gente arrogante, intolerante e boçal. No dizer do apóstolo São Paulo “egoístas, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes aos seus pais e não terão respeito pela (verdadeira) religião. Não terão amor pelos outros e serão duros, caluniadores, incapazes de se controlarem, violentos e inimigos do bem... traidores, atrevidos e cheios de orgulho. Amarão mais aos prazeres do que a Deus; parecerão ser seguidores (de Cristo), mas com suas ações negarão o verdadeiro poder (da fé em Cristo). Fique longe dessa gente!” (II Tm 3:1ss).

 

Pelo contrário, os sábios do Oriente foram mais nobres nas suas ações para com o Menino-Rei. Trouxeram presentes que tipificavam a natureza de Jesus: sacerdote, profeta e rei.

 

Ouro para o Rei, incenso para o Sacerdote interceder pelo povo e mirra, que seria utilizada no embalsamento do profeta, como evidência de que o fim histórico da vida de um profeta é sempre o martírio devido à sua coerência com a verdade. Estes três elementos foram trazidos do Oriente por Melchior, Belchior, Balthasar e Gasphar para adorar a Jesus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, como sinal de reconhecimento de Sua Majestade e expressão da sua fidelidade na mordomia dos bens que Deus nos confiou, que são os dízimos devolvidos a Ele.

 

Entraram na pequena casa ou gruta, em Belém e se curvaram, dobraram os joelhos, reverenciaram a criança que Se revelou envolto em panos numa manjedoura, um lugar humilde e até “contraditório” para aqueles nobres viajantes. E de fato, Jesus era uma contradição não só religiosamente falando, mas contradição política, econômica e social. Um crente piedoso chamado Simeão foi quem declarou isso (Lc 2:25-35).

 

Finalmente, os visitantes do Oriente que vieram ao encontro de Jesus, receberam instruções dos céus para mudarem de direção. Eles retornaram por “outro caminho”, a fim de se desviarem do mau. Ninguém que tenha tido uma experiência da Epifania, ou seja, tenha estado com Jesus Cristo, pode voltar pelo mesmo caminho. Assim como aquele encontro dos Sábios do Oriente foi marcante em suas vidas, nosso encontro com Jesus Cristo também é um encontro marcante. Repito: ninguém que tenha tido um encontro com Cristo pode voltar do mesmo jeito e pelo mesmo caminho, nossas vida mudam radicalmente, a menos que sejamos cínicos ou não tenhamos percebido Sua manifestação, Sua epifania.

 

Outra lição que fica deste texto é que, para andar seguro, é preciso afastar-se de determinadas pessoas que estão a serviço do mau. E aqui recomendo os livros de Richard Baxter.  Como na música do Veloso, o “tirano” rei Herodes na companhia de sua corja de “ridículos” sacerdotes e “boçais” mestres da religião, em sua falsa piedade tentou enganar os visitantes, dizendo-lhes: “vão e procurem informações exatas e precisas sobre o menino. E, quando o encontrarem, me avisem, para que também eu possa ir adorá-lo” (Mt 2:8).

 

Devemos ter cuidado com certos tipos de adoração. Aos nossos olhos elas podem até parecer bonitas, mas são horrorosas para Deus. Certa vez Deus mandou parar com a música do culto porque lhe estava causando mal-estar. As orações não passavam de palavras vazias, e o jejum era só de aparência e fingimento (Is 58), como diz uma música de Vencedores por Cristo, “assim Ele não quer”.

 

Devemos igualmente ter cuidado com certos “adoradores” que se autodenominam “levitas”. Assim como não existem, no contexto do Novo Testamento “sumo-sacerdote”, apenas o autor aos Hebreus se refere a Cristo como nosso único Sumo Sacerdote e, segundo São Pedro, toda a Igreja compõe um sacerdócio universal, católico, portanto. Assim não existe a figura de levita no contexto do Novo Testamento. Este título era apenas para os da casa de Levi, no Antigo Testamento. Tudo o mais é um sacerdócio para viver em adoração contínua. Assim também não existe a figura de “pastor ungido” no contexto do Novo Testamento. O termo ungido vem de “Messias”, e na Nova Aliança, Ele é o único Ungido – por isso, a música “dá-me uma nova unção” que muitos andam cantando por aí, é um grande equívoco doutrinário, uma heresia.

Voltando ao assunto, devemos ter muito cuidado com certos “adoradores” que se apresentam disfarçados de ovelhas, de pastor, de bispo, de apóstolo, mas são verdadeiros lobos devoradores de ovelhas desavisadas.

 

Os magos foram avisados divinamente, os céus os protegeram porque encontrou neles verdadeiros adoradores que vieram adorar em espírito e em verdade, o Jesus revelado na história, no tempo e no espaço, para a nossa alegria e nossa salvação. Celebremos, então, a Epifania de nosso Senhor Jesus Cristo, com muita alegria, mas sem esquecer nossos irmãos e irmãs que sofrem no sudeste do país com as terríveis enchentes!

 

Que Deus, em Sua graça, tenha misericórdia de cada um de nós!

 



¬ Rev. Ivaldo Sales da Silva é Presbítero na Diocese do Recife; Assessor Diocesano para Defesa da Vida e da Criação; e membro da Ordem de Santo Estevão (OSE).

Contato: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. / (81) 9231.7701 (Claro); (81) 9832.9438 (Tim); (81) 8406.4905 (Oi)

 

 

Comentários
Busca
Somente usuários registrados podem comentar!

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

Última atualização (Dom, 08 de Janeiro de 2012 08:41)

 


Artigos Relacionados:

Powered By relatedArticle

Tradutor 53 Idiomas
Lecionário Maio 2012
Logar
canakkale canakkale canakkale truva search