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Home Artigos Clero Estevão, Um Servo Entre os Pobres - Rev. Ivaldo Sales

Estevão, Um Servo Entre os Pobres - Rev. Ivaldo Sales

Pensamento do Clero

 

 

Estevão, Um Servo Entre os Pobres

Rev. Ivaldo Sales, ose (¬)

 

Sinto que é um atrevimento de minha parte colocar o título neste artigo desta maneira, mas confesso que o fiz influenciado pelo impactante livro “Servo entre os pobres” do missiólogo Lawrence (Viv) Grigg, que apesar de ter nascido na Nova Zelândia, é um verdadeiro servo (grego “doulos”) entre os pobres nas Filipinas e no Brasil. E como eu sei que crente não compra livro com este título – meu primeiro trabalho “missionário” foi como vendedor de livros evangélicos na CLC (Centro de Literatura Cristã) em Recife – assim resolvi prestar a minha homenagem ao Viv Grigg.

 

Quando estudamos o documento do Congresso Internacional de Evangelização, em Lausanne, na Suíça, em 1974 sobre Evangelização e Responsabilidade Social, temos clareza de que “Todos os cristãos são chamados ao testemunho e ao serviço. Sempre que há uma oportunidade, temos a responsabilidade e o privilégio de falar de Cristo e servir ao próximo” (p.47). Daí se percebe a importância de mantermos a prática da Teologia da Missão Integral da Igreja em nossos dias, na sociedade na qual nossos Pontos Missionários, Missões e Paróquias estão inseridos.

 

Fui recentemente impactado pela leitura do livro “A Responsabilidade Social da Igreja”, do Rev. Calvino Rocha, afirmando que “A pobreza de milhões deveria chocar a Igreja. A Igreja precisa sentir-se indignada diante da miséria do outro, abrindo mão de sua opulência, optando por um estilo de vida simplificado e tornando-se mais generosa diante da necessidade do outro. Não se pode abrir morada para a alienação no seio da Igreja de Jesus” (p.19).

 

Desta maneira, a pergunta que se impõe para o presente artigo é: qual a contribuição da Ordem de Santo Estevão Mártir, diante da conjuntura na qual estamos vivendo em nossa sociedade atual? E como o testemunho de Santo Estevão pode contribuir para que a OSE desenvolva sua ortodoxia e sua ortopraxia dentro da realidade na qual a igreja do século 21 está inserida, no Brasil, na América Latina e no mundo de então?

 

O sociólogo e Vigário Geral de nossa Diocese, Rev. Maurício Amazonas, como profeta nordestino no meio do povo, fez em um de seus sermões, um clamor dramático como desafio à comunidade de fé, inclusive a OSE, sobre estas realidades: “O que dizer diante da situação das mulheres viúvas, divorciadas ou mães solteiras da nossa sociedade hoje? Muitas mães perdem seus filhos para o mundo do alcoolismo, das drogas e do crime organizado ou desorganizado, de uma forma geral. Algumas perdem seus filhos que são assassinados pelos esquadrões da morte ou pelos terríveis esquemas de queima de arquivo dentro das próprias entidades” (“Pregações no Jardim”, p.168).

 

Mas para não ficarmos repetindo o refrão da música de Bob Dylan, “the answer my friend, is blowin’ in the Wind... the answer is blowin’ in the wind ” (“a resposta meu amigo, está sendo levada pelo vento”), à luz destes questionamentos, é válido afirmar que a OSE, enquanto uma organização diocesana não se limita apenas ao exercício de uma espiritualidade mística e contemplativa. Nem tão pouco meramente discursiva. A OSE se percebe como uma entidade que pratica um modelo de espiritualidade engajada, missionária, portanto. Neste sentido a OSE segue o padrão estabelecido dentro da Natureza Missionária da sua Diocese, sistematizada da Conferência de Lambeth de 1988, quais sejam: 

1.   A dimensão do kerygma – o anúncio das Boas Novas a respeito do nascimento de Jesus Cristo, como o Messias prometido; a proclamação como arauto da chegada do Reino de Deus entre os homens e as mulheres que ainda não receberam a Cristo. Quando o Reverendo J.I.Packer, apresentou seu relatório sobre a obra de evangelização da Igreja Anglicana em 1918, ao Arcebispo de Cantuária, definiu evangelização como sendo “apresentar Cristo Jesus de tal modo que, no poder do Espírito Santo, os homens venham a depositar sua confiança em Deus através d'Ele, aceitando-O como seu Salvador e servindo-O como seu Rei na comunhão de Sua Igreja" ("Evangelização e Soberania de Deus", p.28).

2.   A dimensão da didaskalia – o ministério do ensino de todo o conselho de Deus para o homem todo e para todos os povos que foram alcançados pelo kerugma, batizados e introduzidos numa comunidade de fé que creia e pratique as verdades contidas nas Sagradas Escrituras, tanto do Antigo Testamento quanto do Novo Testamento, procurando instruí-las na sã doutrina, conforme o ensino apostólico;

3.   A dimensão da diakonia – em dar respostas da fé às necessidades humanas, no esforço de tornar visível o amor (ágape) incondicional de Deus, a todo homem até o fim;

4.   A dimensão da koinonia – pelo nivelamento das estruturas da sociedade através da ação política promovendo assim vida em abundância (Jo 10:10), com justiça e paz (hb. “shalom”). O Bispo Robinson Cavalcanti esclarece que “Política significa, originalmente, o conhecimento, a participação, a defesa e a gestão dos negócios da polis (cidade-estado na Grécia)”, (“Cristianismo e Política”, p.14).

5.   A dimensão da ecologia – através da busca por compreender e comprometer-se em defender a vida e a dignidade de toda a criação, tendo nosso planeta como nossa casa (oikos), o lugar de nossa habitação, nosso éden, nossa mãe-terra (Leia também “Saber Cuidar” de Leonardo Boff, e “Poluição e a Morte do Homem” de Francis A. Schaeffer).

 

Segundo Dom Robinson Cavalcanti, dentro do Anglicanismo, as ordens religiosas, residenciais ou dispersas, por gênero ou mistas, contemplativas e/ou missionárias são um dos aspectos que contribui “para o desenvolvimento da espiritualidade e desenvolvimento dos dons”. E continuou: “Na Conferência de Lambeth, de 1998, tínhamos cerca de 100 Ordens Religiosas na Comunhão Anglicana, todas registradas em uma Diocese-sede e sob Autoridade Episcopal” (“Anglicanismo: identidade, Relevância, Desafios”, p.63).

 

A composição do cabido da OSE é composta por clérigos (prior, capelão, ecônomo e secretário), e os demais irmãos e irmãs de ordem (clérigos e leigos) que atuam e vivenciam seus carismas sob autoridade episcopal, o que equivale dizer que não é um movimento anarquista, nem autônomo, há ordem, disciplina e reverência dentro dela.

 

Possivelmente, os membros da OSE podem ser incentivados para contribuir com Pontos Missionários, Missões e Paróquias de acordo com a designação do bispo, na evangelização, no acolitar, na liturgia, no ensino em nossos seminários e institutos de teologia, e no serviço social, em havendo demandas e solicitações que através de seus Párocos e Ministros Encarregados ao seu Arcediago, compartilham com o bispo estas necessidades que serão analisadas, estudadas e atendidas de acordo com as possibilidades e potencialidades de cada um de seus membros, enquanto Ordem de serviço.

 

É importante frisar que os membros da OSE compreendem que o termo “servo” é uma tradução do grego para “diakono”, também “ministro”. Logo, o diácono é um ministro chamado para oferecer serviço sacerdotal (grego “leitourgeõ”, termo composto por duas palavras “laos”, povo e “ergon” trabalho, indicando serviço ou trabalho público). O termo conhecido como liturgia (do grego “leitourgia” ver Lc 1:23), era uma atividade desenvolvida pelos sacerdotes do Antigo Testamento para aspergir, “batizar” ou “borrifar” o sangue na tenda e utensílios (oblação) dos vasos para o sacrifício de culto com fins religiosos.

 

A coleta arrecadada pelas igrejas da Ásia Menor e Grécia (Igrejas da Macedônia, Acaia e Galácia), ao fundo missionário para socorrer os pobres de Jerusalém, recebeu o nome de “leitourgia” (2Co 9:12), ou “serviço litúrgico com finalidade social” de prestar socorro ou assistência às necessidades sociais de uma determinada pessoa ou grupo de pessoas. Estas eram também as responsabilidades de Estevão e seus irmãos que foram escolhidos pelo povo e ordenados pelo colégio apostólico para prestarem serviço litúrgico a Deus junto às viúvas helenistas, que eram as minorias daquela Comunidade de Fé.

 

Quando, na Igreja Anglicana, um crente aspira ao episcopado deve ter em mente estas responsabilidades, ser um diakono (servo), um doulos (escravo) e um leiturgo (trabalhador público), preocupado prioritariamente com os pobres, as viúvas, os órfãos, os enfermos e os encarcerados, segundo o modelo de Jesus e de Estevão.

 

Portanto, um leiturgo é também um servidor público. E este serviço é, preferencialmente, em favor (e com) os pobres da Comunidade, não somente do Ponto Missionário, Missão ou Paróquia; como diria o Rev. John Wesley: “a minha paróquia é o mundo”, afirmando que o seu ministério sacerdotal não se limita a uma mera dimensão paroquialista, mas além das fronteiras das quatro paredes, do conjunto de toda a comunidade onde sua Paróquia está inserida.

 

Samuel Escobar nos adverte que “uma evangelização que não toma conhecimento dos problemas sociais e que não anuncia a salvação e a soberania de Cristo dentro do contexto no qual vivem os que ouvem, é uma evangelização defeituosa que trai o ensino bíblico e não segue o modelo proposto por Cristo, que envia o evangelista” (“A Responsabilidade Social da Igreja”, p.8).

 

E Ronald J. Sider nos leva a reflexão de que “quando Deus selecionou um povo escolhido, sua escolha recaiu sobre pobres escravos no Egito. Quando Deus chamou a igreja primitiva, a maior parte dos seus membros era gente pobre. Quando Deus se tornou homem, o fez na forma de um pobre Galileu. Representam estes fatos um fenômeno isolado, sem correlação, ou fazem parte de um modelo que quer significar alguma coisa?” (“Cristãos Ricos em tempos de Fome”, p.71).

 

O fato de Deus voltar-se preferencialmente para os pobres, fracos e oprimidos, não significa que o pobre é salvo por ser pobre, nem que Deus jamais usa pessoas ricas e poderosas ou influentes para atender Seus propósitos. Este é um conceito marxista e a Bíblia não está dizendo isto, pelo contrário, ricos e influentes também foram usados diversas vezes como instrumentos de Deus para a consecução de Seus planos. 

 

Mas para Ronald J. Sider, “O fato de Deus escolher pessoas humildes para serem mensageiros da salvação para o mundo é uma notável evidência da atenção especial que lhes devota. E sua encarnação na pessoa de um pobre Galileu nos sugere que o seu frequente uso dos pobres como seus instrumentos não é uma trivialidade histórica insignificante, mas, pelo contrário, aponta para algo bastante significativo na própria natureza de Deus” (p.73).

 

Como está claro que em Atos 6, o diakonato foi uma demanda do povo, uma necessidade real das viúvas helenistas. Assim sendo, creio que um dos critérios para quem deseja ser pastor, para quem aspira ao episcopado nesta Diocese, é também a sensibilidade para o diakonato, ou seja, a capacidade de servir a Deus e ao próximo de forma incondicional.

 

No modelo de Cristo, Ele afirmou que não veio para ser servido, mas para servir – o servo sofredor. Há uma realidade a ser compreendida neste particular: não é fácil servir, especialmente a quem não nos quer bem. Cristo nos serviu ainda no tempo em que nós estávamos “alienados de Deus” (Ef 2:12-17) e “éramos ainda seus inimigos” (Rm 5:10).  

 

Nas palavras de João Calvino: “Deus nos manda fazer o bem a todos os homens sem exceção, ainda que a maioria não seja merecedora, se a julgarmos de acordo com seus próprios méritos” (“A Verdadeira Vida Cristã”, p.37).

 

Entretanto, muito mais do que nos preocupar em fazer o bem ou servir aos pobres, devemos antes lembrar a advertência do cientista social e um dos mais importantes apologistas anglicanos da atualidade, Os Guinness: “Não somos primariamente chamados para fazer alguma coisa ou ir para algum lugar; somos chamados para Alguém. Não somos primeiramente chamados para fazer um trabalho especial, mas chamados para Deus” (“O Chamado”, p.51).

 

Acredito que isto é o que nos dá mais força para servir, com todas as implicações que este servir nos traga; servir implica dar a vida em benefício do pobre como ato de fé em amor, se compararmos João 3:16 com I João 3:16, chegaremos a esta conclusão.

 

Jesus afirmou que “aquele que dirige seja como o que serve” (Lc 22:26). Neste sentido, como podemos servir aos pobres da América latina, do nordeste brasileiro e, mais especificamente, de nossas comunidades pobres?

 

Dentre algumas respostas que poderíamos encontrar nos espaços de nossas classes de Escola Dominical e grupos de reflexão teológica da OSE, pelo menos, pensei em pontuar alguns passos: Através da capacidade de reflexão teológica (René Padilla) e da produção de material científico (Robinson Cavalcanti); Buscando engajar-se no debate dos problemas da sociedade (Os Guinness), para dar respostas à luz da fé cristã (F. A. Schaeffer).

 

O bispo anglicano Festo Kivengere afirmou que: “a vida que é depositada aos pés de Jesus é toda dedicada à sua causa e nela se gasta; nunca fica vazia. Na verdade, ela é tão transbordante, que continua a se derramar, derramar e derramar. A casa fica tomada pela fragrância dela. Nossa comunidade pode ficar toda envolta num aroma assim, quando algumas das pessoas que nela residem dedicam a vida inteiramente a Jesus Cristo” (“Amor Ilimitado”, p.95).

 

Portanto, creio que o amor a Cristo deve ser o elemento fundante do serviço a Deus e ao próximo. Para Os Guinness: “O amor busca aquele que está buscando – não porque quem busca seja digno de amor, mas simplesmente porque a natureza do amor é amar não obstante o mérito ou a dignidade do objeto amado” (“O Chamado”, p.21).

 

Quando meditamos na Tese sobre “A Evangelização e a busca de liberdade, de justiça e de realização pelo homem” do teólogo Samuel Escobar, temos lições que nos fazem refletir seriamente na maneira como servimos a Deus e ao próximo em nossas igrejas e comunidades. Disse ele: “A Igreja primitiva não era perfeita, mas evidentemente, como comunidade, chamava a atenção dos homens em virtude das diferenças qualitativas de sua vida. A mensagem não era só ouvida; era também vista na maneira como vivam. Consequentemente, no processo evangelístico e missionário, tal qual o vemos na Bíblia, há uma realidade a proclamar. Se lermos as Epístolas, veremos que a ênfase recai não tanto nas exortações à evangelização, como nas qualidades da nova vida em Cristo. Jesus comissionou-nos como mensageiros dele. Mensageiro por palavras e ações, pela maneira de ser e pela maneira de falar” (A Missão da Igreja no mundo de hoje”, p.181).

 

E neste sentido, podemos citar Francisco de Assis: “Prega constantemente o Evangelho e, se for preciso, usa palavras”.

 

Desta forma, como frade da Ordem de Santo Estevão, devo me lembrar que o que vale mais não é saber que eu tenho um chamado para servir às crianças e adolescentes pobres de minha comunidade ou aos pacientes infectados com o vírus da Aids através da Capelania no Hospital Correia Picanço, e aos jovens da Aliança Bíblica Universitária, mas saber quEm foi que me chamou e para servir a quEm.

 

O momento atual é propício para a OSE, refletindo, formar quadros que possam testemunhar do Evangelho de Cristo seguindo o exemplo de Estevão, que foi imitador de Jesus Cristo, mesmo em circunstâncias tão adversas, entre os pobres. Acredito no que João Calvino afirmou: “Quando um homem sabe que Deus é seu Guia em todos os planos de sua vida, até em meio a seus trabalhos, dificuldades e outras cargas, sente um consolo incomparável” (“A Verdadeira Vida Cristã”, p.76).

 

Que Deus nos dê um coração de servo entre os pobres de nossas comunidades.

 



¬ Rev. Ivaldo Sales da Silva, ose é Presbítero na Diocese do Recife; membro da Ordem Evangélica de Santo Estevão Mártir (OSE); Ministro Auxiliar na Paróquia Anglicana São Paulo, em Recife-PE.

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Última atualização (Qua, 05 de Janeiro de 2011 10:54)

 


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