Pentecostes e o Cumprimento da Promessa - Rev.Mauricio Amazonas
Pensamento do Clero

Pentecostes e o Cumprimento da Promessa
(Atos 2.1-21; Sl 104.24-34; Rm 8.14-17; Jo 14.8-17)
Rev. Maurício Amazonas, OSE (¬)
CONSIDERAÇÕES SOBRE A PROMESSA – Como um pai que precisa se ausentar de casa, Jesus dá instruções aos Seus discípulos. Diante do exposto, vamos tecer algumas considerações que justificam essa preocupação do Nosso Senhor Jesus Cristo. Vamos aos textos do Evangelho de São João.
A OBRA DO ESPÍRITO SANTO – Conforme Jo 16.8, precisamos compreender a verdadeira ação do Espírito Santo no mundo. “No mundo”, sim, pois os Discípulos de Jesus estão no mundo (Jo 17.15-17), juntamente com aqueles que ainda serão salvos ao crer no nome santo do Senhor (Jo 17.20). Jesus falou que o Espírito Santo convenceria o mundo acerca de três coisas: pecado, justiça e juízo. Aqui estão três declarações que o mundo pós-moderno não aceita. Vamos a elas.
- DO PECADO – Conforme a explicação do Nosso Senhor Jesus Cristo, trata-se do pecado da descrença ou incredulidade: “Do pecado, porque não creem em mim” (Jo 16.9). Este é o maior pecado que se pode cometer, o pecado da recusa de crer em Jesus Cristo. Os que assim procedem é porque se acham auto-suficientes ou porque preferem andar por outros caminhos que não o Caminho de Jesus Cristo. O Espírito Santo convence o mundo deste pecado e faz a pessoa se render a Cristo (At 2.37-38).
- DA JUSTIÇA – O Senhor afirma: “Da justiça, porque eu vou para o Pai” (Jo 16.10). Mas é preciso saber que a justiça de Deus é aquela que se realizou na cruz. Para pagar pelos nossos pecados de incredulidade e desobediência contra Deus foi que o Filho deu Sua vida na cruz do Calvário. Foi sua morte vicária que nos fez agradáveis e aceitáveis a Deus, e Ele pode declarar: “Está consumado” (Jo 19.30). Por isso Ele poderia voltar ao Pai. O ato de voltar implicava dizer que o sacrifício foi aceito e a justiça de Deus foi satisfeita.
- DO JUÍZO – “Do juízo, pois o príncipe deste mundo já está julgado” (Jo 16.11). A morte de Cristo na cruz satisfez a justiça divina, pois eliminou a razão do pecado que nos afastava de Deus. Satanás, “o príncipe deste mundo”, perdeu a guerra, e já está julgado. Falta-lhe apenas a sentença e a condenação. Mas também haverá condenação para aqueles que continuarem a não crer no “Nome do unigênito Filho de Deus” (Jo 3.18). Este “juízo de Deus será sem misericórdia” (Tg 2.13).
CONSIDERAÇÕES APLICATIVAS – Jesus nos ensinou a verdade sobre o Espírito Santo e o Espírito Santo nos conduz à Verdade de Jesus Cristo. Seu ministério é exaltar a pessoa de Cristo. É esta doutrina que você aceita como verdadeira? O poder de Pentecostes não aponta para o Espírito Santo, mas para o Cristo crucificado: “Ele me glorificará, porque receberá do que é meu” (Jo 16.14). Os judeus somente receberam o dom do Espírito depois de arrependidos, perdoados e batizados (At 2.37-38). Ainda hoje deve ser assim. O Espírito Santo nos faz conscientes de nossos pecados e nos impulsiona à confissão. Sem arrependimento e contrição não haverá plenitude ou enchimento do Espírito Santo. Muitos querem o dom do Espírito Santo, mas não querem renunciar ao espírito do pecado. Como dizia o meu saudoso pastor Manoel Bernardino de Santana: “Sem Calvário, não há Pentecostes”. Primeiro é preciso morrer. Morrer para a carne, o pecado e suas paixões; e depois ressuscitar para a vida no Espírito Santo. Que Deus nos abençoe!
Jardim das Oliveiras, 23 de maio de 2010
¬ Rev. Maurício Amazonas, ose é Presbítero na Diocese do Recife; Vigário-Geral Diocesano, Pároco da Paróquia Anglicana Jardim das Oliveiras, no Arcediagado Sul, em Recife-PE.
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Última atualização (Qua, 23 de Junho de 2010 16:00)
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