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 ROWAN WILLIAMS, ARCEBISPO DE CANTUÁRIA, COM O BISPO ROBINSON CAVALCANTI 

 

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Home Artigos Clero Mãe, Símbolo da Ternura Divinal

Mãe, Símbolo da Ternura Divinal

Pensamento do Clero


Mãe, Símbolo da Ternura Divinal

Rev. Maurício Amazonas, OSE (¬)

 

Compreendemos que, segunda as Escrituras Sagradas, foi da vontade de Deus que a humanidade subsistisse e se perpetuasse pela união de homem e mulher. A isso é que se dá o nome de casamento. Ele existe na expectativa da formação de uma família: com homem, mulher e filhos.  Esta é a tradição que recebemos ao longo de toda história da Revelação e nós não temos procuração para atualizar, mudar ou reformular qualquer um desses conceitos.

 

Modernamente tem-se questionado a estrutura ou modelo familiar. Os revisores da Revelação têm procurado afirmar a validade da união ou “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Nós afirmamos que isso simplesmente promoveria o fim da raça humana, pois impossibilitaria a reprodução da espécie. Além do mais, a “visão” moderna só tende a diminuir a importância da mulher dentro do processo de humanização das relações sociais. Se ela não pode exercer a função de reprodução e de maternidade, fica tolhida na sua vocação divina do “crescer, multiplicar e povoar a terra...” (Gn 1.28).

 

Mediante tudo isso, queremos reconhecer e louvar a figura materna. É da vontade de Deus que, a partir de Eva, todas as mulheres vivam a experiência da maternidade. Aliás, o próprio nome de Eva já significa “mãe de todos os viventes”. Apesar de constatarmos a existência de mulheres com madres fechadas ou estéreis (e quantas dificuldades encontramos para falar deste assunto tão sério!), como Sara, Rebeca e Raquel, apenas para citar algumas. Contudo, queremos lembrar que todas estas chegaram a conceber e dar à luz filhos, depois que Deus atendeu às suas orações. Seus filhos foram motivo especial na história delas e na do povo de Deus.

 

É interessante notar que Deus quando quis se apresentar de forma carinhosa, amorosa e cuidadosa, utilizou-se da linguagem maternal. Apesar de toda a cultura patriarcal, o Deus-Pai Todo-Poderoso, poeticamente, se deixou descrever com as características dóceis de uma mãe. Deus pergunta ao Seu povo: “Pode porventura uma mulher esquecer-se do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” (Is 49.15). O Senhor acrescenta: “Com amor eterno te amei” (Jr 31.3).  E quem mais poderia dizer que “quando Israel era menino, eu o amei” (Os 11.1) senão uma mãe?

 

O Senhor Jesus Cristo também utiliza a figura materna: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta debaixo de suas asas os seus pintinhos, mas tu não quiseste!” (Mt 23.37). Ao final de tudo, a promessa de que “Deus enxugará dos seus olhos toda a lágrima” (Ap 21.4). Existirá linguagem mais bela e mais maternal do que esta?

 

Que todos nós possamos aprender que Deus nos ama com amor maternal. Que possamos acolher seu olhar manso e meigo como o olhar de uma mãe. Que aprendamos a confiar nos seus braços ternos e suaves como uma mãe que nos embala e acalenta...

 



¬ Rev. Maurício Amazonas, ose é Presbítero na Diocese do Recife; Vigário-Geral Diocesano, Pároco da Paróquia Anglicana Jardim das Oliveiras, no Arcediagado Sul, em Recife-PE.

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Última atualização (Qua, 12 de Maio de 2010 09:32)

 


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