Jesus Acalma a Tempestade - Revda. Teresa Catão
Pensamento do Clero

Jesus Acalma a Tempestade
Mc 4:39a
Revda. Teresa Julieta de Paula M. Catão (¬)
Encontramos no Evangelho de Marcos (65 AD), o mais antigo e sucinto entre os quatro, a narrativa mais longa em que Jesus acalma uma tempestade, presente nos outros sinóticos, e, percebemos que somente nesta descrição (Mc 4:35-41):
a) Já se fazia tarde, hora em que os discípulos se amedrontavam, como aqueles do Caminho de Emaús (Lc 24:29): “E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para a outra margem” (Mc4:35).
b) Jesus, sempre presente entre as multidões (gr ochlós), palavra essa que ocorre 119 vezes nos evangelhos e 38 vezes nesse de Marcos, despediu-se de uma e foi seguido (gr akolouthein) por outros barcos: “E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam” (Mc 4:36).
c) O barco encheu-se (gr plerosai) de água (gr hydor): “E as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água” (Mc 4:37b).
d) Jesus falou diretamente ao mar, e com Suas palavras tudo se aquietou: “E ele, despertando, repreendeu o vento e disse ao mar: Acalma-te, emudece! E fez-se grande bonança” (Mc 4:39)
A incredulidade dos discípulos gerou um “grande temor (gr phobos), em contraste com as outras narrativas em que percebemos que ficaram maravilhados (Mt 8:27) e admirados (Lc 8:25), e essa palavra que no grego clássico significava fuga, denota tanto o medo do terror, quanto o medo da Reverência perante Deus. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos...” (Ec 12:13a).
Que continuemos reverentes e maravilhados com a autoridade das Palavras de Jesus (Mt 5:29)...
¬ Revda. Teresa Julieta de Paula Menezes Catão é Presbítera na Diocese do Recife; Secretária Diocesana de Ação Social e membro da Equipe Pastoral da Paróquia Anglicana do Semeador, no Arcediagado Norte da Diocese.
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