Advento e Esperança - Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto
Pensamento do Clero

Advento e Esperança
Ven. Arc. Rev. Carlos Alberto (*)
O próximo domingo, dia 20 de novembro, será o Último Domingo do Ano Eclesiástico, quando festejamos o Nosso Senhor Jesus Cristo como Rei do Universo. No domingo, dia 27 de novembro, abrimos, com o 1º Domingo do Advento, o Ano Eclesiástico (e o chamado Ano-B da Trienal, cuja ênfase encontra-se no Evangelho Segundo São Lucas).
O termo “advento” é a tradução de diversas palavras que querem dizer: “vinda”, “chegada”, “aparição” ou “presença” gloriosa do Messias, o Cristo, Filho do Homem ou do Senhor, tomando posse do Seu Reino: exercício do Seu governo, e executando o julgamento definitivo. Para este ato, que não procede de homens, mas de Deus, a fé se volta, repleta de esperança, antevendo o tempo que há de marcar o “novo tempo”, o “novo mundo”, o governo de Deus.
Deus, por zelo, compaixão e fidelidade à Sua aliança agirá no mundo em favor do Seu povo, conforme definiram e anunciaram os profetas antigos. Este intervenção divina na história marcará um novo tempo, quando o Senhor será o único Pastor do Seu povo (Ez 34.11-16). Será um evento de juízo (Deus julgará os povos da terra e o seu povo, separando os justos e os injustos) e um tempo de graça e salvação (pois separar, neste caso, é salvar os fracos, os pobres e os injustiçados).
Deus vem! E este Seu advento é a manifestação de Seu reinado, é a coroação do bendito Rei que vem em nome do Senhor! Haverá paz, alegria, justiça e reconciliação (Is 2.2s, 9.6, 11.6s). O anúncio feito por João Batista reúne todos estes detalhes proféticos que apontam para o Messias (Mt 3.1-12). E foi João quem, cheio de esperança, apontou para Jesus dizendo ser Ele a concretização das esperanças alimentadas por todos estes longos anos.
Quem espera algo do futuro, confiado nas promessas de Deus, tem os olhos e o coração colocados neste futuro que a fé teima em dizer que haverá. Por isso, João Batista colocou-se na estrada. Por isso ergueu a sua voz. Por isso trabalhou e nisto colocou o sentido da Sua vida: preparar tudo para o dia da festa, para o encontro final, para o momento acalentadamente desejado.
Esperar não é sentar-se na varanda ou, tal qual o “Pedro Pedreiro”, na estação do trem. Não é ficar parado no aguardo de que, um dia, há de chegar o tempo de festejar. Esperança é uma ativa busca, um constante construir, um sempre e mais “preparar” o caminho para o Banquete Final. Assim, “canta mais, trabalhando a tinta, enfeitando a praça: canta... canta... canta!”.
Esperar ativamente, aguardar preparando o caminho: eis o desafio de nosso Arcediagado (Arcediagado Sul-Sudeste) para o ano que se aproxima!
* Rev. Carlos Alberto Chaves Fernandes, ofa, é Presbítero da Diocese do Recife; Pároco da Paróquia Anglicana da Santíssima Trindade, em Copacabana, Rio de Janeiro; Venerável Arcediago Sul-Sudeste; Frei da Ordem Franciscana Anglicana (OFA).
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Última atualização (Qua, 16 de Novembro de 2011 10:35)
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