50 Anos de Caminhada: “Grandes Coisas Fez o Senhor Por Nós, Por Isso Estamos Alegres”
Pensamento do Clero

50 Anos de Caminhada:
“Grandes Coisas Fez o Senhor Por Nós, Por Isso Estamos Alegres”
Revda. Márcia Coelho (¬)
Há cerca de vinte anos atrás conhecemos um casal que nos adotou, a mim e a Alexandre, como filhos do coração. Eles já tinham cinco filhos biológicos, mas nos acolheram no seio familiar como “nascidos fora de tempo”. Até hoje mantemos os laços familiares, e, vez por outra, viajamos até Natal-RN para passar alguns dias em sua casa, desfrutando da companhia desses pais amados. Todos os filhos também nos aceitaram, estamos em todos os eventos em família: aniversário de casamento, batismo... Nossos filhos, Arthur e Gabriela, são os netos e sobrinhos.
Como é bom esse relacionamento que não existe apenas pelos compromissos naturais e sociais, mas motivado pelo amor.
Jesus disse isso, como está registrado no Evangelho de São João 15:16.
Temos ainda outra família: a espiritual, a Diocese do Recife. Aos poucos, eu, Alexandre, Arthur e Gaby, fomos entendendo que realmente somos parte dessa família, e que temos “um pai em Deus”, o nosso bispo, que há doze anos é D. Robinson, que não é Coelho (como muitos nesta Diocese) e sim Cavalcanti, mas “é nosso pai”. Não é um laço biológico, mas é natural, pois temos um só Deus e um só Senhor e Salvador, o que nos torna uma verdadeira família. Como nas famílias de “laços de sangue”, temos nossos gostos, pensamentos e cacoetes diferentes, ainda assim continuamos tendo o mesmo sobrenome espiritual: “de Cristo ou Cristão”.
Pois bem. A última quarta-feira, 21 de abril de 2010, era uma data de grande importância para “nosso pai”: era o aniversário de seu “novo nascimento”, há 50 anos. Um jubileu. Imagine se uma data linda como essa, é coisa para se comemorar sozinho, ou a dois, nem a quatro. Por isso, Deus começou incomodando alguns corações e depois muitos. Mais de 50! E o Espírito Santo foi testificando através da pronta aceitação das pessoas, da facilidade para organizar e tranquilidade como tudo ocorreu.
Às 6h30 estávamos saindo da Paróquia Anglicana Emanuel. O motorista do ônibus era “uma benção”, não passava dos 60 Km, nem na BR. O que proporcionou ansiedade em alguns e algumas, mas também muita segurança na condução do veículo.
A Revda. Vera Nascimento havia sondado com o aniversariante sobre um hino que tivesse marcado sua vida cristã, nos informando sobre o “hino nº.401 do Cantor Cristão: EU SOU DE JESUS”. Poucos conheciam, pesquisamos na internet; ensaiamos no ônibus durante a viagem; imprimimos letra para distribuir; tivemos a maestrina (Magna), violeiro (Alexandre) e coro (todo restante, inclusive os que não estavam no ônibus, pois demos uma última ensaiada já nas dependências do Colégio XV de Novembro, onde o grupo se juntou às outras caravanas: Garanhuns, Gravatá, Caruaru e Paraíba); todos participaram alegremente da cantoria.
Tivemos um pic-nic dentro do ônibus, regado a biscoito, bolacha e suco, providenciado pelo casal Rev. Peixoto e Irene. Tiramos fotos, louvamos, colocamos os assuntos em dia. Foi uma Koinonia.
Ao chegar ao quarto nº.03 do “Quinze” (como é chamado o colégio onde Robinson, 15 anos, em 21.04.1960 se converteu) e surpreendermos D. Robinson, a mim também impressionou as lágrimas do nosso pai. Não pela emoção simplesmente. Mas, pelo fato de compreender o que aquelas lágrimas significavam: a emoção de quem se sentiu amado, apoiado em suas lutas e motivado a caminhar para outros tantos anos quantos o Senhor o conceder (quem sabe se mais 50). Mainha (Miriam, companheira de grande parte dessa caminhada) também era só alegria e emoção.
O Rev. Maurício Amazonas já expressou a sua impressão a partir do grupo de fora do ônibus, e disse “que foi muito bom”. Quero dizer que não foi diferente com o nosso grupo, e pelo que pudemos observar, o sentimento era geral. Felicidade e satisfação eram as palavras que estavam estampadas nos rostos. Unidade, comunhão e família era o entendimento que demonstrava sermos “um só – corpo”. A volta teve até parada para um lanchinho no Rei da Coxinha, na Serra das Russas.
O grande grupo foi composto por: reverendos, reverendas, seminaristas, membros e amigos de D. Robinson da época da escola, os quais estavam em Garanhuns e sabendo do evento ficaram para participar.
Sei que muitos desejaram estar lá também e não puderam. Porém, esta data ficará na memória, inclusive por sugestão de Alexandre, registraremos esse momento como “um marco diocesano”. Não mais só para a vida de D. Robinson, mas para nós todos da Diocese do Recife, que estamos construindo uma história bonita de ser contada e ouvida. A qual está a cada novo momento nos ensinando a viver o ideal de Deus: “sermos um”.
Vencendo as barreiras, fortalecendo a nossa fé, superando as dificuldades, enxergando as conquistas, “chorando com os que choram e alegrando-nos com os que se alegram”. Assim é que caminha o “povo de Deus”.
Ajudando-nos o Senhor, teremos outros eventos desse tipo: se é importante para você, é importante para mim. Pois se uma parte do corpo estiver saudável, fortificará todo corpo.
Já estamos esperando alguém falar sobre outro motivo de comemoração para estarmos juntos novamente.
Quem participou, não perca o foco. Quem quiser estar no próximo, junte-se a nós. Muitas oportunidades virão para compartilharmos uns com os outros do que Deus tem feito por nós. “É POR ISSO QUE ESTAMOS ALEGRES”.
Olinda (PE), 23 de abril de 2010.
¬ Revda. Márcia Maria da Silva Coelho é Presbítera na Diocese do Recife; Secretária Diocesana de Intercessão; Ministra Encarregada do Ponto Missionário Anglicano Sarça Ardente, em Abreu e Lima-PE, no Arcediagado Norte.
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Última atualização (Sex, 07 de Maio de 2010 17:37)
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