Joomla ThemesDeposit PokerNo Deposit Bonus
Comunhão Anglicana

   

 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

ROWAN WILLIAMS

ARCEBISPO DE CANTUÁRIA

 

 

HECTOR ‘TITO’ ZAVALA

BISPO PRIMAZ

 

 

DOM EDWARD ROBINSON DE BARROS CAVALCANTI

BISPO DIOCESANO

"In Memoriam"

 

 

DOM EVILÁSIO TENÓRIO

BISPO SUFRAGÂNEO

2ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

 

DOM  FLÁVIO ADAIR

BISPO SUFRAGÂNEO

1ª REGIÃO ECLESIÁSTICA

 

SOMOS PARTE DA COMUNHÃO ANGLICANA

 

 

SOMOS PARTE DO GAFCON

 

 

SOMOS FILIADOS À FELLOWSHIP OF CONFESSING ANGLICANS (FCA)

 

 

SOMOS CONVENIADOS À IGREJA ANGLICANA DA AMÉRICA DO NORTE (ACNA)

 

SOMOS MEMBROS-FUNDADORES DA ALIANÇA EVANGÉLICA

 

 

SOMOS MEMBROS DA ASSOCIAÇÃO PRÓ-CAPELANIA MILITAR EVANGÉLICA DO BRASIL (ACMEB)

 

Horário de Brasilia
Contador de Visitas
mod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_countermod_vvisit_counter
mod_vvisit_counterHoje72
mod_vvisit_counterOntem1095
mod_vvisit_counterEssa Semana5525
mod_vvisit_counterÚltima Semana7145
mod_vvisit_counterEsse Mês18608
mod_vvisit_counterÚltimo mês37515
mod_vvisit_counterTodos1029764

Online (Logado a 20 min) 22
Seu IP: 38.107.179.230
,
Hoje é: 18-05-2012 01:29
Home Artigos Clero A Samaritana e a Adoração Moderna - Rev. Aldo Menezes

A Samaritana e a Adoração Moderna - Rev. Aldo Menezes

Pensamento do Clero

 

A Samaritana e a Adoração Moderna

Rev. Aldo Menezes [1]

Considero o diálogo entre Jesus e a samaritana de valor inestimável para o cristianismo atual. A ênfase de Jesus na adoração verdadeira “em espírito” e “em verdade” deve ser destacada em nossos púlpitos (João 4.23-24). A análise desse diálogo deve levar a Igreja do Senhor a perceber e a evitar a velha armadilha: a adoração materialista, uma fé baseada na formalidade e nos elementos externos, sem que haja mudança de caráter e de vida.

Uma mulher audaciosa e equivocada (João 4.1-30)

Essa mulher é uma figura privilegiada e surpreendente. Privilegiada porque teve um encontro pessoal com Jesus: ela viu o Salvador e conversou com ele, mesmo que não se desse conta disso, pois o via apenas como estranho; e surpreendente porque discutiu com Jesus e o confrontou no campo das ideias religiosas. Ela não se intimidou com a presença desse judeu que lhe pediu água; ao contrário, ela questionou a postura social de Jesus: “Como tu, um judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?”, pois historicamente judeus e samaritanos nutriam ódio mútuo (4.9).[2]

Jesus então lhe diz que ele não é qualquer um, mas alguém que deve ser levado em consideração: “Se conhecesses o dom de Deus e quem é o que te diz: ‘Dá-me um pouco de água’, tu lhe pedirias e ele te daria água viva” (4.10). Mesmo assim, a mulher demonstra hostilidade para com Jesus, contestando suas palavras e até mesmo questionando sua autoridade: “Senhor, tu não tens com que tirar a água, e o poço é fundo; onde, pois, tens essa água viva? Por acaso és maior que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, assim como também seus filhos e seu gado?” (4.11-12). Ela questionou a veracidade das palavras de Jesus e ainda tentou diminui-lo diante de uma figura a quem ela respeitava: “o nosso pai Jacó”.

Jesus então declara a superioridade dele em relação a Jacó e à água do próprio poço do patriarca: “Quem beber desta água voltará a ter sede” (4.13), e arremata: “mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (4.14).

Diante dessa perspectiva, a mulher parece se render à oferta de Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem tenha de vir aqui tirá-la” (4.15). Eu disse “parece se render” porque, a meu ver, ela ainda está zombando da oferta de Jesus, pois ele estava sedento e ao mesmo tempo lhe oferecendo uma água que acaba definitivamente com a sede. É improvável que ela o estivesse levando a sério. Como convencê-la? Para isso, Jesus lhe pede algo incomum: “Vai, chama teu marido e volta para cá” (4.16). Ao que a mulher responde: “Não tenho marido” (4.17a). Então, para o espanto da samaritana, Jesus revela conhecer o presente e o passado dela: “Disseste corretamente: ‘Não tenho marido’; pois já tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é teu marido. Isso disseste com verdade” (4.17b). Contra fatos não há argumentos. Ela então percebe que não está diante um homem comum: “Senhor, vejo que és profeta” (4.19). Ora, se ele revelou seu presente e seu passado, então é provável que estivesse dizendo a verdade sobre a “água viva” que acaba com a sede de uma vez por todas e que jorra para a vida eterna.[3]

Jesus não expôs apenas a vida pessoal da samaritana; ele expôs a vida de uma pessoa religiosa, capaz de se apegar a símbolos de sua fé (o poço de Jacó e o monte Gerizim), mas cuja fé não afetava sua vida pessoal, pois seu estilo de vida era contrário não apenas à moralidade judaica, mas também à dos samaritanos, pois estes aceitavam o Pentateuco (os cinco primeiros livros da Bíblia Hebraica), ainda que o tivessem modificado significativamente.[4] A piedade e a religiosidade da mulher reveladas em palavras não condiziam com seu estilo de vida. O discurso era um, e a prática, outra. Ela andava pela vista, pois sua fé estava alicerçada numa adoração materialista.

Mas ela não se deixou vencer com facilidade. Diante de alguém que a desconcertou, deixando-a perplexa, ela então decidiu fugir do assunto que lhe incomodou, e partiu para o confronto religioso envolvendo dois símbolos de fé que acentuavam ainda mais a discórdia entre judeus e samaritanos: “Nossos pais adoraram neste monte [isto é, o Gerizim], e vós dizeis que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar” (4.20). Essa foi sua última cartada. Mas Jesus não entrou nessa disputa de lugares sagrados. Ao contrário, ele pôs fim a qualquer pretensão dos dois lados da questão e afirmou algo impronunciável da boca de um judeu: “Mulher, podes crer em mim que vem a hora quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai” (4.21). Jesus muda completamente o foco, e desvia a atenção de Gerizim (o centro de adoração samaritana) e de Jerusalém (o centro de adoração judaica).

Mas antes de ouvir a revelação sobre a verdadeira adoração cabível ao Pai, a mulher ainda precisava ouvir outras verdades, ainda que duras para os ouvidos de uma samaritana: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (4.22). Sem meias-verdades. Direto ao ponto. É o jeito de ser de Jesus. Ele prosseguiu: “Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” (4.23-24).

Jesus não nega que a samaritana fosse uma adoradora. Mas ela não era até então uma verdadeira adoradora. Ela não adorava a Deus “em verdade”. Seu objeto de adoração não era o Deus verdadeiro; seus símbolos de fé não significavam nada, nem o poço de Jacó, nem o monte Gerizim. Não bastava apenas adorar a Deus; era preciso adorá-lo da forma correta, de acordo com o que o próprio Deus estabeleceu como padrão de adoração nas Escrituras. Adorar a Deus “em verdade” é adorá-lo do modo dele, não do modo como pensamos que deveria ser. É o Adorado que determina o que é verdade nessa relação com o adorador. Aliás, até a iniciativa é de Deus; é o Pai quem busca o adorador, não o contrário. O adorador rende todo o seu ser ao Deus que o chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, enriquecendo-o com bênçãos espirituais em Cristo (Efésios 1.3-14).

Além de adorá-lo “em verdade”, também é preciso adorá-lo “em espírito”, isto é, uma adoração não baseada na exterioridade, pela vista, mas no interior, pela fé. Isso fica evidente pelo contexto. A samaritana se revela uma adoradora e menciona elementos de fé associados ao seu povo e à sua religião: a fonte de Jacó e o monte Gerizim, todos elementos materiais, palpáveis, visíveis. Jesus revela a inutilidade dessas coisas para se tornar um verdadeiro adorador, pois a verdadeira adoração não depende de elementos externos, físicos. A verdadeira fé pode conviver com elementos externos, mas eles serão secundários, contingentes, não essenciais. Aliás, isso já havia sido ensinado ao povo de Deus em tempos passados (veja Isaías 1.13; Salmos 51.17; Marcos 12.33). O modo de adorar a Deus está relacionado diretamente à essência dele. Uma vez que o próprio Deus é “espírito”, isto é, não material (veja também Atos 17.24-29), a sua adoração deve ser “distintivamente espiritual”.[5] A adoração espiritual “é um padrão universal de Deus [...] A Torá se opõe ao legalismo e à mera realização de atos e rotinas sem um envolvimento verdadeiro e espiritual”.[6]

 

Uma mulher convencida e convertida

Depois dessas palavras de Jesus, a samaritana não o retrucou mais. Ela havia sido convencida da veracidade das suas palavras. Mas lhe faltava algo: reconhecer seu interlocutor com o Messias. Ela creu de fato que “Deus é espírito; e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”, e associou esse tipo de adoração ao trabalho do Messias, do Cristo, do Ungido de Deus: “Eu sei que vem o Messias [...]; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas” (4.25). Ao que Jesus arremata de imediato: “Sou eu, que falo contigo” (4.26).

Nesse empolgante diálogo, vemos a figura de Jesus sendo modificada aos olhos da samaritana. Primeiramente, ele era um mero estranho: um judeu sedento, achando que tinha uma água milagrosa; em seguida, diante da revelação de seu passado e de seu presente, o estranho se torna um “profeta”; e, por fim, ela o reconhece com o Messias, aquele que “nos anunciará todas as coisas”.

Ela então larga o cântaro, corre para a cidadela e diz: “Vinde ver um homem que me contou tudo o que fiz. Será este, por acaso, o Cristo?” (4.28-29). A pergunta, a meu ver, não é contaminada de hesitação, mas está impregnada de arrebatamento, de entusiasmo. O resultado extraordinário: “Muitos samaritanos daquela cidade creram nele por causa das palavras da mulher, que testemunhara: ‘Ele me disse tudo o que fiz’” (4.39). Depois destes, houve mais conversões, mas desta vez com um detalhe interessante: “Muitos mais creram por causa das palavras de Jesus, e diziam à mulher: ‘Não é mais pelas tuas palavras que nós cremos; mas porque nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo’” (4.41-42).

Esses samaritanos também aprenderam os dois elementos indispensáveis à verdadeira adoração: “em espírito” e “em verdade”.

 

A samaritana e os modernos adoradores

O que tudo isso tem a ver conosco? Muita coisa. Deus ainda faz questão de ser adorado “em espírito” e “em verdade”. Ele continua a buscar esse tipo de adorador. Assim, o que Jesus disse à samaritana toca diretamente a cada um de nós.

Já traçamos o perfil religioso da samaritana: uma mulher religiosa, conhecedora de suas raízes de fé e apegada aos símbolos sagrados de sua irmandade, mas cuja vida moral não refletia os valores de sua religião. Mas nada disso é prerrogativa da samaritana. Jesus, por diversas vezes, questionou a fé sem vida dos fariseus; eles eram apegados aos ritos e às interpretações de seus mestres, mesmo que estes discordassem das Escrituras. No final, eles preservam mais a religiosidade exterior que a piedade interior (veja Mateus 23). Sua adoração também era materialista. Eles queriam ver “sinais” (Mateus 12.28; 16.1).

Aliás, muitos exigirão reconhecimento da parte de Jesus tendo em vista os sinais visíveis que realizaram: “Naquele dia, muitos me dirão: ‘Senhor, Senhor! Por acaso, não profetizamos em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres?” (Mateus 7.22). Mas fizeram tudo isso por simples formalidade. O apóstolo também apresenta outras razões para alguém pregar a Cristo: inveja, discórdia, sem sinceridade (Filipenses 1.14-17). Entretanto, o Senhor lhes dirá: “Nunca vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade” (Mateus 7.23). Ora, em certo sentido Jesus os conhecia, a ponto de negá-los e dizer que eles praticavam o mal. Entretanto, eles não eram verdadeiros adoradores, pois não tinham intimidade com o Senhor (o verbo “conhecer” tem essa conotação).

Precisamos parar de andar pela vista, e buscar andar pela fé. Esse é um dos sentidos de adorar a Deus “em espírito”. Muitos cristãos, cansados de tanto sofrer problemas de ordem financeira e emocional, entregaram-se a uma teologia que satisfaça imediatamente suas necessidades; acabaram aderindo à “teologia da prosperidade”.

Tempos atrás, os pastores praticamente pastoreavam sozinhos suas ovelhas, sem concorrentes. Hoje, entretanto, as ovelhas ouvem outros pastores via TV e Internet. E o que se anda vendo e ouvindo por aí não se semelhança a uma adoração “em espírito” e “em verdade”. A maioria dos pregadores abandonou o Gólgota, que nos revela a ignomínia do pecado, nos conclama ao arrependimento e à busca da salvação, que exige de nós mudança de caráter, conversão, compromisso e responsabilidade para com Deus e o próximo; esses pastores do entretenimento e dos holofotes só querem saber do monte da Transfiguração: só querem brilho, e desprezam o “negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mateus 16.24).

Ao seguir pregadores que enfatizam o turismo espiritual ao monte da Transfiguração, muitas ovelhas deixaram-se seduzir por frase de efeito, do tipo: “Pare de sofrer”, “Reivindique a bênção”, “Exija de Deus sua vitória”. Andam barganhando com Deus, dando tudo o que tem e o que não tem a pregadores fraudulentos da Palavra em troca de favores materiais, como se o Reino de Deus fosse um banco de investimentos financeiros. Muitos ainda servem a Deus por interesse, à semelhança de um povo que só queria pão e peixe das mãos de Jesus (João 6.1-15; 22-66).

Uma parcela do povo de Deus hoje ainda vive de modo semelhante aos contemporâneos de Jeremias. Eles queriam as bênçãos da Aliança, mas rejeitaram o Deus da Aliança e as responsabilidades de viver as exigências a Aliança, que incluía uma vida santificada ao Senhor. Jeremias expôs de forma vívida como aquele povo tentava comprar o favor de Deus com atos religiosos. Mas Deus não se deixa impressionar pelo fervor externo, mesmo que feitos de forma entusiástica. Ele pode ver além das aparências. O povo, entretanto, preferia dar ouvidos aos profetas do entretenimento, que lhe massageavam o ego.

Hoje, os pastores, mais do que ninguém, precisam estar atentos a isso. Muitos pastores sérios, com medo de perder ovelhas e dizimistas, têm trocado um púlpito vigoroso por um púlpito meloso, açucarado, repleto de autoajuda, mas com pouco compromisso com as Escrituras, a ajuda do Alto. Eles têm se vendido ou “se prostituído” (usando a dura linguagem do profeta Oseias) a um povo cada vez mais habituado a ouvir o que deseja, e não o que precisa. Temos de ter o caráter de Jesus, que foi firme com a samaritana ao expor o erro dela. Igualmente, depois de ser abandonado por muitos seguidores interesseiros, Jesus perguntou firmemente a seus discípulos remanescentes: “Vós também quereis partir?” (João 6.67).

A vocação de um pastor não é fazer cócegas nos ouvidos das ovelhas, mas lhes transmitir a Palavra de Deus doa o que doer, venha o que vier (2Timóteo 4.3). Os profetas da Bíblia não eram populares, mas eram fiéis ao Senhor e transmitiam ao povo a Palavra de Deus, sem mascarar sua mensagem. Adorar a Deus “em espírito” e “em verdade” exige isso de nós. Por isso, tendo em vista tudo o que vimos até aqui,

·       Diga não à hipocrisia e à piedade pró-forma (Jeremias 6.13-15). Israel se escondia atrás de uma máscara de religiosidade, que não afetava sua vida diária em nada (à semelhança da samaritana). Essa é uma das características ainda predominantes nestes últimos dias (2Timóteo 3.1-5). Nunca podemos nos esquecer de que as observâncias religiosas externas não são um substituto aceitável para a motivação espiritual interna adequada.[7]

·       Diga não à ganância (Jeremias 6.13). Rejeite a teologia da prosperidade e seus pregadores gananciosos. Não olhe para os seus grandes feitos muito bem explorados por campanhas marqueteiras, nem para o seu poderio religioso, achando que o fato de fazerem coisas grandiosas reflita necessariamente que sejam super-homens abençoados por Deus (Mateus 7.21-23 demonstra isso com clareza). Há coisas mais importantes com o que devemos nos preocupar. Jesus ensinou isso aos discípulos que ficavam maravilhados pelo fato de os demônios se submeterem a eles pelo nome do Senhor. Ele então lhes diz: “Mas não vos alegreis porque os espíritos se submetem a vós; antes, alegrai-vos porque vossos nomes estão escritos no céu” (Lucas 10.20).

·       Diga não ao direito de posse ou ao falso sentimento de segurança (Jeremias 7.4,10; 18.18).

Não pense que você está seguro e em aliança com Deus só porque faz parte de uma igreja forte, rica e poderosa, com milhares de membros espalhados no Brasil ou no mundo, com muitos bispos, pastores e pastoras, grande escritores e pregadores, com grupos de louvor da mais alta qualidade, com pastores que vêm e vão a Israel e rebatizam crentes no rio Jordão etc.

·         Não pense que você está seguro só porque seu líder tem mestrado, doutorado e pós-doutorado.

·         Não pense que você está seguro só porque é bem-sucedido financeiramente.

·         Não pense que você está seguro só porque lê a Bíblia todo dia e vai à igreja diariamente.

·         Não pense que você está seguro só porque fala em línguas e realiza grandes sinais e prodígios.

·         Não pense que você está seguro só porque é um superdizimista, ou porque você realiza “sacrifícios financeiros” no altar da sua igreja.

·         Não pense que você está seguro só porque faz parte de um ministério cheio do poder de Deus.

 

Nossa segurança deve residir unicamente nas mãos do Deus da Aliança, que tem o direito de exigir ser adorado “em espírito” e “em verdade”.

 



[1] Ministro ordenado da Diocese do Recife (sob a autoridade da Igreja Anglicana do Cone Sul da América); editor de teologia e filosofia. É autor do livro “Testemunhas de Jeová: exposição e refutação de suas doutrinas” (Editora Vida).

[2] Dois acontecimentos contribuíram para esse conflito. 1) Nos dias de Roboão, filho de Salomão, a nação de Israel sofreu uma divisão política, dividindo-se em duas unidades: o Reino do Norte, tendo Samaria como capital, e o Reino do Sul, cuja capital era Jerusalém. Em 722 a.C., a Assíria invadiu o Reino do Norte e deportou a maioria dos habitantes para outras terras, e trouxe para Samaria prisioneiros de outras nações subjugadas, que trouxeram seus costumes religiosos pagãos (2Reis 17.24-41). Os samaritanos são, portanto, o resultado da mistura de israelitas com gentios, o que gerou um judaísmo ilegítimo e adulterado, corrompido pelo culto pagão. 2) O Reino do Sul também foi subjugado e sua população foi levada para a Babilônia em 586 a.C. Setenta anos depois, muitos judeus retornaram para sua terra a fim de reconstruir o templo. Os samaritanos se ofereceram para ajudar na reconstrução, mas os judeus não lhes deram tal permissão; com o orgulho ferido, os desprezados passaram a fazer de tudo para embargar a reconstrução (Esdras 4; Neemias 4); como não obtiveram êxito, construíram seu próprio templo no monte Gerizim, e esse templo foi destruído em 128 a.C. pelo sumo sacerdote João Hircano, da dinastia judaica dos hasmoneus, que governou a Judeia entre 135 a 104 a.C., aumentando ainda mais a rivalidade entre os dois povos.

[3] A maior dos intérpretes acredita que a mulher realmente estava sendo sincera naquele momento e se abrindo para o evangelho, e que, antes de receber a água viva, ela precisaria confessar seus pecados; este seria o motivo de Jesus lhe pedir para chamar o marido, pois, nesse momento, ela se depararia com seu estilo de vida pecaminoso. Embora seja uma interpretação possível, creio que a hostilidade natural dos samaritanos para com os judeus e o tom aguerrido da mulher em todo o diálogo apontem para a condição de zombaria, e não de aceitação, em João 4.15.

[4] O especialista em Bíblia Julio Trebolle BARRERA afirma que o Pentateuco samaritano “apresenta 6000 casos de diferenças com o reproduzido pelas edições modernas da Bíblia hebraica, baseada nos manuscritos medievais” (A Bíblia judaica e a Bíblia cristã. 2ª ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995, p.242).

[5] HENDRIKSEN, William. O evangelho de João. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 226. (Coleção Comentário do Novo Testamento).

[6] STERN, David H. Comentário judaico do Novo Testamento. São Paulo: Templus, 2008, p. 195.

[7] HARRISON, R. K. Jeremias e Lamentações. São Paulo: Vida Nova, 1980, p.32.

Comentários
Busca
Somente usuários registrados podem comentar!

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

Última atualização (Qua, 04 de Janeiro de 2012 13:38)

 


Artigos Relacionados:

Powered By relatedArticle

Tradutor 53 Idiomas
Lecionário Maio 2012
Logar
canakkale canakkale canakkale truva search