Mãe, Símbolo da Ternura Divinal
Pensamento do Clero
Mãe, Símbolo da Ternura Divinal
Rev. Maurício Amazonas, OSE (¬)
Compreendemos que, segunda as Escrituras Sagradas, foi da vontade de Deus que a humanidade subsistisse e se perpetuasse pela união de homem e mulher. A isso é que se dá o nome de casamento. Ele existe na expectativa da formação de uma família: com homem, mulher e filhos. Esta é a tradição que recebemos ao longo de toda história da Revelação e nós não temos procuração para atualizar, mudar ou reformular qualquer um desses conceitos.
Modernamente tem-se questionado a estrutura ou modelo familiar. Os revisores da Revelação têm procurado afirmar a validade da união ou “casamento” entre pessoas do mesmo sexo. Nós afirmamos que isso simplesmente promoveria o fim da raça humana, pois impossibilitaria a reprodução da espécie. Além do mais, a “visão” moderna só tende a diminuir a importância da mulher dentro do processo de humanização das relações sociais. Se ela não pode exercer a função de reprodução e de maternidade, fica tolhida na sua vocação divina do “crescer, multiplicar e povoar a terra...” (Gn 1.28).
Mediante tudo isso, queremos reconhecer e louvar a figura materna. É da vontade de Deus que, a partir de Eva, todas as mulheres vivam a experiência da maternidade. Aliás, o próprio nome de Eva já significa “mãe de todos os viventes”. Apesar de constatarmos a existência de mulheres com madres fechadas ou estéreis (e quantas dificuldades encontramos para falar deste assunto tão sério!), como Sara, Rebeca e Raquel, apenas para citar algumas. Contudo, queremos lembrar que todas estas chegaram a conceber e dar à luz filhos, depois que Deus atendeu às suas orações. Seus filhos foram motivo especial na história delas e na do povo de Deus.
É interessante notar que Deus quando quis se apresentar de forma carinhosa, amorosa e cuidadosa, utilizou-se da linguagem maternal. Apesar de toda a cultura patriarcal, o Deus-Pai Todo-Poderoso, poeticamente, se deixou descrever com as características dóceis de uma mãe. Deus pergunta ao Seu povo: “Pode porventura uma mulher esquecer-se do filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre?” (Is 49.15). O Senhor acrescenta: “Com amor eterno te amei” (Jr 31.3). E quem mais poderia dizer que “quando Israel era menino, eu o amei” (Os 11.1) senão uma mãe?
O Senhor Jesus Cristo também utiliza a figura materna: “Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes eu quis ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta debaixo de suas asas os seus pintinhos, mas tu não quiseste!” (Mt 23.37). Ao final de tudo, a promessa de que “Deus enxugará dos seus olhos toda a lágrima” (Ap 21.4). Existirá linguagem mais bela e mais maternal do que esta?
Que todos nós possamos aprender que Deus nos ama com amor maternal. Que possamos acolher seu olhar manso e meigo como o olhar de uma mãe. Que aprendamos a confiar nos seus braços ternos e suaves como uma mãe que nos embala e acalenta...
¬ Rev. Maurício Amazonas, ose é Presbítero na Diocese do Recife; Vigário-Geral Diocesano, Pároco da Paróquia Anglicana Jardim das Oliveiras, no Arcediagado Sul, em Recife-PE.
| Comentários |
|
3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."
Última atualização (Qua, 12 de Maio de 2010 09:32)
| Artigos Relacionados: |
|---|
|
| Powered By relatedArticle |


























